Sunday, November 29, 2009

Ai, ai, ai...

Martinair me chama na fonia, meia hora para o pouso.

- Pista em uso??
- 33.
- Procedimento??
- RNAV.
- Ciente. Não posso pousar RNAV.
- Bem, vc pode efetuar o C1 e circular, o teto é de 600 pés.
- Não posso circular com esse teto. Prefiro pousar com vento de cauda na 15.
- Qual a intensidade máxima de vento de cauda que o senhor pousa?
- Ahhn, 10 nós...
- O vento agora é de 14 nós de cauda.
- Ciente.

(...)

Xiii, variação de vento agora de até 20 nós...
Ai, que meeeda. Vai ter que ir pra Guarulhos...

Thursday, November 19, 2009

Uma rajada de vento...

...assusta os poucos moradores do bairro Conturón, rodeado de casas sujas pela terra vermelha da seca provinda do calor que castiga a população pobre e ordinária. Palitos de sorvetes mordidos, papéis de picadão amarelados pelo fumo rodopiam com o balançar dos moinhos provocados pela ventania repentina. Um passarinho avoa em direção aos galhos ressequidos mais próximos, assustado com a provável calamidade que se aproxima. Uma senhora carrega um pequeno embornal e se vira ao ouvir o galopar lento e cansado do cavalo cinzento que se aproxima. Uma espora gira, quebrando o uivo do vento seco. A senhora cospe no chão vermelho e pragueja.
- Mierda...
O cavaleiro veste uma túnica preta, e tira o chapéu de palha roxo antes de apear o cavalo que solta um relincho estressado. Don Pepe bate com as botas encardidas no chão seco, mais para irritar a senhora praguejenta do que tirar a poeira acumulada.
- Vá te andando, dona Conchita, que meu assunto aqui não é com você. Estou doente demais para isso.
Dona Conchita, a velha do cuspe, franze o cenho:
- Doente tô eu, Pepe! Ninguém nessa cidade é mais doente do que eu!! Eu vivo há 60 anos com doenças incuráveis e ninguém nunca deu a mínima!
Pepe escarra:
- Pois saiba que o doutor Carlos Daniel afirmou por meio da ortomolecularlologia que eu estou mais doente do que Moisés ao atravessar o rio Nilo...
- Mar Vermelho, catso - replica Conchita, soltando uma baforada de charuto cubano falsificado em don Pepe.
- Anda, mulher, que eu tenho assuntos a resolver com Sole! - e Pepe empurra a velha resmunguenta, a fim de abrir a portinhola da casa vermelha da esquina em que estão.

Wednesday, November 18, 2009

Canción Mexicana

Holla...

Preciso de nomes latinos para meu próximo post.
Sei que alguns personagens já tem nome e características próprias, tudo baseado apenas na minha inútil criatividade, claro.
Alguns deles são:

Dona Conchita
Consuela
Javier
Soledad, mais conhecida como Sole
Pepe
Catalina
Ramon
Raul.

Será que é suficiente?? Aguardem cenas do próximo capítulo... hehehehehe!

Saturday, October 31, 2009

Katinha em casa!!!

Bom, não continuei a saga da viagem aos EUA, eu sei, mas qualquer hora eu continuo.
O que quero postar hoje é que a Katinha veio pra cá semana passada!!! Me senti novamente nos tempos de Jundiaí. Bebemos todas - minha adega que o diga: abri o grego Shiraz, o australiano e o sul africano. Será que eu abri o Bordeaux?? Não lembro... Sei que no resumo, tomamos metade das minhas garrafas de vinho e quebrei uma taça. Eu não, a Nikinha pra falar a verdade. Por culpa do César..

Friday, October 16, 2009

EUA

Então eu bati todos os meus preconceitos e fui para os Estados Unidos seguir a Lana em um show da Mariah Carey. Nem tão entusiasmada como se estivesse indo a Madri, cheguei no aeroporto de Los Angeles gripada novamente por causa da porcaria do ar condicionado do avião da Mexicana. Lá chegou a fazer -13º, tenho certeza. Fui quase congelada pedir para que aumentassem a temperatura, visto que meu rolo de papel higiênico que levei para a viagem estava acabando e ainda faltavam 4 horas para o destino. Depois de quase fazer mímica arrancando meu nariz pra comissária mexicana me entender (é, porque falar "it's too cold" abraçando o próprio corpo é realmente difícil para uma comissária de voo internacional entender), a temperatura aumentou um pouco, mas o vírus da gripe já estava instalado no meu corpo, comendo meu nariz e fazendo meus olhos ficarem vermelhos.
Foi sensacional ser olhada como se estivesse com a gripe suína na imigração americana, todo mundo perguntava o que eu tinha e porque estava gripada daquele jeito tentando entrar no país deles. Até o policial que atendeu a Lana perguntou o que eu tinha, porque estava tão chorosa e muito parecida com uma rena.
Por fim conseguimos entrar e fui direto a uma farmácia comprar lenços de papel (o papel higiênico acabou mesmo no vôo). Lembro que da primeira vez que fui a Paris, há 3 anos, a primeira palavra que aprendi em francês foi exatamente lenço de papel: mouchoir. E igualmente a essa viagem, fiquei gripada durante 5 dias, e no meio da viagem duas lindas herpes termais se alojaram na minha boca, deixando minhas fotos ainda mais sensuais.
O meu estado de pura não comoção por estar nos estados americanos começou a acabar já no trajeto aeroporto-Hertz, onde pegaríamos o carro alugado e seguiríamos pra Las Vegas. Estava gostando do que via, parecia uma cidade limpa e bonita. Pegamos um simpático carro automático, e como nenhuma das duas pobres sabia como pilotá-lo, pedimos ajuda a uma funcionária da Hertz. Muito educada e simpática, nos deu aula de direção automática pelo estacionamento da Hertz, e se despediu dizendo que a Lana tinha sido até então uma das melhores alunas que ela tivera em seus tempos de Hertz.
Comecei a mudar minha impressão sobre os cidadãos americanos desde aí. A viagem a Vegas foi muito tranquila, embora estivéssemos sem máquinas fotográficas e meu celular estava com a bateria acabando, não conseguiria tirar muitas fotos.
Chegamos a Vegas à noite, era em torno de 20h00. O hotel-cassino, enorme, nos ofereceu um quarto delicioso, com duas camas extra-grandes, vista para a cidade, banheiro limpo e máquina de café.
Las Vegas foi a surpresa mais grata que eu tive em toda a minha vida de poucas viagens. Já subestimei o Piauí, admito, mas nunca imaginei que Las Vegas seria o que é. Quando pensava em Vegas, só pensava em cassinos. Mais nada. Doce ilusão! A cidade é linda, encantadora! Tem sim milhões de cassinos, mas é tudo muito bonito, tudo muito bem cuidado, tudo farto. Da estrada, as luzes dos hotéis cassinos chamam a atenção, e eu logo lembrei do Mario Kart no Nintendo 64 em uma das voltas mais psicodélicas e fantásticas do jogo. As avenidas largas são lotadas de cafés, lojas, cassinos, hotéis. Tudo brilha. E não são só cassinos. As escadas rolantes nas calçadas que levam os transeuntes aos shoppings, as cascatas dos hotéis, montanhas russas, estátuas, looojas de perder de vista. Shows muito baratos. Dentro dos cassinos você encontra todo tipo de fauna: vimos pessoas vestidas estilo anos 60, atendentes de calcinhas, corpetes e meia-calça, roqueiros, motoqueiros, turistas, de tudo. Eu me apaixonei de cara. A Lana também. Ficamos um dia a mais do que o combinado anteriormente, e só voltamos mesmo a Los Angeles porque já havíamos feito a reserva do hotel com a primeira diária paga, e nosso vôo seria LAX GRU. Senão, não teríamos saído de Vegas.
Uma coisa interessante nessa viagem foi notar como faz falta o conhecimento do espanhol. Já ouvi falar que em Miami ninguém fala inglês, mas nunca imaginei que na Califórnia isso também ocorresse. O problema não é que não falam inglês, eles não entendem o nosso inglês. Éramos corrigidas o tempo todo pelos latinos. Sem contar que eles tem uma educação e uma gentileza fora do tamanho. Um povo mal educado, grosso... Nunca vi igual. Os americanos sim nos tratavam muito bem, e por coincidência entendiam perfeitamente nosso inglês. Mas os latinos... Teve uma situação em Las Vegas, eu entrei na L'Occitane para comprar uns sabonetes, e a atendente era asiática. Eu não entendi bulhufas do inglês que ela falava. Só entendi quando ela perguntou de onde eu era.
- Brasil - respondi.
- Ahhhhh!!! Brasil!!!! Your country blá blá blá blá blá, né???
- Hmm, yes - respondi novamente.
- Ow, and pó pó pó tchá tchá tchá bu bu bu, né?
- Yeees!!!
- Ah, com com com, blé blé blé, tchuca tchuca, né???
- Of course... yes....
Eu só afirmava a tudo o que ela dizia. Tivemos uma conversa ótima enquanto ela embrulhava e cobrava meus sabonetes. Saí da loja e não entendi nem o "bye" dela.
A Lana deve ter saído do país com alguma infecção estomacal, de tão irritada que ela ficava quando era corrigida por eles. Sim, porque eles te corrigem quando acham que você está falando errado o inglês.
Em Los Angeles, num dinner, ela pediu ovos, mas não os queria crus. Perguntou então a atendente latina:
- Eggs, but not (raw) like this... (mostrou a foto dos ovos crus)... - E queria saber como falava "não-crus": well done??
A atendente:
- Hein???
- Not (raw).
- Hein??
- , not !!! - e mostrou no cardápio a palavra raw.
A atendente:
- Ahhhhhhhhhhhh!!! !!!! Naquele erre gutural de rapaz, ráááá!!!
A Lana quase morre.
E a atendente continua:
- So BERY BEL cooked. BERY BELL.
Esconde o rosto... esconde.... segura a risada pelo amor de Deus, que você está num país que não é seu e pode ser preso por preconceito.


* a continuar...

Monday, October 05, 2009

Campinas

Bom, depois de tanto tempo eu volto para escrever algumas poucas linhas (na verdade eu estou morrendo de sono e tomando vinho, o que "acentua" meu estado "catatônico"...) sobre meus dias recentes...
Eis que me descubro, novamente, em menos de um ano, extremamente irritada em relação ao aeroporto de Campinas. E me deparo novamente (malignamente) chegando à conclusão de que Campinas pode ser uma cidade enorme, mas jamais chegará aos pés de uma metrópole. É uma cidade fofa, as cidades adjacentes que o digam, mas continua sendo uma região extremamente provinciana. As pessoas se vestem para ir ao aeroporto como se estivessem indo a uma ópera. Salto alto (não por costume ou elegância, mas por um "status" que chega a ser depreciativo, quando vc percebe claramente que a "sujeita" não usa salto alto desde que nasceu, mas coloca pra pegar um vôo pra Manaus), maquiagem exagerada, perfumes idem, casacos (a 32º C), óculos de sol dentro do saguão, nariz pra cima (pitch 30!!!) e nenhum pouco de consideração ou mesmo educação para com a menina atrás na fila para comprar um mísero café expresso em uma das únicas lanchonetes do aeroporto. É triste. É irritante. Ali eu vi que ainda é um local onde só o fato de você estar em um aeroporto significa que você tem algo a mais do que a grande maioria da população. E as pessoas ali presentes realmente se acham mais importantes do que você (se vc está de tênis All Star preto todo ferrado, calça jeans surrada e camiseta com a bandeira do Brasil - presente de aniversário na última Copa do Mundo). Que engraçado, eu fico ali esperando meu café e pensando: "Se eu não for trabalhar, com certeza o vôo dela pra Manaus pode atrasar...". Claro que o aeroporto não vai parar por minha causa, mas eu acho irônico que eu posso causar uma pequena dor de cabeça pra madame entediada e auto-declarada "melhor" do que eu. Eu passeio pelo aeroporto de Guarulhos e vejo uns malucos de bermuda e camisa regata num frio de 10 graus, andando calmamente pelas "asas", vejo famílias inteiras que devem ter conseguido um bom desconto em passagens para visitar um avô em uma cidade distante, vejo estudantes excitados com a primeira viagem, agarrados com seus mais novos passaportes, vejo casais apaixonados em lua de mel, e outros nem tanto, correndo com seus filhos para os portões de embarque. E claro, há uma celebridade ou alguém que gostaria de sê-la, andando com seu saltão e casaco falsificado (ainda bem, mas não menos incorreto) de peles escuras. E eu, como apreciadora de viajantes, em suas mais diversas facetas, nunca me senti menosprezada, nem mesmo incomodada com algum olhar furtivo de qualquer um deles. É um aeroporto de várias tribos, onde todas elas se comunicam de alguma forma e todas elas se respeitam. Muitas delas acostumadas com as viagens de várias horas, chegam ali vestindo confortabilíssimos conjuntos de moletom e tênis, o que já me causou um certo tipo de inveja por diversas vezes. E todos se compreendem, pelo menos a grande maioria. Ainda assim eu comentava que havia poucos espaços de lazer e alimentação para tão diversificada "fauna" ali concentrada. Hoje, quando vejo Campinas com seu saguão novíssimo e brilhante, penso que Guarulhos pode não suportar a demanda, mas há bastante escolha.
Campinas cresceu muito e ainda não houve tempo de adequar seu saguão à quantidade exagerada de passageiros que ali circulam todos os dias. Mas isso não é motivo para que os usuários se considerem tão importantes assim, muito pelo contrário. É um aeroporto que está crescendo graças às companhias que veem a cidade como futuro, e acreditam que voar é para todos, e não pra meia dúzia de "bem-endinheirados" que se acham donos do lugar...

Saturday, August 29, 2009

A Criatura, parte II

Consegui desentupir!!!!!
Foi preciso ficar sentada no tampo da privada por uns 10 minutos, com o jornal tapando toda a saída de ar, para que eu conseguisse com sucesso atingir meu objetivo.
Tadinho, deixei o bichinho assustado e traumatizado (o Allan). Hoje falou que não queria usar o banheiro... Falei que agora me tornei uma especialista em desentupimento de privadas, que ele poderia usar à vontade. Judiação...
Bom, o terceiro dia de praia foi assustador. Sim, porque veio um sol sei lá eu de onde e me queimou toda. As caipirinhas me engordaram uns três quilos, a calça que eu usei quando vim pra cá não fecha mais direito (três dias depois... imagina se eu passo uma semana aqui, que vexame). Fui ensinar o Allan a pegar onda e todas as vezes meu biquíni saía (de cima e de baixo também. Ainda bem que eu sempre uso shorts. Isso que dá uma gordinha comprar biquíni inspirada na Gisele Bundchen), então eu pegava onda e já levantava segurando tudo, soltava da mão do Allan e deixava que a onda o levasse. Estava mais preocupada com os velhos tarados de plantão em cima das pranchas lá no meio da água do que com a segurança do meu sobrinho. Espero que a Michelle não leia isso nunca.
E hoje é o Mc Dia Feliz!!! Fomos todos comer Big Mac e fazer nossa contribuição nada saudável às criancinhas e adolescentes com câncer. Daí minha mãe acabou com minha graça quando falou que uma parte da arrecadação do Rodeio de Barretos também é revertida em ajuda para esses hospitais. Já veio logo uma idéia nada apaziguadora na minha mente e um punhado de coisas polêmicas subiram até minha boca, mas engoli antes que as emitisse em alto e bom som no meio do shopping, com tantas pessoas reocupadas com a recuperação das pessoas que nada tem a ver com minhas idéias ou minhas raivas. Mas que eu acho um absurdo e uma hipocrisia sem tamanho o maltrato que eles fazem com os animais num rodeio, depois reverter parte da renda para ajudas humanitárias... E não venha me falar que animais de rodeio são bem tratados, ou que já são animais velhos, doentes ou "desenganados", que nesse tipo de conto da carochinha eu não caio mais... Prefiro acreditar que os velhos tarados ficam parados no meio do mar esperando "a onda perfeita".

Friday, August 28, 2009

A Criatura, parte I (NÃO LEIA SE VC TIVER NOJINHO DE COCÔ!!!)

Estou agora na sacada do nosso quarto de hotel bem em frente à praia da Enseada, no Guarujá. Estamos eu, minha mãe e o Allan. Viemos ontem e vamos embora no domingo. Eu já quase quis me enforcar, quase enforquei minha mãe e agora queria enforcar o Allan. A criança disparou um míssil/torpedo/bomba atômica no banheiro do quarto e a privada entupiu. Ficamos com medo de chamar a camareira e a moça não acreditar que um menino daquele tamanho possa ter criado tamanho monstro dentro da barriga, e olhar torto pra mim (minha mãe também não seria capaz). Pedi uns jornais pra tentar o "Surf'n toillet" que a Anabel me ensinou, mas a criatura não quer ir embora de jeito nenhum. Nunca vi um cão tão apegado ao dono como essa coisa está afeiçoada ao seu criador. E o pior é que o Allan fez como se fosse a coisa mais normal do mundo, saiu do banheiro reclamando:
- Que droga! A privada entupiu!! - como se fosse um carneirinho inconformado com o mau funcionamento da descarga.
Eu, tia e dona de casa, fui olhar a tal descarga indisciplinada. Quase soltei um grito de medo quando levantei o assento e vi o que a coitada estava tentando engolir.
- Ô, Allan!! O que que é isso aqui???? Quem fez tamanha desonra com o intestino???
Na porta aparece a carinha vermelha de sol, com os olhos pequenos, e o bico de incorformidade estampado no rosto:
- Fui eu, Guididi, eu sempre faço assim! Sempre entupo uma privada...
- Valha-me Deus, menino! Sua mãe tem algum super desentupidor lá ou a privada da sua casa é feita pra ciclopes que comem dois latões de ração por hora??
Ele deu de ombros e saiu, me deixando sozinha com o Cloverfield, o monstro do lago.
O pior é que não conseguimos desentupir até agora, e amanhã terei de encarar a camareira e falar pra ela que "a privada entupiu-se" sem querer durante a noite. E se eu precisar de banheiro?? Vou ter que ir lá na recepção usar, o que vai levantar mais suspeitas...
Uh, quero só pensar na caipirinha de abacaxi que vou tomar amanhã.

Sunday, August 16, 2009

Em Teresina...

Nossa, faz muito tempo que escrevi. E estava bêbada, ainda por cima...
Pois é, estou em Teresina, curtindo minhas férias. Já curti, já xinguei, já sorri, já chorei... Férias turbulentas.
Ouvi coisas nada agradáveis, que me tiraram o sono como agora. São mais de 02h00 da manhã e estou aqui, ouvindo o barulho do ar condicionado para abafar o calorzinho básico da capital do Piauí mesmo de madrugada. Acabei de assistir "O Justiceiro" de novo, e quando achei que o sono estava chegando, comecei a lembrar de novo das coisas que ouvi e não gostei, mas infelizmente o melhor que tenho a fazer é esquecer, mais uma vez empurrar com a barriga (que cresceu na última semana devido à cerveja exagerada), e deixar que o vento leve tudo embora. Eu volto na mesma, na estaca zero, e bola pra frente que a vida continua...

Tuesday, July 21, 2009

Oláááá.....

Oie... faz tempo que não escrevo, não? Mas é que ando tão ocupada, correndo tanto, que realmente não tenho tido tempo. Compramos um carro novo, acho que isso vai me ajudar a ter mais tempo...
Bom, estou meio bêbada, são 04h40 da manhã e eu nção vou mais corrigir os eventuais erros que possam ocorrer ma nimha digitação. Vou deicast tudo errado pra amanhã cewr como é ruim beber e sair digitando no computaor alheiro.TOMEI UMA TAÇÃ DE VINHO CARMENERE, UMA DE CABERNERT SAUVIGNON E UMA DE TANNAT. Mas estou com o estomago vazipo e fez ersse sestrahgoi temando n meu cérebro. Caraca, só amanhçã vou ler o restrago. Estou doida pra voltar e corrigir os erros, ams mão posso. Tenho que ir digitando e nção posso teclar no basckspace de jeito nehhum. Vamos ver que porra DÁ;
Beijs e até amanjh;a;

Monday, July 06, 2009

Pra não dizer que eu só dou esporro (viu, Mendonça::)

Ao Skylane e ao Bandeirante: meus sinceros agradecimentos, mas sem profissionais super competentes como vocês tal evento não seria possível ser realizado...
Mas que me deu dor de barriga depois, deu.

Sunday, July 05, 2009

Ventinho bom...

Estou deitada na minha cama, na casa de minha mãe, enrolada em cobertores, ouvindo o vento frio empurrando umas folhas secas lá fora... Que delícia...

Saturday, July 04, 2009

Saudades...

...da risada do Puff na sala de aula no IPV.
...dos comentários e das palhaçadas da Ana Zilda.
...dos chiliques do Rosemberg.
...da comidinha do Vanilton - sem trocadilhos...
...do Ivo dançando com a Carmem no casamento do Junior e Mariane.
...de Brasília!!
...do meu aniversário de 5 anos, com um bolo feito pela tia Lita (ou foi a Mafalda??) com uma rosa em cima.
...do Loro e do Argos.
...do ano 2000, o melhor da minha vida!!
...do meu pai comentando sobre as estrelas. Ou sobre países. Ou sobre o número divisível por 7.
...de brincar na rua com a Marta, Juliana, Janice, Marici, Samantha, Guilherme, Paulinho, Jaqueline, Helena (quando vinha...).
...do dia em que vimos a Jaqueline chegando em casa bebê!!
...dos dias de Parê...
...da Luciana e Daniel correndo no parquinho.
...da macarronada da minha avó.
...de Jundiaí.
...da nenê feita pela minha mãe.
...da coberta de veludo laranja (lembra, Rê??)
...de ver filmes na casa da vó e ficar pedindo explicações o tempo todo pro tio Adilson.
...da minha primeira viagem de avião, um Fokker da TAM de SP pra KP...
...da Anabel em casa. Só de tê-la aqui era muito bom.
...dos tempos em que eu podia ser irresponsável. Hoje sou sem poder ser...

"And maybe then you wouldn't get so sick of me..."

Ahh, adoro tomar umas e vir escrever no blog. Bom, não tomei nada pra falar a verdade, estou tomando UMA tacinha inofensiva do meu Shiraz sul africano. Tá certo que ela estava cheia até a boca, mas isso não vem ao caso.
Hoje eu caí em tentação. Fui ao Shopping Tatuapé com o César pra ver um rack pra sala (não temos nem sofá decente, mas o rack TEM que ser de primeira). Olhamos a peça, gostamos, comentamos o preço e saímos da loja sem comprá-lo. Motivo: não dá pra ficar torrando dinheiro à toa, a situação ainda está bem apertada e meu salário diminuiu horrores desde que fui pra Jundiaí e nunca mais consegui recuperar o dano que meus bolsos sofreram. Saímos dali e fomos calmamente a uma Arezzo, que está com uma promoção enlouquecedora que dá descontos de até 70% nos calçados, bolsas e cintos. Eu, como uma ótima ex-consumista, experimentei alguns pares e saí da loja radiante por não levar nenhum deles. Olhei para o César vitoriosa, como se estivesse salvando uma criança de um atropelamento iminente. Concordamos em ir embora para fugir do rodízio de São Paulo quando deparamos com uma loja da Cavalera, ponta de estoque... Ai, ai... porque colocais tamanha tentação em meu caminho??
A cara de vitoriosa desapareceu, e surgiu repentinamente uma careta de ladra pega em flagrante em cima da mesa de jantar (tá, não vou explicar isso). Caramba, o estrago não foi maior porque eu realmente NÃO TENHO DINHEIRO!! Mas como eu queria um cartãozinho de crédito com um limite bem pequenininho na minha mão... Ai, tenho que fazer terapia.

Thursday, July 02, 2009

It' rainning again...

Oloco, fiquei tanto tempo assim sem escrever?? É a falta de empolgação... Acho que se tivesse escrito alguma coisa nos últimos dias seriam posts chatos, irritados ou melancólicos. Urghhh...
Bom, vamos falar de vinhos. Lembra de um post que eu escrevi sobre vícios? Pois é, acabou a fase Melissa. Acho que agora entrei na fase vinhos. E pra quem pensa que é a bebum de plantão falando, se enganou...
Tudo começou com o curso de reciclagem do César no ICEA. Ele encontrou no ex-reembolsável uma promoção de vinhos de deixar qualquer bebum, ops... adorador de vinho de queixo caído e de bolsos mais leves. Trouxe para casa nada menos que 11 garrafas sortidas, aconselhado pelo Mário, que embora na minha opinião curta mais uma cervejinha, mas conhece muito mais de vinho do que eu.
Depois de empilhar minhas novas amiguinhas no armário da cozinha, o César chegou com meu presente de aniversário: uma adega climatizada para 20 garrafas. Nossa, corri pesquisar na internet sobre conservação de vinhos, sobre como guardar, temperatura, onde deixar a adeguinha... Resolvi que ficaria no escritório. É, tá bem aqui do meu lado. Só me falta um suporte para colocar umas taças estratégicas aqui perto do teclado...
Bom, muita gente sabe que embora eu trace tranquilamente uma garrafa de Sauvignon Blanc, meu preferido mesmo é um chileno Carmenère. Mas... eu não tinha experimentado muitos outros tipos de vinho, o que reduzia minha carta em poucos nomes: Merlot, Malbec, Cabernet Sauvignon, Assemblage e Chardonnay. No meio dessa compra desesperada do César, vieram duas garrafas de Aurora Varietal Pinot Noir, que eu tinha ouvido falar muito no filme Sideways, e estava doida pra experimentar. Levei pra casa da minha mãe, e abrimos eu e a Renata para ver o que seria a tal Pinot Noir. Achei levinho, fraquinho, aguadinho. Bom, já descobri algo então: eu gosto mais de uvas marcantes... Humm, que espetáculo!!
Depois disso eu tive uma indicação de um amigo: "compre um vinho uruguaio do tipo Tannat". Comprei. Fiquei morrendo de dó de abrir a garrafa. Comprei depois um Marcus James Reserva Especial da mesma uva. Nossa, muito bom... O uruguaio ainda está aqui, guardadinho na adega, e eu ainda estou sem coragem de abrir, mas tenho certeza que é mais gostoso que o Marcus James. (Que coisa, sempre ouvi falar que o vinho traduz a essência da sexualidade feminina. Mas lendo o que eu acabei de escrever nesse parágrafo, penso logo exatamente o contrário).
Querendo conhecer mais sobre vinhos mais marcantes, fui ao Extra e corri direto pra um sul africano (um VINHO), Shiraz - que um amigo da Mari indicou. Nossaaaa... agora sim estávamos chegando muito perto de uma possível Ingrid Winehouse. Acho que deixei o Carmenère no passado depois desse Shiraz. Sei que agora meu passatempo predileto é ficar horas em frente a garrafas de vinho no supermercado, escolhendo entre uvas que nunca experimentei e regiões internacionais. Estou com medo do vinho argentino - muita gente diz que não é bom. Mas como o último que experimentei também era o tal Pinot Noir, não pude constatar se o problema era a uva ou o país de origem.
Com isso tudo eu agora acabei que namoro vinhos, compro os que acho interessantes e a grande maioria está dentro da adega como se fosse uma jóia rara que eu fosse perder se abrisse. Não tenho coragem de abrir, então já penso logo em sempre comprar duas garrafas do que gostar: uma eu tomo e outra eu coloco no cofre climatizado. Opa, na adega climatizada...

Tuesday, June 09, 2009

Desabafo ao C210...

Oi... não sei quem é você e nem quero saber, sinceramente. De pessoas incompetentes o mundo está cheio, eu não preciso conhecer pessoalmente mais um deles.
Só queria te falar uma coisa (já que na fonia eu não posso): não adianta se estressar comigo quando eu lhe pergunto alguma coisa. Não pergunto pra ouvir sua doce e maravilhosa voz, pergunto porque preciso. Bater papo eu bato na minha casa. Então limite-se àpenas responder o que lhe foi perguntado, e tente não se irritar se foi a mesma coisa que lhe fora perguntado alguns minutos atrás por outro controle. Não foi coordenado, não tenho bola de cristal pra saber pra onde você está indo. E quanto mais você força pra fazer as coisas de maneira errada, pior é. Se tivesse seguido o corredor conforme as cartas, pode ter certeza de que metade das perguntas eu não teria feito.
Da próxima vez eu sei bem o que fazer: vai ficar em espera até que eu consiga todos os seus dados com outro alguém. Você não se irrita, eu não me irrito, você gasta mais combustível, eu não me irrito, você fica em 360 até vomitar, enquanto eu não me irrito.
Gostou assim?? Quem sabe desse jeito você aprende, né...

Sunday, June 07, 2009

BLUES !!!!!!!!!!!!!!!!


Explicando: tomando caipiroska de frutas vermelhas, comendo queijinho e escutando blues.

Saímos ontem à noite em Vinhedo, fomos à Cachaçaria. Tomei minhas amburaninhas e comi escondidinho de carne de sol, de novo. É a terceira vez essa semana. But I love it...
Fomos comemorar meu aniversário de 32 anos... É, realmente o tempo passa. 32 anos. Caraca...
Mas veieira faz bem. Traduz experiência. Hehehe...
Ando me estressando muuuuuuito mais em estrada do que eu pensava que iria me estressar. Esses dias saí de Campinas às 15h, cheguei em casa às 19h30. É pra morrer com dor de barriga de tanta raiva. (nossa, essa caipiroska é doce demais). Peguei um ônibus Cristália lotaaado de Campinas pra São Paulo. Quando chegamos à ponte da marginal Tietê e vi o trânsito parado, deu vontade de descer do ônibus e chutar a cidade. É, chutar São Paulo. Não, não sair de lá e chutar o ar, deu vontade de sair chutando a cidade mesmo, as paredes, praças, tudo. Como se ela pudesse sentir dor e chorar. Nossa, q estresse...
Por isso o Victor reclamou que meu blog anda agressivo e preocupante.
Hummm... vou trocar os queijinhos que acabaram. E acho que vou trocar a caipiroska por cerveja. Se ainda tiver alguma na geladeira.

Friday, May 29, 2009

Psycho Killer

You start a conversation you can't even finish it.
You're talkin' a lot, but you're not sayin' anything.
When I have nothing to say, my lips are sealed.
Say something once, why say it again?
Psycho Killer,
Qu'est-ce que c'est?
fa fa fa fa fa fa fa fa fa far better
Run run run run run run run away

Hummm... não é que eu me identifico com essa música?? Será que eu sou a Psycho Killer da música, ou todos aqueles que sofrem desse transtorno bipolar da "falação extraordinária" o são?? Éééé... acho que estou filosofando demais à meia-noite e cinquenta da manhã. (O trema ainda me faz falta). Ah, quero ouvir Michael Jackson, peraí... U-huuu... Beat It.
Então, como eu dizia, muita filosofia pra minha cabeça a essa hora.
Eis que hoje eu bebi de novo uma garrafa inteira de Sauvignon Blanc, da Concha y Toro. Estava muito bom, então eu pedi uma pizza paulista só pra mim. Tá certo que eu dividi com as cachorrinhas...
Acho que hoje eu não estou tão bem pra escrever não. Estou meio bêbada, com sono e meio que babando aqui enquanto escrevo. rsrsrs (mentira, não tem baba. É sim, se tivesse eu não teria escrito nada...)
Lembrei que conversei com um amigo hoje no msn, e perguntei pra ele qual era o lado negro dele, ou seja: aquelas coisas que fazemos escondidos dos outros, com medo do que irão falar a respeito de tal ato. Ele não soube me dizer qual era o dele, e eu fiquei pensando no meu. Aliás, nos meus... Sabe uma coisa que eu odeio do fundo do meu coração?? Idosos em filas de banco. Nossa, quero morrer. Ainda mais porque sei que muita gente jovem e nada a ver pede pros avós irem ao banco pagar contas. Pô, tem idoso que chega com mó malote lá, cheio de coisas pra pagar. Eu tenho vontade de falar coisas malignas quando vejo. Esses dias mesmo eu estava em um banco, e fiquei mais de uma hora na fila. Quando estava chegando minha vez, pensei que se chegasse algum idoso ou grávida na porta do banco eu iria travá-la. Juro por Deus, enfiaria o pé na rotatória pra não deixar o clone do Gandalf entrar. Muito ruim da minha parte?? Experimente vc ficar lá, de pé, uma hora, com dor nas costas e morrendo de fome esperando sua vez, e a idosinha de 65 anos, toda linda, bem arrumada e cheirando a talquinho entra e passa na sua frente... Eu esqueço dos bons costumes, do que minha mãe me ensinou (se tiver sorte um dia irá chegar aos 60 anos e vai reclamar dos jovens acomodados), esqueço das boas maneiras e tenho vontade de mandar... esperar um pouco enquanto eu não passo a minha vez. Hummm... que horror...

Thursday, May 28, 2009

Eita...

Agora que eu vi... ficou estranho eu postar um "Ahhhhh.... bons momentos....." logo depois de postar "ver a Tatá andando pelada pelo quarto"...

Sex On The Moon... uiiiii...!!!!!!!!!

Bom, hoje fui pra São José dos Campos com a Grazi, pra ver as crianças brincando no simulador 3D de torre... e conhecer o simulador.
Nossa, foi muito bom entrar naquele CTA depois de tanto tempo... lembrar as coisas engraçadas que aconteceram ali... as brigas, bebedeiras (não minhas... eu ainda era "virgem" de cerveja!!), gatinhos bêbados (né, seu Paulo??), festinha junina, a Tatá andando pelada pelo quarto... Ah, bons momentos. Foi muito bom passear por lá de novo.

Monday, May 18, 2009

Mixagem

Hum, faz um tempinho que não escrevo. Tenho passado muito tempo na estrada... tá certo que o laptop tá sempre comigo, mas não consigo nem ler em ônibus, quanto mais escrever.

Andei reparando uma coisa ultimamente. Radares tem me tirado do sério... Eu acho que fico tanto tempo parada em congestionamento, que quando pego uma via descongestionada, enfio o pé no acelerador como uma alucinada, berrando para minha liberdade, fazendo meus zigue-zagues feliz e saltitante. Dali a pouco uma baita freada: radar. Caraca, como tem radar nesse mundo! Que horror... Quando saio do aeroporto pra casa da minha mãe em Valinhos então? Vou a 110 km/h na Santos Dumont, me controlando. Depois tenho que reduzir pra 80. E não é 80 exatamente: chega a ser 50 km/h. Ou você pega a faixa da esquerda e segue os lunáticos tarados por multas a 110 por hora, ou segue o regulamento e anda na faixa da direita atrás do seu Zé, com um puta Audi A4 zerado, a 50 por hora. Tem medo que se andar a 80 e um passarinho cagar enquanto faz um sobrevôo no capô, o risco de ter uma manchinha branca mais afunilada e comprida no vidro dianteiro se torne maior. Eu realmente não entendo. Entendo ficar atrás de um Corcel II todo enferrujado com as portas se soltando.
Bom, daí eu caio na Anhangüera. 100 por hora naquela estradaça, acredita??? Que desperdício. Meu, eu fico com o pé no freio o tempo todo, não consigo controlar a velocidade. Eu acabo caindo em tentação. Isso me irrita. Depois, na entrada pra Valinhos, a velocidade é de 60 por hora até a Fets do Figo, aproximadamente. Então, eis que eu me sinto liberta das correntes e dos olhos famintos dos radarzinhos, e piso com tudo pra extravasar a raiva contida. Acabo correndo dentro da cidade, a ponto de atropelar um cachorrinho indefeso. É aí que a consciência pesa e eu continuo bem devagarinho até a rua Piratininga...
Quando vou pra Guarulhos não muda muita coisa não... na Bandeirantes o limite é 120, mas eu sempre acabo tendo que botar o pé no freio. Não dá. Queria velocidade livre. Brasileiro que dirige mal faz caca até em rodovias mais rígidas. Tenho um amigo que morreu num acidente a 60 km/h. Um treminhão lotado de cana não viu o carro dele e entrou em cima. A 60 km/h. É tudo muito relativo. Sei que depois que dirigi numa estrada de velocidade livre, a 140 km/h na faixa da direita (com todo mundo me ultrapassando), depois perdi a vergonha e fui competir com Audis a 200 km/h (e depois da cara feia de todo mundo dentro do carro eu reduzi pra 170), eu nunca mais fui a mesma.
E nem só tratando de velocidade não: tratando de educação e gentileza no trânsito, onde faixas da esquerda são usadas apenas para ultrapassagens, não importando a velocidade que você esteja. E onde o carrão que vem chutado atrás de você não fica metendo luz alta, porque entende que você está na faixa da esquerda ultrapassando aquele caminhão lento a 160 km/h.
Ai, ai... Utopia...

Monday, May 04, 2009

Original

Estou aqui em Guarulhos agora, tomando uma Originalzinha gelada, ouvindo "Stayin' Alive", e colocando músicas num pendrive pra passar pro meu novo laptop mini... Adoro tomar cerveja (ou vinho) ouvindo músicas dançantes. O álcool me libera, e eu acabo cantando todas as músicas (e dançando um pouquinho na cadeira também).
Hoje vi uma das coisas que eu mais aprecio no planeta: folhas secas de árvores caídas ao chão, sendo varridas pelo vento. É uma cena espetacular; lembra meu aniversário de 10 anos, quando ganhei um quadro muito fofo da Luciana. Lembro que estava friozinho, a escola fechada, e estávamos brincando na rua. (agora tá tocando It's Rainning Man) O vento frio soprava levando as folhas secas pra longe. Aquele ano fez um frio bem legal.
God bless mother nature...
(...)
Preciso ir a uma boate gay pra dançar.
(...)
E o Tamborelli que entrou na onda da gripe suína e foi ao Mc Donald's comprar lanche. Ao chegar e topar com a fila enorme, não pensou duas vezes. Começou a tossir e reclamar: "Ohh... Mierda de gripe...". Disse que rapidinho a fila sumiu.

Vou continuar gravando minhas musiquinhas, tomando minha cervejinha, e configurando meu laptop novo...

Até mais!!

Tuesday, April 28, 2009

Café Cereja

Ontem à noite eu estava no MSN conversando com um amigo sobre café. Éramos dois viciados contando nossas aventuras em relação a um cafezinho bem passado, ou nossas odisséias para conseguirmos um. O fato é que café poderia ser caracterizado como droga, pelo menos pra mim. Se estou em casa por cinco dias, não vejo nem sombra de pó de café. Já se estou no trabalho... Desde a hora em que chego na torre, eu tenho que tomar um golinho. Se o café que está na garrafa foi feito pela equipe anterior no começo do turno deles, eu nem rendo a posição: se a equipe estiver completa, desço e preparo a gororoba líquida pra acalmar as lombrigas que me perseguem. Nem sempre sai legal: eu sempre ofereço o primeiro copinho pros meteoros de plantão para que eles provem. Minhas cobaias. Depois subo pra torre com a garrafa cheia.
O café já foi comparado por uma prima minha com o vinho. Peraí que eu explico: ouvi falar de um café onde os grãos são retirados do cocô de um bicho que parece um gato, torrados, moídos e vendidos por 270 dólares o quilo. O tal "gato" come os grãos, e o organismo do bichinho quebra as moléculas amargas do grão, então, assim dizem, o café sai quase doce quando coado. Mas 270 dólares??? Meio carinho, não? Mas não interessa: para uma viciada, eu pagaria por meio quilo da "hot stuff" pra experimentar. É onde entra a teoria dessa minha prima comparando o café ao vinho: ela acha que não adianta você pagar 100 reais numa garrafa de vinho se ainda não tem o paladar acostumado e apurado para sentir as notas daquele vinho em questão. Se você está acostumado com um Chalise (nusssa), vai tomar dois goles do Notas D Guarda Carmenère Santa Helena (meu sonho de consumo atual) e jogar o resto da taça na pia. Eu ainda não o comprei por esse motivo. E pelo motivo financeiro, claro... 200 reais a garrafa ainda não está a meu alcance. E ela acredita ser a mesma coisa com o café: se você não está acostumado a provar cafés diferentes, de outras regiões, não adianta pagar tudo isso pra talvez até se decepcionar com o gosto do café.
Bom, eu acho que pelo menos melhoramos bastante o nosso quesito café brasileiro, pelo menos na torre. O café que a empresa nos oferece se chama café Cereja. Conseguimos fazer uma degustação uma vez, exatamente como se faz com o vinho. Vinho você cheira, sente os aromas, difere cada nota, e acentua o paladar reconhecendo-os. Com o café também. O café Cereja é único e fácil de degustar. Você cheira e de imediato percebe o buquê de fumaça de alguma coisa não muito boa queimada. Fecha os olhos e experimenta um gole. A primeira nota é de feno... hum, dá pra sentir também a terra quase que de imediato. Joaninha... sim, esse sabor definitivamente é de uma joaninha. Tem um fundo de café também. Nossa... dá pra sentir várias coisas diferentes no café Cereja.
Meu Deus, deixa eu ir jantar que ganho mais...

Sunday, April 26, 2009

Ai, que horror...

Credo, pior que lembrar minhas tardes de domingo assistindo Chuck Norris na Globo esperando começar Os Trapalhões é ouvir fogos de artifício com a povaiada da rua gritando: "Êhhh, Corinthiano eu soooooooou!!!"... Que horror. Querem algo útil pra fazer eu arrumo já já. Ficar gritando na rua enchendo os vizinhos é lindo e sentimental, mas eu estava cansada e querendo dormir, e não ouvir berros alucinados de corinthianos quebrando meus tímpanos uma hora dessas.
Sem contar que minha casa está cheirando churrasco passado que os vizinhos torcedores fizeram.

Nossa, isso me deu mais sono e mais humor negro.

Thursday, April 23, 2009

Ops... tropecei...

Eu deveria ter tomado uma tequila quando cheguei em casa hoje. São exatamente 04h13 da matina e eu ainda estou sem sono.
.
.
Será que se eu tomar agora presta??

Saturday, April 18, 2009

Pé na estrada!!!

Então, fio, vc sabe que eu ando passando mais tempo na estrada do que trabalhando e respirando, né? Pois é, eu vou pra Campinas, de lá pra Indaiatuba, volto pra Campinas, Guarulhos pela manhã e Campinas de novo à noite, vai pra Indaiatuba, dorme, Campinas, São paulo, Guarulhos... Não aguento mais ônibus. Mas hoje aconteceu um fato engraçado. Eu peguei o ônibus Indaiatuba/Aeroporto/São Paulo das 7 da manhã. Ôninus lotaaado de consumistas indo pro Bom Retiro ou São Bento gastar os trocados que receberam essa semana. Eu peguei uma poltrona vaga lá no fundão, última fileira antes do banheiro. Eu tirei o pernoite, então estava meio sonolenta e fui tirando uns cochilos até meados de Jundiaí. Eis que o povo enfurecido pelo cafezinho na rodoviária de Indaiatuba desembesta a levantar pra usar o banheiro que se localizava exatamente à minha retaguarda, e as batidas da porta não me deixaram mais dormir. E a procissão pro banheiro foi até quase o Terminal Tietê. Eu não sei que tanto de cafezinho que aquele povo tomou na rodoviária antes de embarcar. Mas o fato foi que, próximo ao DEIC, um garotinho levanta e anda pelo corredor sozinho até o banheiro, e logo atrás veio sua mãe tentando alcançá-lo. O menino não consegue abrir a porta do banheiro, e a mãe ajuda. A partir daí eu não vi nada (eles estavam atrás de mim), só ouvi e senti. O ônibus fez uma curva brusca, e com o movimento eu imagino que o menininho tenha sido projetado para dentro da privada, e deve ter tentado se proteger colocando as mãozinhas no assento da mesma, pois a mãe começou a gritar:
- Ai, MEU DEUS, seguuura!!! Nããão, cuidado... SEGURAAAA! Peraíííí... Ai, meu Deus... ai, meu DEUS!!!
Eu comecei a rir como uma doida no banco da frente, imaginando o menininho já mergulhado, ou mesmo com as mãozinhas sujas nem sei eu do que. Eu não conseguia parar de rir... Não sei se ela viu, sei que ficaram trancados no banheiro até a parada total do ônibus no Terminal. Eu desci e não fiquei olhando pra ver se o encardidinho descia chorando ou não.
Mas melhorou bastante meu humor.

Monday, March 09, 2009

Estou...

... por causa dessa droga de Indaiatuba. Como pode uma pessoa amar e odiar tanto uma cidade em tão pouco tempo?? Ela é linda, bem cuidada, verde, cheia de barzinhos e ruas charmosas. Mas que calor dos infernos!!! Estou morena super jambo por causa dessa porcaria. Eu odeio tomar sol!! ODEIO ficar bronzeada!! Odeio calor, suor, sol quente, água de coco. Sinto falta da sombra, da chuva, do frio, dos casacos, meus cachecóis, luvas, segunda pele, meia-calça!!! Chás e chocolate quente, vinho e tequila. Resfriado, congelamento entre o chuveiro quente e a toalha, CHUVEIRO QUENTE, batom vermelho, cabelo que pára escovado, roupa que não seca no varal, bolo com café, temporal, vááários edredons amontoados. INVERNO. Ai, que falta.
Sabe, eu nasci no mês de junho, acho q por isso gosto tanto de inverno.
Hoje estávamos na torre falando do nosso tempo de IPV. Ótimos tempos aqueles. Foram uns dos melhores da minha vida.
Tinha a época em que as meninas do quarto só andavam (no quarto, óbvio) de calcinha e sutiã, ou só de calcinha, ou sem nada. Ao natural. Mó imagem dos infernos, eu num quarto com três mulheres peladas pra cima e pra baixo. Não aguentava. Tinha dia que não conseguia conversar direito com a Ana Zilda com aquele par de peitos me encarando.
- Ahhh, Tatááá!!! Cobre isso aí, eu não sou obrigada e ficar olhando isso.
Ela ria, mas não se cobria porcaria nenhuma. A Márcia saía do banheiro só de calcinha, pra pegar as roupas no armário q ficava bem em frente a minha cama.
Meu, que coisa estranha.
Daí lembrei que eu tinha um videocassete que rodava o IPV, cada hora era um dos meninos pedindo que eu emprestasse o video no final de semana, pq o Fabiano iria trazer filmes para eles assitirem. Eu emprestava, mas ficava pegando no pé:
- Olha lá, hein? Se entregar esse vídeo com alguma sujeira, vão ter que pagar pela limpeza. E lavem as mãos antes de trocarem os filmes, porque senão vai entrar sujeira e sujar todo o cabeçote.
- Que cabeçote, Ingrid??
Hum. Sugestivo e nojento. Não quero nem saber. Daí todo mundo falava que não, que iriam juntar quinze homens num quarto pra ver "Para Sempre Cinderela". Nesse caso, a gata borralheira deveria ser muito maltratada pela madrasta e as duas irmãs malvadas e belíssimas.
Eu acho estranho juntar quinze caras num quarto pra ver filme pornô, sabia? Parece aquelas coisas onde todo mundo tem que ficar beeeem separado um do outro, porque se um triscar o cotovelo no outro e o outro arrepiar, pronto. Nada de friozinho na barriga involuntário... Nada contra, mas é engraçado.
Caramba, meus braços estão muuuuito queimados de sol. Vou ter que vestir uma luva comprida até o ombro e sair pelada pela rua pra igualar a cor.

Tuesday, March 03, 2009

Trem de carga... com uns cinquenta vagões

Uma bela manhã descobri que daqui de cima da torre eu consigo ver a linha de trem. E não só a linha, eu vejo o trem!!! E seus cinquenta vagões lotados de alguma coisa não alimentícia deslizando vagarosamente pelos trilhos antigos. Eu acho espetacular. Sempre gostei de trens. Meu sonho de consumo de criancinha era um Ferrorama super carregado de vagõezinhos e locomotivas de ferrinho que eu podia brincar montando uma super estação na sala da minha casa. Mas não sei se minha mãe achava que eu poderia virar menino com um brinquedo nada cor-de-rosa, e nunca me deu um. Ainda assim ela permitia que eu ganhasse jipes e caminhões de plástico, tudo pra colocar minhas Engatinhadoras, Barbies falsificadas e bonecas que eu fazia de tubos de canetas com fitas de cetim desfiadas. Colava o cabelo postiço com durex amarelo, ficava medonho. Mas eu adorava fazê-las.
Voltando aos trens: eu gostava de ir ao Tu-Tubarão (auto lanches) em Valinhos e ficar esperando um trem passar. Sentava com a Renata na pracinha, e ficava toda entusiasmada quando ouvia o "téc-téc-téc" da cancela baixando, informando que havia um trem se aproximando. Dali a pouco vinha o trem, assoviando pelos trilhos, alertando os motoristas dos carros parados próximos à linha. Agora a diversão era contar os vagões. Muito antigamente (20 anos é muita coisa mesmo... estou velha!), não gostávamos quando era o trem de passageiros, pois tinha poucos vagões. Gostávamos mesmo dos trens de carga. E contávamos todos eles, contando com as locomotivas. Às vezes a Michelle estava junto e contava também, mas no final do balanço sempre havia mais vagões ou menos para cada uma de nós, demonstrando que, se a conta não foi igual para as três, duas de nós ou tínhamos problemas de vista ou com matemática básica. Ou não sabíamos contar. Eu sempre fui boa de vista... Acho que não sabia contar mesmo.
Hoje os de passageiros não existem mais ali. Ou se passam, não param mais na saudosa e verde estação de Valinhos. Sei que nunca mais vi. Agora os de carga são mais constantes.
Lá de casa, nós ouvíamos o assovio de um deles cruzando a cidade durante alguns minutos na madrugada. O que me lembra que nós ouvíamos também a sirene da Rigesa... Acho que era troca de turno, nem sei.
Imagine como fiquei toda faceira aqui na torre da primeira vez que vi os vagões cortando o cenário verde da área oeste do aeroporto, ora se escondendo por trás de algumas árvores.
Mas daqui ainda não consegui contar os vagões. Mesmo porque estou em estágio, se eu ficar parada no meio da torre, olhando pro nada, gesticulando com os dedos e falando sozinha e baixinho, acho que não serei homologada. Vou ganhar uma consulta com um psiquiatra.

Saturday, February 21, 2009

SBKP...

Nossa, faz tempo que eu não escrevo, hein??
Pois é, a vida anda mais corrida, eu fico o tempo todo de um lado pro outro e esqueci do meu bloguinho.
Resumo da ópera: já estou transferida pra Campinas (Viracopos) e já comecei o meu estágio lá. Tá certo que ainda não operei na torre, mas estou gostando do que estou aprendendo. Bastante coisa nova, bastante gente nova, lugares novos, restaurantes novos (dentro do aeroporto mesmo)... Muito bom.
Comecei meu estágio prático na posição solo, que é a mais fácil das três posições da TWR/APP KP. É até bonitinho, parece o pátio da Barbie se eu comparar com o megatochado pátio de GRU (que eu reclamava que era pequeno demais e não dava conta da aviação de lá). E ali se aglomeram coisa de 5 aviõezinhos da Barbie, todos lado a lado, e é um problema quando três deles pedem push back juntos. Eu não estou tirando sarro, mas é que é diferente. O problema em KP, segundo me relataram os operadores mais antigos, é quando fecha GRU e aquela aviação internacional bruta pousa aqui. Daí acho que eu não vou mais chamar de aviõezinhos da Barbie, mas continuará sendo o pátio da Barbie atacado por moscas gigantes do planeta Kuzufu, e eu vou constatar que o "solo Campinas" não é tão facinho nem inofensivo como eu penso atualmente. Bom, merda mesmo foi uma vez em GRU, estava chovendo e SBSP fechou, e todo mundo começou a pousar em Guarulhos. Ficava três aeronaves na BB, três na CC, e o resto que pousava tinha que livrar na Oscar e fazer uma fila indiana na Bravo. Daí a administração arrumava gates para a terceira aeronave na BB. Como vamos levá-la até a posição com outras duas aeronaves paradas na frente dela??? Os pátios todos lotados, e a Bravo começou a ficar lotada até a Oscar. O supervisor parou tudo, pediu que o controle tentasse colocar algumas aeronaves em outros aeroportos ou nós iríamos declarar o aeroporto impraticável. Não tinha quase onde colocar mais avião. Esse dia foi o "Ataque Violento das Mosquitas Não-Tão-Gigantes NO Planeta Agoramerdoutudo", e eu nunca mais vi uma posição solo tão desesperadora.
Já a posição coordenação é quase desumana. Só não é tããão desumana pq é deliciosa...
E depois vem a torre/ app. Dessa, em particular, eu vou falar mais tarde, uma vez q ainda não comecei meu estágio lá.
Aos poucos eu vou escrevendo e contando tudo de novo...

Friday, January 30, 2009

Último dia em Guarulhos...

Daí, né...
A guria foi acordada hoje às 16h30, horário local, com um recado do chefe de que ela não teria mais direito aos 10 dias de folga-transferência, porque na verdade não houve uma transferência, e sim uma remoção!!! Então, deve se apresentar em Campinas nesta segunda-feira!
Ai, perdi até o sono. E aí, como eu faço com minhas coisas? Eu tenho uma mudança pra organizar! E nem comecei a ajeitar nada, nem sei o que vou levar pra casa da Fernanda. Já joguei um monte de roupa lá na cama, tá tudo espalhado, e vim aqui escrever no blog pra registrar esse dia que foi tão estranho.
Acordei às 04h30 com um sono desgraçado, e pensando que em Campinas a manhã começa às sete, e não às seis como aqui. Teoricamente terei uma horinha a mais pra dormir quando estiver lá. Me arrumei (o cabelo uma bosta como sempre - ou lava ou faz rabo-de-cavalo. Adivinha??? Rabão pro trabalho - no bom sentido, claro), coloquei um cd do meu novo amor (Tarkan) e fui pra torre beeeem tranquila, a 60 km/h na via de acesso. Geeeente, como é estranho escrever "tranquila" sem o trema! Eu quero o trema de volta!!! Mas voltando, cheguei na torre e vi que a equipe tinha 9 pessoas. Xandão fez a escala e eu só trabalharia no solo. Beleza. Saí do solo e fui xavecar o Fábio na torre:
- Ô, Fábio, meu último dia aqui! Deixa eu trabalhar na torre, deixa??
Ele me atendeu prontamente e passou o serviço: um tráfego para pouso na 27 esquerda e só. Mais ninguém. Pousei o Golzinho e fiquei contando pro Erik e pra Lana sobre umas aventuras na torre Jundiaí. Nisso o povo foi chegando ao ponto de espera da 27 direita, e eu autorizei um A330 a decolar. Quando ele decolou e passou em frente à torre, aquele barulho estranho de motor. Todo mundo olhou pra fora pra ver que tipo de avião estava decolando.
- Esse barulho é normal?? - perguntei ao Erik.
- Pode ser que ele tenha colidido com um pássaro como pode ser que tenha decolado com potência baixa - respondeu ele.
Falei com o tráfego, e tudo normal, passei ao controle. Decolo o segundo, que me reporta:
- Torre, havia uma quantidade muito grande de pássaros perto da pista, e eu não sei dizer se atingi alguns deles ou não.
Uiii... ponto de espera agora com oito aeronaves, uma delas alinhada. Informo a todos da situação e chamo a vistoria pra ver se encontramos os restos mortais de algum passarinho inocente. Depois de uma rápida vistoria, somos informados que a pista contém alguns restos mortais e que isso está chamando a atenção dos demais pássaros, que são carcarás em busca de carniça. Caraca, carcarás! Até então aquilo pra mim era urubu. Daí vem essa nova:
- Não, torre, são carcarás e não vão sair do lado da pista enquanto essa carniça estiver aqui. Temos que limpar.
A essa altura do campeonato, tá todo mundo na torre me chamando de pé frio e agradecendo minha transferência pra Campinas. O Erik rende rindo, porque agora ele terá de perguntar pra todo mundo quem tem condição de decolar da outra pista e quem não tem. E ria mesmo. Mesmo quando ficava perguntando em inglês e tendo que explicar o motivo. E eu com aquela de: "fala que na pista tem corpse bird"... Queria perguntar se o pessoal queria ficar ali pra ver o funeral dos bichinhos mortos.
Dali a pouco, pista liberada, tudo ok, nos conformes, eu estou de auxiliar do André na torre, quando outro tráfego informa que também passou muito perto de uns pássaros na decolagem. Volta tudo, suspende decolagem, transfere pra outra pista, chama vistoria, pede ajuda de bombeiros pra dar jatadas de água na pista, informa supervisor, pede separação maior nos pousos, pergunta pra todo mundo quem tem condição de decolar da 27 esquerda... Uma trabalheira danada. E a guria Ingrid lá, na ponta da torre.
- Caraca, Ingrid, você tá aí de novo e de novo essa confusão??? Ô bicha pé-fria do caramba!!!
Eu me defendo como posso, procuro o pé-frio responsável por aquilo tudo. Daí piora um pouco, um tráfego com rádio ruim prende a fonia com outro tráfego decolando e um aguardando livre pouso...
E todo mundo me enchendo...
Depois ficaram falando que quando eu for pra Campinas, vai começar notícia de tráfegos em emergência direto lá. Claro que isso é mentira. Eu não sou pé-fria.
Ih, que chuva! Só porque eu ia pra praia amanhã...
A-há, te peguei!!!

Molly Singer

Estava agora tomando um banho quentinho e pensando na vida...
Quer saber de uma coisa? Neste momento eu não preciso de ninguém mais além de mim mesma (e da Fer, da Lana, de algumas menininhas amiguinhas...). Eu sou a única que pode me fazer esquecer das chateações e mágoas que andei passando. Não preciso de mais um problema pra minha cabeça cheia. Vou esquecer tudo e começar de novo. Do zero. Sem precipitações, sem pressa e sem cobranças. "I'm Molly Singer and there's nobody in the world better than me"...

Sunday, January 25, 2009

Love is in the air...


Então, PP-LOV decola de Guarulhos e ouve desta gentil operadora da torre de controle:
- Papa papa lima oscar vitor, LOVE IS IN THE AIR aos 35, chame controle São Paulo uno três cinco decimal sete cinco!!!
O piloto coteja:
- Ciente, torre, love is in the air, vai chamar o controle!
Hum, meu esquerdinha ficou atônito.
Myron, eu sei que às vezes você lê isso aqui: é extra-oficial e não pode ser usado contra mim... Ou pode??? Nãããão, foi só um momentozinho de descontração. E o TAM na final ficou rindo. O amor realmente estava no ar...

... ai, ai ... eu estou feliz. Estou num momento de descobrimento. Ah, hoje eu fucei na internet umas fotos do Tarkan, e me apaixonei pelo cara. Meu, aquele turco existe mesmo??? Se bem que ele é alemão... de família turca. Uia, Cesinha, que eu vou pra lá ser uma das quinze esposas dele. Ah, não me interessa se na Turquia não tem nada disso e eu estou confundindo os costumes... Mas o cara é um gato! Nossa, um ESPETÁÁÁÁÁÁCULO com caps lock. E ainda canta. E bem.
Mas então, voltando ao meu momento de plenitude e paz interior... pois é, ainda não a encontrei, mas sei que estou no caminho. Gosto da minha personalidade e minha característica de experimentar o que é desconhecido e, na maioria das vezes, gostar. Como foi o caso do chouriço: eu estava no aeroclube em Jundiaí, e o Marcão trouxe um prato com chouriço em rodelas. Um amigo que estava junto me falou do que era feito, e eu experimentei. Não gostei muito do sabor, e comi um segundo pedaço com vinagrete. Muito melhor, mas na verdade senti mais o gosto do vinagrete do que do chouriço em si. Mas o interessante foi a frase do meu amigo:
- Meu, admiro você só por ter experimentado na lata, sem cerimônia.
Hum, na verdade eu nunca tinha pensado assim. Eu apenas gosto de conhecer, gosto de experimentar o que é novo para pelo menos ter opinião a respeito, e comida é uma cultura muito diferente de conhecer, pelo modo como a conhecemos. Quando viajei com minhas irmãs eu não queria saber a tradução dos pratos, queria pedir qualquer coisa, para provar e ter uma opinião sobre aquilo. O meu erro foi não ter gravado os nomes dos pratos que experimentei, porque hoje eu fico naquela de "a comida escocesa é muito boa", mas o primeiro prato que me levou a constatar isso eu não sei o nome.
Mas não estou falando de comida, não. Estou falando da vida, estou falando de momentos. Espaços diferenciados.
Hoje, por exemplo, saí com a Graziela e uma amiga dela de trabalho. Uma amiga que eu não conhecia... mas que foi legal de conhecer. Foi interessante sentar naquela mesa de bar (que eu não conhecia, por sinal) e conhecer um pouco mais sobre a vida de uma desconhecida. Sobre sua família, sobre seus hábitos, sobre sua personalidade. Perceber suas fraquezas e sua força em três ou quatro horas de conversa. Ouvir uma voz diferente e ver seus gestos; volta e meia ela fazia um coraçãozinho no ar com os dedos, mesmo quando estava falando de um episódio mais revoltante de sua vida. Acho tudo isso muito interessante. A Graziela mesmo: nós já viajamos juntas, só nós duas, e hoje eu conheci um pouco mais sobre ela, sobre o filho dela, o trabalho, as ambições, a personalidade dela.
Claro que não podemos conhecer de tudo, mas eu gosto quando tenho a simples oportunidade de conhecer sobre algo ou alguém.
E estar reparando nisso agora está me fazendo bem. Imaginar que estou indo pra Campinas pra conhecer. Conhecer pessoas, conhecer lugares, conhecer aeronaves, conhecer tráfegos, fraseologias, taxiways, relevos, circuitos, procedimentos, equipamentos... Turnos de serviço diferenciados.
Ainda sinto aquela pontinha de tristeza, e essa não vai embora tão fácil.
Mas me sinto mais calma, mais leve, mais contente, mais segura. Muito mais segura. E madura, na medida certa. A criança Ingrid não vai crescer nunca, se Deus quiser.

Saturday, January 24, 2009

Barquinho

Hoje estávamos eu, o César e o Mário vindo pra torre e lembrando da viagem pra Goiânia para o casamento da Nayara. Foi o melhor casamento da turma, porque revimos muita gente. A Lúcia, o Drico, graaande Inês, Simone, Ivo, Vinícius, Marquinho, Érica... e nós três. E o Barquinho (Marquinho) com aquele jeito típico mineiro, bem humorado, fumando (quando ficava nervoso era mais engraçado: acendia o cigarro e andava de um lado pro outro antes de explodir), tranqüiiiiiiilo que irritava. Todo mundo no quarto do hotel se arrumando, e ele fumando, bebendo e dando risadas. Quando estava todo mundo quase pronto, perguntaram se ele não iria se arrumar. Ele respondeu que iria, mas continuou bebendo. De repente, pegou sua sacolinha, tirou o paletó de lá de dentro toooooodo amarrotado, bateu para tirar o pó e vestiu. Assim, de repente. Como se estivesse colocando um shorts pra ir à padaria. E ele era MEU par como padrinho. Eu toda arrumada, com sombra, uma porra de um vestidinho verde que ficou pequeno no dia do casamento e me apertou toda que eu não respirava direito, sapato de salto, batom... com o Marquinho meio desleixado e feliz por estar lá.
Conversando sobre isso hoje no carro, eu lembrei de quando chegamos em Guarulhos há oito anos atrás. A Simone alugou um apartamento no Cumbica com a Ana Zilda e o Mourão, e eu aluguei outro no mesmo condomínio com o César e a Cristina. Marcamos um jantar em casa seguido de sorvete e "Imagem e Ação". Depois da jogatina, arrumamos dois colchonetes para que o Ivo e o Marquinho dormissem na sala. O Ivo tirou o colchonete do saquinho que o envolvia e dormiu tranqüilamente. Ou quase. O Marquinho, muito cuidadoso, não quis tirar o colchonete dele do saquinho para não sujar. Durante a noite, conforme ele se mexia, o saquinho fazia barulho. Virava pro lado, chiiichiiii. Virava pro outro, chiiiichiii. Respirava, chiiiichiiii. Dali a pouco o Ivo só viu o vulto irritado do Marquinho levantando e puxando o maldito colchonete com o saquinho e saiu pisando duro pra cozinha. Depois só ouviu um barulho de saco plástico sendo rasgado com ódio, jogado no chão e pisoteado, seguido de uns grunhidos de raiva do Marquinho. O vulto voltou para a sala e jogou o colchonete já sem o saquinho no chão, deitou-se e adormeceu na escuridão e silêncio do Cumbica.

* Continua depois, tenho que render o Sérgio no tráfego...

Monday, January 19, 2009

E a vida volta a sorrir novamente...

Ai, estou passando aos poucos da fase chorosa e decepcionada para uma fase mais... doce. E delicada. Carinhosa. Comecei a me lembrar de pessoas que fizeram parte da minha vida e que ainda fazem de alguma maneira, mas que eu nunca tive a chance (ou se tive, não tive coragem) de dizer o quanto são importantes na minha vida e que o que eu realmente sinto por elas é... amor. Sim, amor. Puro e simples, e não precisa mais do que isso. Acho que na verdade o amor está muito mais presente no nosso dia-a-dia do que nós pensamos. Nós amamos as pessoas à nossa volta, mas a sociedade rotula esse sentimento como um sentimento que necessita de tempo e conhecimento para florescer e se manifestar como um troféu ou recompensa por todo aquele tempo perdido em busca da definição de um sentimento que era o mesmo desde o início, só se tornou maior ou mais completo. Mas é amor. Vamos procurar no dicionário e ver o que encontramos:

- amor

do Lat. amore

viva afeição que nos impele para o objeto dos nossos desejos;
inclinação da alma e do coração;
objeto da nossa afeição;
paixão;
afeto;
inclinação exclusiva


Bom, devo admitir que não faço idéia do que significa "inclinação exclusiva", mas se eu for procurar isso no dicionário eu vou passar a noite aqui e não é essa a minha intenção. O que eu quero de verdade é entender (ou apenas constatar) que eu amo mais pessoas do que imaginava. E que na verdade nós não temos que ter medo de dizer aos outros que o que sentimos na realidade é "amor". E quem tem medo de ouvir um "eu te amo"??? Essa frase não necessariamente figura como uma corrente cheia de cadeados que envolverá a pessoa "amada" num pesadelo de perseguições e cobranças, uma vez é claro que a pessoa "amada" não corresponda ao mesmo sentimento. As pessoas que ouvem um "eu te amo" de uma outra pessoa pela qual não sente a mesma coisa não devem ter medo de aceitar essa declaração tão genuína de afeto, devem se orgulhar de ter despertado isso em alguém. É claro que ouvir isso não o obriga a sentir o mesmo, mas deveria deixá-lo mais feliz.
O grande problema seria, talvez, quando a pessoa "amante" confunde os sentimentos e acha que possessão, ou orgulho ferido, ou euforia é na verdade amor. Quando não é... Pois se o amor é puro, se é suave e se remete a "amante" a lembranças doces e à felicidade, ele tem que ser declarado sim. E tem que fazer bem às pessoas envolvidas nele.
Foi por isso que eu fiquei muito feliz de receber uma mensagem de uma amiga esses dias dizendo com todas as letras: "eu te amo, minha amiga". Foi algo que mudou meu dia pra muito melhor. E me fez ver que essas palavrinhas tão pequenas, se ditas com o coração, podem mudar a vida de uma pessoa. Podem ajudar num momento crítico. Podem fazer a vida de alguém sorrir.
É claro que se você sair pela rua dizendo "eu te amo" desde o motorista do ônibus até o porteiro do seu local de trabalho, vão te internar ou no mínimo pedir um bafômetro para medir a quantidade de cachaça que você ingeriu na noite anterior. Mas àquelas pessoas (e você tem certeza de que sabe quem são) que fazem diferença na sua vida, você deveria falar. Ou apenas deixar mais claro em gestos ou atitudes.
Eu dedico esse meu post de hoje às pessoas que eu considero de coração, às pessoas que fazem parte da minha vida, envolvidas no meu dia-a-dia ou não. Pessoas que eu amo de verdade.

Thursday, January 15, 2009

Estou tão triste...

Nossa, eu estou muito triste. Muito chateada, desanimada e chocada. Não esperava isso de jeito nenhum. Como as pessoas podem mostrar uma coisa completamente diferente do que são na realidade? Como é que eu poderia imaginar que era tão diferente do que eu achava? Será que eu estava assim tão cega que não vi o que estava bem diante dos meus olhos?
Ai, vontade de morrer de desânimo. E muita tristeza. E nem tenho como desabafar.

Wednesday, January 07, 2009

Saudades do Rose...

Eu estava vendo umas fotos do Rose hoje, e morrendo de saudades dele, das besteiras que ele falava, e das risadas que a gente dava das confusões dele.
Teve um dia que ele estava no solo, naquele horário do pernoitinho que o bicho pegava (quando chegamos aqui o tráfego passava de 600 diários), e ele com a tela lotada de strips, pagando táxi, autorizando push, sozinho - sempre sem auxiliar. E o Ivo colocou uma máscara de lobo, foi por trás da console dele e enquanto o Rose pagava um táxi, o Ivo levantou de trás da console devagarinho, usando a máscara. O Rose com o microfone na mão, todo cheio de pose, falando com um Varig:
- Táxi autorizado via hotel, bravo e AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAiii, FILHO DA P...!!!!!
Jogou o ptt, e ficou gritando com o Ivo:
- Viado, que susto!!!! Ô chefe, olha aqui!!! A gente trabalhando direitinho e esse povo que não tem o que fazer!
O Ivo ria tanto que quase foi pro hospital.

Ou quando subia visita na torre, sempre o Myron, todo educado, bem arrumado, mostrando todas as posições operacionais, compenetrado e sério. E lá vinha o Rosemberg sentadinho em alguma posição, e falava para o grupo de visitantes:
- Atenção, não alimentem os controladores...
Brigando com piloto era muuuuito engraçado. Teve um Interbrasil que chamou para acionamento no J9, e ele autorizou. Depois tinha um tráfego para entrar no J7, e ele não queria autorizar por causa do Interbrasil. Como este demorou muito pra pedir o táxi, o Rose perguntou:
- Interbrasil XX, qual o estimado para o taxi?
- Ih, solo, eu tive um problema, estamos esperando uma comissária e os passageiros ainda não estavam acomodados. Eu chamo novamente para autorização.
Só nós da torre éramos apreciados com a incorfomidade do Rose com a mão na cintura, irritado.
- Ciente, chame pronto.
Depois de um tempo, o Interbrasil chamou para novo acionamento. O Rose respondeu:
- Tá pronto mesmo? Tá todo mundo sentadinho, cinto de segurança atado, comissária a bordo, tudo aí certinho???
O piloto confirmou rindo, e ele autorizou.

Ou o dia em que ele se perdeu no solo. Aquele monte de tráfego taxiando pra lá e pra cá, chegando e saindo, e ele se perdeu geral. Não sabia quem era quem. Não teve dúvidas:
- Atenção, aeronaves na escuta do solo! Mantenham posição! Todas as aeronaves mantenham posição!
Todo mundo parou.
- Ok, vamos começar de novo. Esse Fokker 100 aí na bravo antes da golf, quem é você???
E foi de um por um até se achar e continuar o trabalho do solo.

Teve também um, que eu não lembro se foi um ATR, ou foi um Brasília da Passaredo que pousou na 27L e embaçou um pouco pra sair da pista. Na seqüência pra pouso vinha um MD-11 da Varig, chutado na final. O Rose, vendo a calma do tráfego sobre a pista, instruiu:
- Fulano de tal, no solo aos tanto. Agilize para livrar a pista. Agilize, não... CORRA! Corra que tem um MD-11 babando na final.
Cara... o cara correu mesmo... Muito engraçado.
P.S.: Essa foto aí embaixo eu roubei do perfil do Ivo do Orkut. Aqui ele tá com uma máscara de... ONÇA???!!!

Tuesday, January 06, 2009

Eis que sou apenas mais uma...

Eu fiquei esses dias todos tentando imaginar qual o sentido disso tudo, qual o significado disso tudo e não consegui chegar a lugar nenhum. O mais engraçado é que eu tentava pensar assim antes de tudo, mas minhas idéias foram moldadas com o passar do tempo e meus conceitos foram mudando de acordo com o que eu ouvia. E mudei mesmo meu pensamento. Achei que seria diferente, e não apenas uma pessoa a mais. Não me entristece saber que sou apenas mais uma no mundo, me magoa saber que eu fui estimulada a pensar diferente disso quando no final das contas era pura e simplesmente isso mesmo...
Entendeu alguma coisa???

Monday, January 05, 2009

Buuuuuu!!!

Aiiii, que saudade!!!
Nossa, eu estou vivendo um período meio estranho... Quero mudar algumas coisas na minha vida e não sei por onde começar, não sei o que vai acontecer e não sei se devo mexer em tudo ou não. O campo profissional está indo por água abaixo, eu tenho vontade de mudar radicalmente de lado... Mas e financeiramente, o que faço? Até que se eu me dedicar de verdade eu consigo, mas tenho medo que seja apenas uma vontade efêmera e que logo eu me desinteresse por tudo. E o investimento é alto demais para meus padrões.
Tem também Campinas, que agora me deu mais vontade ainda de trabalhar por lá, uma vez que a Fer está por lá. O tráfego de Jundiaí me viciou de tal forma que eu não consigo achar mais tanta graça no tráfego de Guarulhos. Mas ao mesmo tempo sei que Campinas não é o que eu quero de verdade, e sempre falei isso. Eu quero o tráfego de Jundiaí... Será que dá pra transferir o tráfego de lá pra GRU??? Daí eu fico aqui mesmo. Também fico na expectativa que Sorocaba tenha torre pra ir pra lá e curtir outro tipo de tráfego.
Aff, não sei o que faço. Aliás, eu sei o que quero por enquanto: ir pra Campinas, conhecer o tráfego de lá, ver se gosto e se me adapto, enquanto estudo e respiro ares diferentes. Talvez a proximidade com a Fer e a Lúcia me façam bem. E voltar a conviver com o Daniel, Nayara, Miguelito... Interiorzão bom demais...

  I wanted a pretty name for the death. But I wanted a simple, easy, common name. I didn't want to call her Miss Death. Death, The Hour,...