Sunday, December 21, 2008

Causos

Causos que me lembro...Um dia eu estava trabalhando na posição tráfego em Guarulhos e o Avianca me chamou e pediu as condições do AD. Eu não tinha tela meteorológica na posição,o local mais próximo era na mesa do supervisor. Puxei meu fone da console até a mesa e apertei o ptt para passar as condições:
- Vento uno dois zero graus... - e ouvi o ruído da minha fonia falhando.
O meu fone tava com mau contato, e eu tinha que apertar de novo e começar a falar de novo.
- Vento uno dois... - chiiiiiii.
Apertei de novo:
- Vento... - chiiiii.
- PORRA!!!! - nessa hora o ptt funcionou e o "porra" saiu alto e claro na fonia.
Sabe que os argentinos, bolivianos, colombianos e afins não falam TRÁFEGO, falam TRÁFICO. É muito engraçado. Também não falam ROGER, falam RóYER.Daí um dia tinha um britânico que ia pro Galeão com o mesmo número de vôo de um argentino que ia pra Buenos Aires. Os dois pediram autorização juntos, mas a cta da posição informou que o argentino iria aguardar 10 minutos para cópia, e chamou o britânico para cópia, que respondeu prontamente paraque ela prosseguisse. Ela pagou tudo: autorizado Galeão, nível tal... Quando ela acabou de falar, veio a voz típica e característica do argentino cotejandoa autorização: RÓYER, CLEARED TO GALEÓN... A gente quase morreu de rir, pq ele nem ia pro Galeão, e copiou tudo como se fosse pra ele. Até o britânico entrou na fonia rindo pra cotejar.

Tuesday, December 09, 2008

De volta a Guarulhos - Parte 2

Então... cheguei. Enfim acabou Jundiaí. Estou feliz porque sei que vou rever o pessoal de GRU, ouvir as brincadeiras do Tambinha, fuxicar com as meninas, beber com a Sílvia, encher a Ju, me estressar com TAM e Gol... Ui, ui. Mas estou muuuuuuuuuito triste porque estou deixando pra trás não só um aeroporto delicioso, mas porque também vou ficar mais longe do pessoal de lá que eu tanto gostei de conhecer. O Alex do hotel com sua risada única, a Rafa e o Giovani, o Rinaldo, a Rita, a Taís e o Afonso tirando sarro das minhas berebas, os meninos da AIS/Meteorologia almoçando com a gente, a Amanda - e o Silas, lógico -, os meninos do aeroclube que hora nos amava e hora nos odiava, dependendo do dia e de quanto tempo demoraram pra cruzar a pista... E das Amburanas, dos chopes no Beco Fino, ou no Amissássio, ou na Maria Cachaça, ou no Tequila, ou na Lounge (com Smirnoff Ice)... Do avião mais lindo que eu já vi na face da terra e meu bebê oficial: PP-GUV!!! Ahhh... vou ter muitas saudades de Jundiaí.

Monday, November 24, 2008

Ai, ai, ai, ai, ai...



Ai, ai... esse "ai" é tipo um suspiro. O do título é tipo aquele: "o que é que você tá fazendo???"...
Hoje eu li horóscopo logo cedo (coisa que não faço e não gosto - precisa de curso pra entender horóscopo), joguei tarô pela internet e I-Ching. Tudo falou a mesma coisa: siga sua intuição. Que intuição? Eu estou mais perdida do que cego em tiroteio... Geminiano é um saco: essa estória de que temos duas personalidades não é balela. Não que eu me transforme numa psicopata de vez em quando, mas eu sou muito indecisa às vezes. Até tenho certas atitudes, mas pra tudo eu tenho dois caminhos. E pra escolher qual seguir? E o pior é que minha vida está num ponto de decisão. Eu tenho que escolher - rápido - que caminho eu quero seguir. Mas ainda não sei o que minha intuição diz. Daí fica difícil...
Na foto: onde está Wally???

Saturday, November 15, 2008

Papo doido com piloto...

Estava eu na torre, numa bela tarde de quinta-feira (penso eu), e decolei um tráfego da pista 36 com suposta curva à direita para o setor Echo. Eis que pago a decolagem:
- Fulanito, decolado aos blá-blá, curva à direita e chame no regresso.
- Ciente, fulanito curvando à esquerda para setor Echo, chamará no regresso.
Eu olho pro setor de decolagem procurando pelo doido efetuando curva errada. Não vejo nada além do tempo cinza-petróleo chegando.
- Negativo, curva à direita para setor Echo...
Todo mundo na torre pára para procurar o perdidinho.
- Torre, estou curvando à esquerda para o setor Echo.
- Então você está indo pro setor Whiskey, não Echo (ainda procurando o danado, sem sucesso).
- Ah, é, afirmativo, eu acabei me confundindo, estou curvando à direita para o setor Whiskey.

Aff. E depois perguntam porque que EU não sou normal.

Thursday, November 13, 2008

Eu voei de bebê!!!


Ontem à tarde eu e a Katinha fomos ao Aeroclube para enfim voar no paulistinha. Eu nem fiquei tão animada porque sabia que não seria possível voar no meu bebê oficial, o GUV. Mas logo apareceu o Bueno preparando o BAJ e meu ânimo voltou na hora...

Pra resumir porque eu estou com um pouquinho de pressa: a-do-rei o vôo, e pro pessoal que estava no aeroclube na hora do pouso eu só posso dizer uma coisa: de novo!!! Caaaaaara, achei que iríamos arremeter! Eu só fiquei chateada pq não conseguia segurar a máquina pra fotografar o pouso, mas com susto ou sem susto, adorei meu primeiro vôo de paulistinha!!!!!

Saturday, November 08, 2008

Doce Novembro

Ih, o que que eu vou escrever dessa vez??? Sobre os novos sabores que venho descobrindo...
Pela primeira vez na vida eu tomei tequila. Geeeeeente, que coisa boa! Como vivi 31 anos sem conhecer isso? Já tô com fama de cachaceira mesmo, não adianta esconder e falar que a melhor coisa que tomei esses dias foi um sorvete de morango (se bem que se eu parar pra pensar, eu fico na dúvida realmente...). A Katinha comprou uma garrafa de Caipiroska de limão e eu adorei, hoje comprei a de maracujá e já estou aqui, saboreando enquanto digito e coloco umas musiquinhas novas pra ouvir (I Kissed a Girl).
Experimentei um perfume novo (que adorei, embora seja um pouquinho doce).
Pintei o cabelo de castanho escuro no salão!!
Comi carne seca com "cochabamba" da Ferds - ótimo jantar no aeroclube. Ganhei cara feia do porteiro do hotel - não foi muito bom, mas valeu a pena!!!
Ganhei um convite pra fazer algo que nunca fiz e que não posto aqui!! Só a Claudinha já me viu ganhar esse mesmo convite. Hum, não tenha a mente suja...
Ouvi um cd de Jack Johnson. Ahhh, que voz doce...
DANCEI no Tequila! Com o pessoal do hotel, e tomei 4 caipirinhas! Também saí na quarta-feira e enchi a cara com 9 chopes. Nada bom mas nada mal, hein??
Senti o cheiro de flores mais de uma vez. Dizem que são os anjos. Será???
Emaranhei o cabelo e peguei mais prática nas escovas.
Pedi chopes em inglês e paguei a conta em francês. Vai entender, é o álcool...
Chorei, sorri, briguei... quase apanhei. É sério. Mas eu era a adulta da discussão.
Gostei muito desse final de outubro e começo de novembro.

Monday, October 13, 2008

Só para falar das estrelas

Só liguei o computador (são 00h57, estava deitada pronta para dormir) para falar que as estrelas estão lindas neste céu claro. Levantei da cama para fechar a janela, já que o ventinho esfriou... e dei de cara com um céu limpo e estrelado. Não fechei a janela, peguei mais um cobertor e resolvi escrever sobre aquelas estrelas...

Tuesday, October 07, 2008

Daí tava aquele tempo cinza e chuvoso...

... num domingo de manhã. Naaaada. Teto baixo, 800 pés. Então entra um piloto na fonia:
- Solo Jundiaí, é o fulano.
- Prossiga.
- O teto já melhorou?
- Negativo, 800 pés ainda.
- Ciente, grato. Chamo mais tarde.
Mais tarde ele chama de novo:
- Ô solo, é o fulano.
- Prossiga.
- O teto já melhorou?
- Negativo, permanece 800 pés.
- Ciente, grato.
Dali uns dez minutos:
- Solo, é o fulano.
- Prossiga...
- A senhora já assistiu Shrek?
Pausa.
- Como???
- A senhora já assistiu Shrek?
- Já...
- Lembra daquela parte do burro que ficava o tempo todo: "A gente já chegou? A gente já chegou?"? Então, o teto já melhorou?
Começo a rir e não consigo responder. Depois de alguns segundos:
- Negativo, permanece 800 pés...
- Ciente, grato.
Depois de um tempo:
- Solo, é o Shrek...

Sunday, October 05, 2008

Quero sair pra dançar...

Acho que na quinta-feira vou ao Rey Castro, se as meninas toparem. Ando doida pra tomar umas caipirinhas e dançar música caribenha de novo. Pena que dessa vez não há acompanhantes panamenhos como da última vez, né, Claudinha??? O César não gosta de dançar mesmo... Hum. Caipirinha...
Tô afundada no sofá vendo "Voando Alto". Minha vida anda muito animada ultimamente. E bastante interessante pra quem lê meu blog...

Saturday, October 04, 2008

Como diria Raul...

Argh, como estou desapontada. Não, eu estou entediada. Sabe o que eu fiz hoje o dia inteiro? NADA. Aliás, eu tomei uma garrafa INTEIRA de Sauvignon Blanc. Pra quem não gostava de vinho branco, uma garrafa inteira vem a dizer que eu realmente sou uma metamorfose ambulante. Nossa, mas como o dia custou a passar... E como é chato ficar em casa sem ter o que fazer. Brinquei um pouquinho com minhas meninas fofas, fiz escova (não fiz as unhas though), arrumei minha mochila. Ah, eu comentei que vou continuar por mais dois meses em Jundiaí? Não? Pois é, agora eu fico de novo até começo de dezembro, com a Katinha e a Fernanda. Acho que vai ser bom ficarmos as três juntas. Só tenho um pouco de medo de começar a virar uma alcoólatra por causa dos whiskeys com a Katinha. Uma garrafa de vinho na minha casa não faz de mim uma wino, faz? O problema é o whiskey. Esses dias eu saí com a Fernanda pra beber alguma coisa na cachaçaria. Eu tomei duas batidinhas de vinho com morango e leite condensado, bem inocente. Dali a pouco chegaram três meninos do Aeroclube e sentaram conosco. Papo vai, papo vem, eu preciso beber mais alguma coisa. Foram 4 amburaninhas com mel e uma "olho d'água", uma branquinha danada que desce redondo... E o pior é que desce redondo mesmo, não dá aquela fisgada de cachaça. E eu saí dali andando. Meu, eu tenho definitivamente que parar de beber, já não tenho mais idade pra isso e nessa altura do campeonato ficar bebum todo dia não é meu objetivo.
Vou ver tevê...

Friday, October 03, 2008

A VIAGEM - parte 2


Ufa, fiquei de escrever a segunda parte da nossa viagem e até hoje não arrumei tempo. Vou escrever de forma mais reduzida que a primeira parte, se é que consigo... Essa foto ao lado é a vista da sacada do nosso hotel em Schwangau.
Pegamos o carro (um Zafira) em Paris e rodamos quase duas horas pra sair da cidade. Não, eu não sabia usar o GPS (ainda - não ria, eu nunca tinha visto um). E rodamos igual paca naquela cidade enooooooorme até acharmos a solução no próprio GPS.
- Michelle, coloca aí o endereço do hotel em Colônia e vê o que dá.
Deu que nos levou até a avenida defronte ao hotel Ibis (maravilhoso) que ficamos. Ainda bem que já passava da meia-noite e a cidade estava quieta, pq eu passei em cima da linha do bonde e parei no meio da avenida olhando pra todos os lados assustada porque a doida da portuguesa do GPS só sabia falar "A chegar ao destino", e eu ali, no meio de um semáforo em cima de uma linha de trem. Olhamos para os lados e vimos o hotel a uns metros à nossa direita. Como não vinha carro nenhum, jogamos o carro três faixas pra lá e estacionamos em frente ao Ibis.
Visitamos Colônia (limpíssima) durante a manhã, vimos a famosa Catedral e comemos sanduichinhos com coca-cola ou chocolate quente. Compramos nossas lembrancinhas e pé na estrada em direção a Berlim. Seriam mais de 500 kilômetros, e queríamos chegar cedo na capital Alemã, o que aconteceu por volta de umas cinco da tarde. O Ibis de Berlim não era lá bem localizado, embora fosse limpo e com lençóis branquinhos e fofos como o de Colônia. E eu ali, em plena Alemanha, doida pra comer salsicha branca e tomar cerveja alemã. Mas com medo de sair pelo bairro estranho à noite (sim, estávamos de carro, mas eu não queria confiar na doida do GPS - embora ela nos tivesse levado direitinho a rua do hotel dessa vez - e não sabíamos que endereço inserir). Fomos então ao restaurante italiano na esquina do hotel, e assustamos deveras com os preços. Pratos de 3, 4 ou 5 euros. Cerveja Berliner a 2,50€. Cara, e eu não lembro o que pedi. Eu acho que foi salada... Sim, foi salada que tinha maionese em cima e eu não queria comer. Mas o prato principal eu não lembro. Sei que era alguma coisa italiana e estava boa. E a cerveja era Berliner, e esta estava definitivamente boa.
No dia seguinte saímos para conhecer a tão esperada Berlim. Eu só tinha em mente a frase da Marilisa, dizendo que a cidade era limpa, organizada e bonita. Completamente diferente do meu quarto. Foi engraçado chegar no metrô e não fazer idéia de como comprar os bilhetes. Chegou um bando de italianos - uma família, pra ser honesta - com mãe, pai, tios, filhos e primos, e começamos a conversar em inglês e eles em italiano para ver se conseguíamos comprar. Eu só consegui mesmo comprar quando vi um outro rapaz (acho que francês) comprando, e ele nos ensinou como funcionava.
O bando de italianos ficou meio que nos seguindo, e quando errávamos o caminho eles davam meia volta e nós íamos atrás deles.
A cidade realmente é bonita, limpa e organizada. Olhamos o portão de Brandemburgo, o Tiergarten, uns monumentos da guerra. Pra dizer a verdade, eu esperava mais de Berlim. A comida, porém, ótima. O restaurante dessa vez era alemão e eu provei pela primeira vez a que é - até agora - a melhor cerveja que eu já experimentei: a Erdinger. Eu comi o típico Eisben (joelho de porco) com chucrute (que eu me recuso a escrever em alemão) e mostarda. Ahhh... delícia! O César pediu uma carne tuchada de bacon e a Michelle acho que foi macarrão. A Renata comeu o mesmo que eu...
À noite decidimos que não faríamos mais a Suíça, e sim Praga. As meninas concordaram e no dia seguinte entramos na internet, cancelamos a reserva do hotel de Munique, fizemos a reserva paga do hotel de Praga, pegamos o carro, saímos do hotel e...
- Uai, não tem República Tcheca no GPS... - informou a Michelle.
- Não tem?! Como assim?
Não tem. Ou não tinha. Ou era nosso GPS. E aí, como a gente faz? Coloca a cidade alemã que fica quase na divisa com a República Tcheca e de lá nós seguimos as placas. Sim, só que não era assim tãããão facinho. As placas eram estranhas e de repente mudavam. E que língua é aquela?? Mas que o trechinho que nós pegamos de mão dupla era pitoresco, isso era. Eu fiquei impressionada, olhava pra tudo e ficava repetindo "belo, bela" apontando pras casinhas na beira do lago ao lado da estrada. Pra ir da entrada da cidade até o hotel nós pagamos um táxi. Mas... a cidade é LINDA. Muito bonita, impressionante, charmosa, encantadora, quente, limpa, cheia na medida certa. Apaixonante. Só tenho elogios. O chato é que o hotel era muito quente (preparado para temperaturas bastante baixas) e ainda não é todo lugar que aceita euro. Vamos às comidinhas: chucrute, uma pratada de salada pra todo mundo, arroz, e pratos individuais cheios de criatividade e sabores: bolinhos de pão com molho de frutas vermelhas, filés de frango com molho branco... gostei de tudo, mas a cerveja é tão amarga quanto uma extra brasileira. E o melhor de tudo: a conta da mesa toda (4 pessoas) ficou por 35€. Uma pechincha para um restaurante daquele em pleno ponto turístico e na Europa.
A Ponte Carlos é linda, o Castelo é lindo, a vista do castelo é maravilhosa... Meu, eu vou voltar a Praga algum dia. Valeu muito a pena.
Pra sair da cidade foi uma praga. Rodamos umas duas horas (sem a portuguesa do GPS), só olhando mapas - com aquela língua - coloca Viena no GPS, não aceita. Pega sentido contrário de Viena. Como se fala Viena em tcheco?? Que saco. Duas horas.
E pegamos a estrada pra Munique. Eba, língua alemã de novo na estrada!!! Fiquei tão feliz!
E o melhor: as Autobahns não têm limite de velocidade. Cheguei a 200 km/h, mas logo diminuí para meus freqüentes 170/h. E não tem pedágio...
Munique é uma cidade grande, bonita, limpa e organizada. Mas também me deixou com aquele sentimento de que falta alguma coisa. É claro que se eu tivesse dinheiro eu iria agora em outubro, uma vez que o Tarkan vai se apresentar por lá... Mas Munique é mais charmosa que Berlim. Ficamos mais no Marienplatz, percorremos lojinhas de cafés, chocolates e lembrancinhas. Igrejas... E comi salsicha branca com chucrute e mostarda... Ahhh, que delícia! A cerveja era a Augustiner, muito boa. Nosso hotel era um albergue até bonzinho, mas creio que fora o de Londres eu nunca mais fico em albergue. Em frente ao nosso albergue tinha um barzinho com algumas mesinhas na calçada. Ai, lembrei! Foi no estacionamento desse albergue que minha garrafa de vinho de Creta que eu rodei Paris pra achar caiu no chão e quebrou. O cheiro era tão bom que eu quase fiquei de joelhos pra dar uma lambidinha no chão... Voltando: o barzinho em frente do albergue. Decidimos ir lá à noite pra tomar alguma cervejinha, mas as mesinhas de fora estavam vazias. Hum, que lugarzinho ermo... Resolvemos entrar pra ver se estava melhor lá dentro. Melhor? Tava abarrotado de gente, um baita salão enorme, com mesas retangulares com umas dez pessoas cada. Lotado. Garçonetes vestidas a carater andavam pelas mesas com quatro canecas de meio litro de chope em cada mão. Achamos um cantinho numa mesa ocupada por um grupo de jovens orientais (japoneses?) e três senhores lendo jornal e conversando. Eu tomei duas canecas de Augustiner, e só não tomei mais porque fiquei com medo de ficar bêbada. Outra coisa interessante da Alemanha: meio litro de cerveja custa a mesma coisa que 200 ml de coca-cola ou 300 ml de água. E ainda custa 2,50€ no país todo, o que no resto da Europa sai por 5 ou 6€. Então compensa tomar a cerveja... E é boa demais!
No dia seguinte colocamos o endereço do hotel em Schwangau no GPS e escolhemos o caminho mais rápido para chegar. Só que o caminho mais rápido estava em obras, o que nos obrigou a ir pelo caminho mais curto mas ao mesmo tempo mais demorado: pista de mão dupla com muitos trechos de velocidade máxima de 70 km/h. E vou lhe dizer: eu cheguei a colocar 40 km/h em alguns trechos. Tratava-se da romantik strasse, aquela que a Marilisa mencionou como uma das estradas mais bonitas que já tinha visto. Bonita? Espetacular. Linda. As paisagens mais belas - ou muito comparáveis com as Highglands na Escócia - que eu já vi. Ao longe víamos as montanhas austríacas (sem dúvida) da divisa com a cidadezinha de Fussen. O hotel era delicioso, com paisagens deliciosas, chazinho de frutas e edredons idem.
Na cidade, fomos visitar o Castelo de Neuschwanstein, o famoso Castelo da Cinderela. O danado fica no alto de uma montanha medonha de tão alta, e andamos (subimos) uns quarenta minutos para vermos um pequeno mas ultra charmoso castelo de conto de fadas. A vista lá de cima é espetacular.
Creio que em Schwangau foi o lugar que eu comi melhor: no almoço, foi um pedaço de carne tipo presunto com um ovo mal passado por cima, com salada de batatas. Magnífico, acompanhado de cervejas Paulaner, enquanto a Rê e a Mi comiam salsichas com batatas fritas. No jantar, eu e a Mi optamos por uma macarronada com rúcula e generosos camarões. A Rê comeu uma massa tipo bolinho feita de espinafre com molho branco (delicioso) e o César ficou com filé de frango bastante regado a bacon e outras frescuras mais. No dia seguinte tínhamos uma mesa reservada para nós no café da manhã do hotel: havia um bilhetinho dizendo "reservado para família Oliveira". Que chique!
A tristeza foi pegar o carro na manhã seguinte e partir pra Estrasburgo, deixando pra trás a charmosinha Fussen (vizinha de Schwangau) e passando muito perto de Lindau sem poder visitá-la, bem como o lago Constance.
Em Estrasburgo a doida do GPS nos deixou em um cruzamento em frente ao nosso hotel Ibis, e não fazíamos idéia de como cruzar tudo e entrar no estacionamento. Demos umas voltas irritantes até que conseguimos chegar na frente do hotel.
Estrasburgo é uma cidade francesa na fronteira da Alemanha, e por isso a arquitetura e culinária local são alemãs. Além de Praga, esta foi a cidade que nos impressionou, porque não esperávamos tanto dela. Eu só tinha colocado Estrasburgo no roteiro para quebrar os 800 quilômetros de distância de Schwangau a Paris, e seria apenas para passar a noite. Mas chegamos durante o dia e com certeza foi muito bom. A cidade é linda, cheia de canais e das casinhas alemãs que eu esperava ver em Munique e não vi. O Petite France é um bairro extremamente agradável, cheio de lojinhas, restaurantes, bares, igrejinha, pontes e flores. Nosso almoço foi às três da tarde em um bistrozinho ao lado de um canal. Comemos as tartines, uma das poucas comidas típicas de Estrasburgo, que nada mais são do que pizzas bem fininhas. Nos reservamos ao direito de escolher um restaurante bem charmoso para nosso jantar; outro bistrô também ao lado de um canal, e comemos lazanhas e carnes.
Eu e a Michelle passeamos de barquinho para conhecer mais da cidade, e ficamos ainda mais impressionadas com a beleza dela. Cada ponte é diferente da outra, cores, desenhos, materiais. Toda a cidade é bem cuidada e bem preparada para o turismo.
No dia seguinte nós voltamos ao aeroporto em Paris, já cansados, cheios de falar outras línguas que não o português, doida pra comprar perfumes no duty free... e cheios de lembranças positivas e agradáveis dessa viagem que deixou muitas saudades...
No balanço geral eu diria que gostei mais da Escócia e do sul da Alemanha, lugares que eu voltarei com certeza. Só não voltaria mais a Paris no verão...


Sunday, September 21, 2008

Enquanto a segunda parte da viagem não vem...

...eu vou escrevendo sobre o dia-a-dia! Neste exato momento estou na torre em Jundiaí, tentando desesperadamente arrumar algum ventilador beeeeem grande pra dissipar esse teto horrível que se alojou aqui desde ontem à tarde. São 700 pés, e a aviação sumiu... Até agora eu falei com uma única aeronave que me questionou as condições. Tá frio, chovendo, a torre balança, o café não está adoçado... e dá preguiça de descer pra ir ao banheiro. Só a corajosa da Fernanda que desceu agora pra fumar.
Argh, estou entediada, gorda, com DUAS berebas (herpes) na boca e com as unhas pra fazer. Ah, e com o cabelo desgrenhado. Uma princesa. Presa no alto da torre.

Wednesday, August 27, 2008

A VIAGEM - parte 1

A tão esperada viagem teve seu início no dia 30 de julho de 2008, às 16h00, saindo da minha casa em direção ao aeroporto. Ao descer as escadas, a alça da minha mala arrebentou, o que me deixou neurótica, pois minha segunda mala estava com a Kaline lá na torre. Fui que nem uma doida ambulante trocar as roupas todas das malas, enquanto o César, Renata e Michelle iam para a fila do check-in da Tam. Quando os encontrei no terminal, a fila não tinha andando nem um centímetro sequer. Depois de alguns minutos, notamos uma certa afobação no balcão do check-in, com um casal falando mais alto do que o normal e a atendente balançando a cabeça e dando desculpas. O César logo se interessou: "Hum, bate-boca. Vou ver o que está acontecendo...". Voltou com a notícia que nosso vôo havia sido cancelado e que tentariam nos colocar no vôo mais tarde. Meu dia quase acabou... O vôo mais tarde não nos deixaria em Paris a tempo de pegar o outro vôo com destino a Londres, que compramos pela Air France e na promoção - ou seja: perdeu o vôo, adeus passagem. Por sorte a Air France endossou a nossa passagem de Paris a Londres e a Tam aceitou nos colocar no vôo direto para a capital britânica, mas com partida prevista só à meia-noite (lembre-se que chegamos ao aeroporto 16h30) e sem lugares juntos.
Fomos eu e minhas irmãs juntas e o César conseguiu uma poltrona atrás. O vôo foi meio chato e cansativo pra todo mundo, não conseguimos dormir quase nada - acho que é a excitação da viagem. No meu caso, era mais o receio de chegar na imigração inglesa e ser barrada - eu já imaginava até o policial me fazendo perguntas com aquele sotaque e eu gaguejando pra responder:
- Quantas libras você tem??? Só isso?! Tem cartão de crédito? Imaginei que não. Lovely. Get back to your country (mas falando um gát báck).
O fato é que não foi tão difícil assim. Fomos os quatro no mesmo guichê - afinal eu estava com todas as reservas de hotel, carro, tudo - e o policial conseguiu perguntar o seguinte:
- Quantos dias ficarão em Londres?
- Três dias.
- Qual o notivo da viagem?
- Férias.
- Para onde vão depois?
- Edimburgo.
- E depois?
- Paris.
Nisso, a policial do guichê ao lado me chamou para ajudá-la com uma passageira que estava com a família e que não falava inglês. Enquanto eu fazia a tradução, o "meu" policial carimbou nossos passaportes e assim que fui liberada, os três me aguardavam já no corredor do lado de dentro da Inglaterra. Ai, que emoção!
Aí, corre pegar metrô, desce próximo ao albergue, anda com pouquíssimas malas, atravessa a rua, encontra o albergue, faz o check-in, adora o local, aluga toalha, joga as malas em cima das camas, usa o banheiro, tranca o resto das libras no locker e ganha a rua de novo com uma mochila nas costas contendo a máquina fotográfica, guarda-chuva, papel higiênico e água. Adoramos o metrô de Londres. Limpo, confortável, dinâmico. Descemos ao lado do Parlamento, e ficamos ali no bairro durante horas observando tudo de diferente que o local tinha. A London Eye, a Abadia de Westminster, o ônibus de dois andares. Andamos feito ratinhos fugindo da chuva, e quando quase anoiteceu (isso lá pras dez horas da noite quase), estávamos em um charmoso restaurante italiano comendo massas e tomando Stella. E a Michelle na coca-cola. O garçom falava uma mistura de italiano com espanhol, o que me deixou meio perdida - eu queria mesmo era falar inglês, poxa. A Michelle se sentiu em casa e começou a dizer "si" para sim pra tudo, o que fez até o final da nossa viagem, como se o idioma oficial de todos os países da Europa fosse o espanhol. Essa noite chegamos ao albergue (fofo) e descobrimos que nossos dois colegas de quarto na verdade eram duas meninas: Julie, uma lourinha canadense que voltava de quarenta dias de trabalho voluntário em um hospital na Uganda (o que me deixou bastante desanimada com minhas escolhas sempre capitalistas na vida) e uma alemã chamada Suzana, que andava pelo quarto só de blusinha e calcinha sem se incomodar com a presença do César. Ah, Cesinha passou mal essa noite por causa da comida.
Ah, a droga da comida britânica. Será que o sal de lá é diferente do sal daqui? Eu comi uma baita macarronada com molho branco e camarões... totalmente sem tempero. Espremi uma fatia de limão no prato, nada. Tuxei sal, nada. Pimenta. Queijo ralado. Nada. Completamente sem tempero.
No nosso segundo dia em Londres conhecemos, além do que era previsto - Tower Bridge, London Tower, estádio do Arsenal - um pub londrino e a Guinness, que eu nunca havia tomado nem aqui no Brasil. Pedimos pra acompanhar o famoso "Fish and Chips", que veio num prato com ervilhas, mal frito e... sem tempero.
Esse mesmo dia nós fomos almoçar em um restaurante mexicano, porque daí teríamos pelo menos uma pimenta boa pra acompanhar o prato. Que nada!!! Arrozinho filho-da-mãe sem tempero!!!
No terceiro dia nós comemos crepe no Notting Hill, então não estava tão ruim nem sem tempero ao todo.
E à noite fomos pra rodoviária de Victoria pegar o ônibus pra Edimburgo. Cara, a rodoviária era um lixo. Um lugar estranho, com pessoas estranhas, meio sujo. Nós sentamos em uns banquinhos enquanto aguardávamos o horário do nosso ônibus. Acho que foi aqui que uma mulher perguntou ao César se ele era tcheco. Como os assentos não eram reservados, quando o ônibus parou na plataforma nós vimos a diferente cultura britânica se esvair pelos corredores em direção ao mesmo. Cultura diferente porque se é no Brasil todo mundo se acotovela e corre. E no final dá no mesmo. Porque lá, você via que eram turistas - a maioria - e que ninguém corria, mas dava passos largos e apertados, sem olhar pra trás, sem pegar na mão dos filhos, naquela pressa velada e contida de conseguir um lugar bom lá dentro. Eu fui toda brasileira mesmo:
- Renata, me dá sua mala, a Michelle dá a mala pro César. Vocês entram e seguram lugar pra nós.
Bom, o ônibus não era nem de longe confortável: poltronas apertadas, lotado e pra completar, havia uma criança chorando lá atrás. O cara que sentou no banco da frente da Renata falava sozinho enquanto dormia, enquanto o que estava atrás de mim arrotou alto. O ônibus fez três paradas antes de chegar em Edimburgo pela manhãzinha.
Mas uma coisa que eu achei impressionante: deixar Londres durante a noite. Foi à noite que eu vi que Londres é realmente bonita, porque durante os dias, nos nossos passeios, não a achei tão majestosa assim e muito menos atraente. Até comentei com as meninas: "Paris ainda é minha cidade preferida, muito mais bonita que Londres". Mas à noite... ver a cidade toda iluminada com um amarelo escuro foi fascinante.
A primeira imagem que eu guardei da Escócia quando abri os olhos dentro do ônibus foi o Mar do Norte banhando uma cidadezinha fria, cinza, verde e chuvosa. Foi amor à primeira vista. Tanto que não consegui dormir mais até o final da viagem. Chovia um pouco, depois saía um solzinho tímido - e voltava a chover. Uma chuva bem fininha, aconchegante. E eu com os olhos grudados no vidro, olhando as ondas fracas, a prainha vazia e os campos verdes. De vez em quando umas casinhas de pedra, onde eu imaginava que havia um pãozinho quente e um bule de café recém passado.
Mais alguns minutos de rodagem e chegamos a Edimburgo. Ficou registrado na minha memória como a "cidade das pedras escuras". Ali a chuva já caía com gosto, tanto que pegamos um táxi até o nosso albergue.
O grande susto de Edimburgo foi exatamente o albergue. Ambiente fedido e feio, mal cuidado, sujo, o quarto era estranho e nem estava limpo ainda quando chegamos para fazer o check-in. O chuveiro não esquentava e para dar a descarga você tinha que fazer um curso profissionalizante. O café da manhã era deprimente, com copos fedidos e pãozinho pobre. O César já não tinha mais do que reclamar, até pras camareiras ele tentou, mas elas não gostaram e responderam em alemão. Ou seja: nunca fique no Globetrotter Inns Edinburgh, por mais barato que seja. Vá, entretanto, um dia até lá só para conhecer seu quintal. Já essa foi a zebra do hotel: a localização. Embora longe do centro da cidade, fica numa encosta onde se vê o melhor pôr-do-sol pintando de laranja o mar. Ali a gente conseguia ficar horas sem se estressar. Aliás, desestressando.
Mas voltemos a Edimburgo: cidade da gaita de foles, capital do melhor país que eu já conheci (ok, brigando feio com o sul da Alemanha, mas isso eu comento depois), com seus escoceses usando kilt - César, me desculpe, mas eu acho um charme - e DA MELHOR COMIDA DO REINO UNIDO!!! Eba, até que enfim conseguimos comida que se preste na ilha! Nós - eu e a Michelle - pedimos um prato que não sabíamos direito o que era. Frango recheado com haggis. Você sabe o que é haggis? Não? Então coma primeiro e pergunte depois, exatamente como nós duas fizemos. "Hum, parece beringela...", mas não é. A garçonete tentou explicar mas não entendemos. Só fomos saber o que era no dia seguinte... Mas o importante é que estava simplesmente delicioso! O César e a Renata também foram felizes na escolha, ou seja: a comida escocesa é magnífica. Cervejinha mexicana pra acompanhar (eu tenho que ir ao México) e coca-cola pra Michelle.
Passeamos pela rua do Castelo de Edimburgo, a Royal Mile, e comemos sanduíche do Subway ouvindo trechos de peças de teatro, músicas celtas, explicações sobre uma câmara de tortura no meio da cidade e sentindo o friozinho do verão escocês com algumas gotinhas de chuva. No Castelo, ouvimos as músicas de gaita de foles enquanto famílias inteiras de kilt se preparavam para algum evento - na verdade já estava acontecendo um pré-festival do Festival Internacional de Edimburgo. A rua toda continha músicos, atores distribuindo panfletinhos com propagandas das suas peças a valores bem receptíveis e guias de turismo com seus grupos.
No dia seguinte nos recusamos a tomar o café precário do hotel e fomos numa excursão para o norte da Escócia. Passamos inicialmente pela cidade de Stirling, e de lá até a primeira parada, em Glen Coe, as nossas vistas (a minha pelo menos) se encheram de pastagens verdes, fazendas, castelos, pousadas, lagos (loch), e histórias trágicas da Escócia vindas do nosso áudio dentro do ônibus. De vez em quando o motorista chamava a nossa atenção para alguma coisa legal que o áudio pré-programado pela empresa ignorara. Como um bisão muito querido ganhando carinhos de turistas numa parada com restaurantes e lojinhas típicas. Nesse áudio, inclusive, nós soubemos que na Escócia todo um carneiro é utilizado na culinária, e não só a carne dele. O que outros povos jogam fora, na Escócia vira algum prato. Como o nosso haggis mencionado lá em cima: bucho de carneiro recheado com tripas, cozido e cortadinho em quadradinhos. Eu não como nem carneiro, quanto mais suas tripas. Morro de dó. Tanto que não comi mais haggis no resto na viagem...
O nosso motorista falava, como toda a Escócia, um inglês meio diferente do que eu estou acostumada a ouvir. Seu relojinho se chamava "Smiley", que ele pronunciava "ismeili", e não o meu habitual "ismaili". O "right" dele também se pronunciava "reit", e não "rait". Mas independente disso conseguíamos quase sempre entender o que ele falava.
Glen Coe possui, como toda a Escócia, uma vista outstanding, na falta de uma palavra melhor em português. De lá nós seguimos para Inverness, onde passamos pelo Lago Ness e paramos para almoçar. Almoço de primeira categoria de novo. Acho que os ingleses não sabem cozinhar. Comemos uma sopa típica (eu, a Mi e a Rê. O César sempre difere da gente), com um lanche de rúcula. Si, eles têm rúcula. E tomates, queijos e temperos no prato. Cervejinha Stella e coca pra Michelle...
Em Inverness nós tivemos uma paradinha rápida só para conhecer o ponto central mesmo. Quarenta minutinhos para conferir que a Escócia é acolhedora, bonita e mais barata que a Inglaterra.
A última parada foi numa cidadezinha que, mesmo depois de uma pequena aula de "escocês", não conseguimos pronunciar o nome: Pitlochry. Com sua rua principal carregada de lojinhas fofas, bed and breakfast's, restaurantes e sorveteria, Pitlochry é um charme. Infelizmente foi outra parada bem curta, e logo retomamos o caminho de volta à imponente Edimburgo, com seus prédios antigos de pedra escura.
Jantamos no mesmo restaurante do dia anterior, e eu comi um sanduíche de salmão defumado com queijo brie, com uma taça de vinho. Tudo espetacular (e grande demais, a Michelle teve que comer as batatas que acompanhavam meu sanduíche - e olha que eu como beeeem!) por menos de 9 libras.
Mais um fantástico pôr-do-sol no albergue/casa-do-espanto e no dia seguinte fomos ao aeroporto embarcar para Paris.
Ah, agora sim é minha praia, penso eu. Paris eu conheço bem, nunca me desapontaria... Ledo engano, caro leitor. A cidade estava simplesmente um lixo. Lotada. Não, abarrotada de turistas. Suja. Quente igual a Teresina no B R O bró. E cara demais. Fiquei chocada. Não era aquilo ali que eu queria mostrar pras minhas irmãs justificando "não disse que era mais bonita que Londres?". Nossa, um horror. Ali eu me senti uma parisiense que odeia turistas. Dei razão a eles. Metrô lotado, filas pra tudo e debaixo de um sol chato da porr... Não subimos no Funiculaire de Montmartre por conta da fila. Fomos de escadas, correndo pra fugir dos argelinos que fazem pulseiras e quase sem fôlego pra subir tudo aquilo no sol. Quando chegamos lá em cima, lotaaaaado, falei pras meninas suadas:
- Aqui é a porra da Sacre Coeur e lá está a bosta da vista de Paris.
Credo, não tinha vontade de ficar ali. Aquele bando de gente. Pra tirar foto da vista, tinha que esperar alguém sair da beirada da escada e se encostar no lugar. E como tem chinês, meu Deus. Ô povo feliz que viaja a rodo!!! Se bem que eles são ultra gentis e educados... E estão sempre rindo.
A torre Eiffel não decepciona nunca, embora a fila sim. Assim como fila pra comprar água, sorvete, coca-cola... Mas para o crepe não tem fila que me segure. À noitinha, comemos crepe em frente à torre, que estava toda iluminada de azul em comemoração da França como presidente da União Européia. Linda. E o crepe delicioso...
O passeio pela parte "traseira" da Catedral de Notre Dame, porém, mostrava um trecho da cidade não invadida pelos turistas e limpa. Foi ali que a Michelle constatou:
- Paris realmente é bonita.
Pena que não dava pra ver isso o tempo todo.
Acho que a melhor parte da viagem em Paris foi a noite em Saint Michel. Aquele bairro é muito charmoso, e talvez a falta do sol e do calor fez com que ficasse do mesmo jeito que nós conhecemos. Só a raclete que comemos que foi diferente da outra: não estava assim tão gostosa, mas enchemos a pança com a ajuda de um vinho de Creta muito bom.
De Paris nós pegamos o carro e viajamos até Colônia, mas daí pra frente eu conto noutro post.
Até mais!

Monday, July 28, 2008

Desabafo

Hoje é segunda-feira, dia 28 de julho de 2008. Faltam 2 dias apenas para aquela viagem que estamos planejando há quase nove meses, é um bebê esperado com muita ansiedade.
Já definimos o roteiro, já compramos as passagens, já reservamos hotéis. Ainda não arrumei a mala - coisa atípica e estranha demais. Ainda não comprei as moedas - igualmente estranho. Não estou empolgada, não estou feliz, não estou animada. O que me deixa mais triste é saber que o César me viu toda animada há nove meses comprando as passagens e hoje não vê aquela Ingrid esperando o dia D. Me deixa triste vê-lo tentando me alegrar, tentando falar dos lugares que vamos ver e os que vamos rever, as coisinhas que eu iria comprar, os rios, as casas, as pessoas, as comidas. Nada disso me alegra, só me entristece por me lembrar que eu sou nada mais do que uma simples gota nesse oceano de coisas absurdas e injustas que vejo acontecer. E acho injusto da minha parte não demonstrar pra ele e pras minhas irmãs a alegria que é estar com eles em qualquer outro lugar.
O que aconteceu? Simplesmente me achei nesses últimos dois meses. Durante anos eu não soube o que fazer da minha vida ou não me interessava pelo rumo que ela estivesse tomando. Nem mesmo o meu casamento foi resultado de uma certeza infinita: um papel assinado por mim e pelo César não mudou em absolutamente nada do que sentíamos um pelo outro. E se não tivesse acontecido, estaríamos hoje vivendo na mesma casa, cuidando das mesmas cachorras e planejando a mesma viagem.
Meu emprego caiu de paraquedas na minha vida. Sempre soube que seria algo relacionado a aeroporto, mas não sabia necessariamente o que seria. Só tinha uma certeza: não seria comissária de bordo.
Ainda não fiz faculdade: não tenho idéia do que quero estudar com 31 anos. E não sei se daqui a 10 anos saberei. Não tenho pressa, não tenho vontade, não tenho pique e muito menos empolgação.
Sempre achei que a vida iria me levando ao meu futuro sem que eu precisasse mexer nos remos. tudo iria acontecendo gradualmente.
Mas agora parece que isso mudou. Quando vc conhece o seu futuro e gosta dele, quer que ele comece logo. Não estou com paciência de deixar que os outros decidam pela minha vida: eu queria decidir por ela sem pensar nas conseqüências.
Sempre trabalhei o padrão de tudo: na escola eu podia não ser a melhor aluna nem passar perto disso, mas não dava trabalho ao professor. Tentava ao máximo não conversar durante as aulas, tentava não ser rebelde, não fazer baderna, não cabular aula. Notas? Isso era o de menos. Minha função como "boa aluna" eu tentava cumprir fora dos boletins. E razoavelmente eu conseguia. Uma vez que minha mãe ouviu o contrário ao meu respeito eu não admiti. Levei-a para uma reunião de pais e a fiz questionar isso da professora responsável pela minha sala. E senti uma pontada de vingança quando a professora confirmou minhas suspeitas: eu era uma boa aluna no sentido em que eu me esforçava para tal - educada, respeitosa. Não uma boa aluna de notas. Minha mãe voltou pra casa irritada e desconfiada, afinal a monstra Ingrid (nervética, neurótica) não poderia jamais ser uma aluna quieta em sala de aula. Era muito mais plausível a versão do ser humano incapacitado que foi até a papelaria encher a cabeça da minha mãe de asneiras, se é que esse ser humano existiu. Pra mim ou era a própria imaginação dela ou era mesmo um ser de outro mundo.
Dessa forma eu moldei minha personalidade: fraca, mas não idiota. Não falo o que penso, não consigo me indispor com alguém, não falo algo que vai ofender a moral ou mesmo a idéia do indivíduo em questão. O que pode ser agressivo na minha pessoa são meus palavrões, são minhas brincadeiras, algumas idéias e algo dito na imprudência de não avaliar o momento ou seu impacto.
De resto, eu vivo minha vida de forma a aproveitá-la da melhor forma possível, e não de forma a prejudicar a de outrém. A única forma em que eu quero que minha vida interfira na vida de outra pessoa é positiva, agradável e que traga algo de bom e proveitoso. Não quero que minha vida seja um peso para outro, não quero que minhas atitudes revoltem outra pessoa, de modo a atrapalhá-la ou mesmo fazer um sentido negativo.
Sendo assim, como que eu consigo atrair o que é injusto pra mim? Como é possível que eu não possa me apaixonar por outra coisa que é palpável e perfeitamente cabível a mim e à minha vida e não poder aproveitar porque outras pessoas assim não o querem? Desde quando as minhas decisões têm que agradar a um sistema??? Esse mesmo sistema não protege minha vida, esse sistema não dá as mínimas para minha vida e de minha família. Esse sistema não interage, não me dá conselhos, não me ajuda e nem mesmo me dá retornos positivos.
Eu creio que a vida é hoje. O futuro não existe, eu o faço. E quero fazê-lo o melhor possível. Vou lutar por aquilo que creio ser o melhor pra mim e pra minha família, não interessa o que o sistema quer ou ache. Minha vida não é feita de achismos deste ou daquele. O que eu fiz de errado eu assumo e tento corrigir. O que eu não fiz de errado eu não aceito correções e muito menos castigo.
A partir de hoje eu vou tentar fazer aquilo que eu deveria estar fazendo há muito tempo: vou tentar me animar mais com a minha viagem com minha família e quando eu voltar eu vou lutar para ter o futuro que EU quero e mereço ter. E não o futuro que um sistema quer que eu tenha.

Sunday, June 22, 2008

Jundiaí

Nossa, são quase 2 meses desde a última vez q escrevi aqui!
Não imaginava que fazia tanto tempo, se bem que eu andei meio doida e correndo o tempo todo nesse último mês. Acontece que vim parar em Jundiaí. Peraí que eu vou contar direitinho como tudo isso aconteceu...
Um dia eu estava em casa e recebi um email do André perguntando quem daqui iria pra Jundiaí. Como assim, Jundiaí? Vai abrir uma torre em Jundiaí e a Infraero vai emprestar 6 controladores para trabalharem lá por 2 meses até que a Daesp contrate uma empresa terceirizada pra assumir. Bom, fui pra torre e conversei com o Mário, depois com o Myron, e fiquei sabendo que realmente GRU mandaria alguém. Pois bem: vc quer ir??? Hum... acho que quero... Afinal, estou deveras irritada com algumas pessoas da torre, e um ar puro não iria me prejudicar. Se bem que eu nunca trabalhei com aviação de treinamento, mas tudo pode ser uma escola se soubermos levar com paciência e um pouco de dedicação. Paciência dos outros, e dedicação minha, claro...
Eis que eu me encontro em meio a outros 5 controladores a caminho do SRPV em SP, para nossas aulinhas de SBJD. O pessoal veio emprestado de Macapá, Belém, Uberlândia, Belo Horizonte e de Londrina, a minha já conhecida e colega de quarto Fernanda.
Começamos a operar na torrinha no sábado, dia 31 de maio. Eu só via os aviõezinhos de um lado pro outro e achando tudo lindo, tudo fofo. É um tráfego completamente diferente daquele que estou acostumada a trabalhar: aqui PA34 é rápido!!! Em GRU era meu pesadelo!
O tempo foi passando e eu fui me apaixonando pelo trabalho, pelo aeroporto, pelos aviões e pela cidade. Estamos em um hotel muito tranqüilo em Jundiaí, a cidade é bonita, o ar é respirável, as pessoas são bem educadas e acessíveis. Não dá vontade de sair daqui pra ir pra Guarulhos. Aliás, estou indo uma vez por semana por conta do César e das minhas bebês.
O importante é que estou gostando muito daqui, estou aprendendo muito também e me adaptando bem. Vou ficar triste quando tiver que voltar pra minha realidade de SP...

Friday, May 16, 2008

Oláááááá!!!

Nééééésssa, quanto tempo sem escrever!!!
Pois é, a vida continua, os problemas vão sendo resolvidos ao passo em que outros vão aparecendo.
Hoje eu estava relembrando um assunto que discuti com o César algum tempo atrás: dom. É, eu acho que todas as pessoas nascem com um determinado dom, seja para cozinhar, para estudar, para cantar, para nadar. Ele não acredita nisso, acha que para tudo tem uma explicação. Por exemplo: eu sou horrível no desenho à mão livre. Tenebrosa. Mas a Renata e a Michelle desenham que é uma maravilha, sem terem feito um curso pra isso. A Renata chegou a entrar em um curso de desenho uma vez, mas para aperfeiçoar o que ela já fazia bem. Acho que fez umas duas aulas ao todo, e desenha bem até hoje. Algumas pessoas podem chamar isso de "facilidade": fulano tem facilidade pra desenhar. Eu chamo de dom. É como o vídeo que eu vi hoje de um menininho filho de russos que tem 6 anos, não fez curso de piano e toca em concertos para 6 mil pessoas... Como pode? Ele tem facilidade para ouvir e reproduzir os toques no piano? Dom!!! Quer algo mais simples? A tia do César que cozinha horrores, por exemplo. Tudo bem que foi pra cozinha cedo, mas caraca... como cozinha!!!

Thursday, April 10, 2008

Ah, Brasília...

Gente, como eu gosto dessa cidade. Acho que seria a segunda cidade no Brasil que eu escolheria pra morar. Sim, em primeiro lugar eu iria pro Rio. É, César, pode tirar sarro da minha cara, mas essa é a verdade. Da última vez que estive em Curitiba constatei isso: Curitiba é uma gracinha, mas eu não moraria lá. No Rio eu moraria. pode vir dengue, pode ter bala perdida, o que for: a cidade é mais que maravilhosa. Tem um clima de férias o tempo todo, o sabor da cidade é fascinante.

Wednesday, April 02, 2008

Tédio, 2ª parte

Argh, que tédio!!! Ficar em casa sozinha é um porre. Não sei como o César agüenta e gosta disso. Trabalhei de madrugada e agora estou aqui vendo o tempo passar em frente ao computador, sem nada mais interessante pra fazer. Acho que vou dar uma volta no shopping, esperar a Solange por lá e ir trabalhar direto de lá mesmo.

Monday, March 31, 2008

Cesinha viajando... e eu aqui cuidando das bebês...

Pois é... O Cesinha foi pra Brasília fazer o curso de inglês e eu fiquei aqui pra cuidar da casa e das crianças. Um dia antes da viagem, ele arrumou todas as roupas que levaria e juntou tudo em cima da mala verde de rodinhas. Eu, como um Amélia, perguntei se ele queria que eu arrumasse a mala pra ele. A resposta foi afirmativa seguida de um suspiro de alívio. Quando cheguei no quarto, vi as roupas empilhadas em cima da cama. Quase tive um treco. Ele havia separado umas seis calças jeans, umas dez bermudas e pelo menos vinte camisetas. Fora as cuecas, meias, pijamas, camisas de times e pólos. Caraca, César, você vai pra África fazer uma expedição ou tá fugindo de casa aos poucos??? Pra quê tanta roupa??? Quando eu fui pra ficar 40 dias levei a mesma mala verde de rodinhas, ele vai ficar 20 e levou a mala verde mais uma baita mochila emprestada da Marilisa. Isso pq eu levei shampoo, creme pra cabelo, pacotes de absorventes, batons e demaquilantes, caixinhas com brincos/pulseiras/colares/presilhas, toalha, cd player (daqueles tipo walkman, mas é um voluminho considerável na mala). E pensar que eu acho que sou a criatura mais exagerada da face da Terra toda vez que arrumo uma mala para viajar. Quando fui pra Amsterdam agora com a Cláudia, levei uma mala vinho (menor que a verde de rodinhas) e uma mochila. A mochila continha uma muda de roupas: uma calça jeans, uma blusa de lã, um sutiã, duas calcinhas, um par de meias, um par de luvas, um guarda-chuva, dois cachecóis e um gorro, fora os documentos. Na mala vinho tinha uma jaqueta do Michael Jackson, mais duas calças jeans (uma foi por engano, era pra só ter uma lá), várias meias, várias calcinhas, sutiãs, um sapato social, um conjunto social, o blazer da Mari, um chinelo pra tomar banho em banheiros de hotéis, acho que cinco blusas de lã, e depois aquela parafernália de coisas para me manter quentinha o tempo todo: meia-calça grossa, segunda pele, sutiã... A mala quase não fechou. Isso pra passar 9 dias. Me senti mal, "a exagerada", mas ainda tinha que pensar que talvez não voltasse no dia 19, talvez tivesse que ficar lá alguns dias mais e por isso tinha roupas-reserva. Sem contar que lá tava 2 graus, ou seja: roupa de frio faz mais volume e pesa mais!!! O doidinho sai daqui pra passar 20 dias numa temperatura média de 20 graus e desocupa metade do guarda-roupa dele. Pra não dizer que não levou roupa de frio, foi com uma única jaqueta vestida no corpo por causa do frio do avião.
Eu só queria saber pra quê tanta bermuda. Umas dez, sem brincadeira...

Wednesday, March 19, 2008

Viajar é bom, mas cansaaaaaa...


Arre égua! Cheguei agora à noite de viagem. Tô só o pó de cansada. Quase doze horas dentro de um tubo é trabalho chato pra danar.
Bom, vou dormir agora, então depois eu posto um pouco sobre minhas aventuras nas velhas terras européias. Só adianto que Paris continua a coisa mais linda que eu já vi, mas confesso que enjoei um pouco de ouvir tanto francês.
Mas diz aí se essa foto não ficou show de bola...

Wednesday, March 05, 2008

Céu estrelado

Sábado eu fui pra Valinhos comemorar o aniversário da Michelle. Cheguei lá de tardezinha, conversamos um pouco na cozinha e logo em seguida a Renata pegou um espumante e fomos ao terraço bater papo e observar o entardecer, a vista das primeiras estrelas e, por fim, a faixa clareada da Via Láctea. E só hoje, deitada em minha cama, pronta pra dormir, foi que percebi que isso é uma das coisas que mais sinto falta em Guarulhos: deitar sob um céu estrelado e contemplá-lo. Tudo aquilo é magnífico, e todas as vezes que nós três deitávamos no quintal para observá-lo, víamos coisas novas e diferentes. Dessa vez o Cruzeiro do Sul estava virado para Leste, vimos Marte e também um satélite (que a Michelle não viu...). Chegamos a forçar a vista para decifrar um avião nas estrelas, tão alto que este estava. Céu mais bonito que esse eu vi uma vez, em Jericoacoara, mas chega a ser uma comparação injusta: lá, a falta de postes com iluminação pública favorece uma visão espetacular do céu.
Será que algum dia eu ainda vou poder arrumar um cantinho escuro aqui, numa noite sem nuvens, para poder matar essa saudade de vez em quando?

Tuesday, March 04, 2008

Opening Theme

É um tipo clássico de música que eu procuro porque sei que quase sempre vou gostar: música de abertura de filme. No mais, músicas compostas especialmente para aquele filme, músicas temas de filmes (pelo amor de Deus, nada comparado com "My Heart Will Go On" - não que eu não goste, mas não é uma música instrumental caricata da película em questão). Gosto mesmo é de Barra Barra, por exemplo, de Falcão Negro em Perigo, ou a espetacular Chant. E quem aí já gravou no IPOD The Dragon Boy, de Joe Hitaishi? Ahá, nem sabe do que estou falando, não? É uma das músicas mais místicas de A Viagem de Chihiro. Acho que eu sou a única doida no circuito onde vivi que procura esse tipo de música. Uma coisa é você me falar que gostou da trilha sonora de Ou Tudo Ou Nada (excelente), com ótimas peças dos anos 70 e 80 como Donna Summer, outra coisa é comprar o cd de Além da Linha Vermelha. E, sim, é desse tipo de música que estou falando. É esse tipo de exclusividade que eu curto quando vejo um filme e corro atrás da trilha sonora. Procurando em meus acervos acho algumas jóias como:
- All Is White, de A Marcha dos Pingüins (da espetacular Emilie Simon)
- Opening Theme, de Beleza Americana
- Trainspotting, de - claro - Trainspotting (de Primal Scream)
- He Mele No Lilo, de Lilo & Stitch (ahhh... gracinha, vai?)
- Cassino, de Corra, Lola, Corra - esse, aliás, comprei o cd por gostar de praticamente tudo. E esse não foi o único estranho no ninho das músicas populares que eu tive o privilégio de ter em minhas mãos... Também amei outras, como: Falcão Negro em Perigo, Além da Linha Vermelha, Clube da Luta, A Lista de Schindler, Cruzada, Chihiro (siiiim!), Snatch...

(oo)

Engraçado... acabei de voltar da torre (onde só tomei duas latinhas), estou me sentindo feliz e com vontade de dançar... Será que a danada da loirinha já subiu??? Só duas latinhas???
Hum...
Pelo bem ou pelo mal, vou ligar uma musiquinha.

Sobre "Cinema, Aspirinas e Urubus"

Excelente. Filme nacional (e olha que eu não gosto de cinema nacional...). Anos 40. Conta a estória de um jovem alemão que, fugindo da guerra em seu país, cruza o sertão nordestino para vender aspirinas. No caminho, dá carona a um jovem nordestino que está fugindo da seca. Juntos eles viajam de povoado a povoado, divertindo os moradores locais com um filminho que conta a história da Aspirina, e vendendo o remédio depois da sessão de cinema. Durante esse tempo, eles vão se conhecendo e aprendendo mais sobre a personalidade de cada um: enquanto o alemão se vê fascinado pelo cenário seco e desértico do sertão, com seus habitantes simples e promissores, o jovem nordestino se mostra revoltado e intolerante quanto ao lugar que quer desesperadamente abandonar. Filme muito bem feito, cenários impecáveis, direção calma e contemplativa. É verdade que é um filme lento, tanto de narrativa quanto de ações. Mas esse é o ponto forte do filme. Você consegue até mesmo sentir o calor e a poeira do lugar enquanto aprecia esta pequena obra.

Monday, March 03, 2008

E a Reunião de Meninas??? Esqueci de comentar!

Ahá! A reunião foi boa demais!!! Faltou gente, é verdade, mas estava muito boa. Lista de presença: Estela, Simone, Sílvia, Márcia, Grauce, Graziela, Marilisa, Cláudia, Guididi. Quando eu acabei de cortar os queijos, só a Estela tinha chegado. Eu estava com calor e comentei que me arrependi de pedir vinho, deveríamos ter combinado cerveja. No final das contas, todo mundo trouxe um espumante ou frisante que colocamos na geladeira e tomamos como se fosse coca-cola. A Sílvia preparou a raclete, e jogamos mau-mau a noite toda. E fumamos. Cigarretes e Narguile. No mais, a gente jogou, riu, se divertiu. Os naipes viraram brócolis, balãozinho, coração e árvore. Músicas árabes, ciganas, gregas, francesas... Raclete. E dá-lhe vinho!!! No final da noite o tapete novo da Guididi já abrigava algumas mais sonolentas devido ao vinho. Mais uns joguinhos animados e a reuniãozinha chegou ao fim. Tenho certeza de que todo mundo curtiu bastante a noite onde muitos imaginaram que se trataria apenas de sapatos, maridos, filhos e falar mal dos outros. Mas estava tão bom que nem nos lembramos disso.

Diga-me que Cerveja tomas e lhe direi quem és...

Bom, desde a preparação para a aguardada reunião de meninas até hoje se passaram dois dias. Na sexta-feira eu acordei quase a uma da tarde (calma, eu tirei pernoite), fui comprar um meigo tapetinho, almocei na costelaria e voltei pra limpar a casa. Quase às seis da tarde, sala limpa e devidamente encerada, coloco o tapete novo para ver como fica. Ai, me apaixonei! Não quero mais tirá-lo de lá, embora eu saiba que daqui uns três dias ele estará vermelho devido à terra que sobe das obras da rua de baixo. Mas eu quero vê-lo na sala o tempo todo! Ele é muito fofo, lindinho, grande, deixa as marcas dos pés quando pisamos nele, dá pra jogar um travesseiro no chão e deitar vendo filme. Aí, lá vai o César todo delicado com aquele chinelo de andar na rua pisando na minha nova relíquia bem em frente aos meus olhos! Depois do grito aturdido que dei, ele maneirou um pouco e só colocou um copo gelado e deixou a faca suja de farofa cair nele. Passei a noite trabalhando e não sei se ele jantou em cima do meu tapetinho, mas acho que vou começar a deixar uma câmera escondida na sala pra ver o que ele apronta ali quando eu saio. Em relação a sujar o tapete, é óbvio.
Ai, ai...
Hoje eu fui elogiada pelo rapaz da padaria aqui perto de casa porque eu sei escolher cerveja. Ah, é mole? Achei até engraçado: são os tempos contemporâneos, uma mulher ser elogiada não porque tem bom gosto ao comprar sapatos ou móveis, mas sim porque sabe escolher cerveja. Espero que a Vivi saiba disso antes de me chamar de "Paulista Sem Costume" toda vez que eu for pegar uma cerveja em cima da mesa do buteco em Teresina. Duvido que ela já tenha sido elogiada assim.

Thursday, February 28, 2008

Reunião de Meninas


Então... sexta-feira próxima nós vamos promover a primeira reunião só de meninas da torre Guarulhos e agregadas (filhas, irmãs, sobrinhas...) aqui em casa. Tudo começou com um convite para um carteado bastante inocente. Afinal, eu só jogo buraco e canastra, que descobri há pouco se tratar praticamente do mesmo jogo. Pra você ver como jogo bem. Então jogamos um pif-pafizinho, um mau-mau (ou seria mal-mal???), Yam, Can-Can, Dicionário... Qualquer coisa que nos faça animar um pouco, parar de se irritar com a vida e tomar boas doses de vinho tinto. Hum, vinho? Então vamos comprar uns queijinhos, não? Daí, do queijo passou pra raclete, que passou pra lambrusco, que não sei como lembrou charuto, e por fim teremos narguilê. Acho que baralho que é bom ninguém vai jogar. A Michelle também se animou e disse que vem pra cá na sexta-feira à noite. Espero que todas que confirmaram compareçam mesmo. E, meninos, não fiquem escafifados tentando imaginar sobre quem falaremos a noite toda. O que sair da linha "vinho/fumo/queijo" será com certeza sapatos ou perfumes.

Monday, February 25, 2008

Chá Turco

Estou aqui, saboreando um delicioso chá que a Sílvia trouxe da Turquia. É de maracujá com canela. Muito bom. Relaxante. Não que eu precise, hoje estou muito mais contente do que nas semanas atrás. Bom, pra começar, a Simone continua na nossa equipe (ebaaaaaaaaaaaa!). Fiquei muito contente com essa notícia. Acho que o supervisor que não vai gostar muito: seremos 5 mulheres na equipe!!! Imagine o tanto de conversê que vai rolar o tempo todo. Pra evitar de ficar a noite fofocando com a Sílvia (sobre Melissas, na maioria das vezes), vou cair de auxiliar da Mari, aí já viu. Se for me deixar longe da Mari, vou cair com a Simone ou com a Luciane. Ou seja: meninos, sua paz acabou. E dizem que quando mulheres trabalham juntas seus ciclos orgânicos se comunicam e tudo acontece ao mesmo tempo. Imaginem agora 5 meninas com TPM na mesma equipe. Céus!

Sunday, February 24, 2008

Ahhh... vião!

Viajar é bom demais, né? Quem não gosta de arrumar as malinhas, fuçar preços de passagens, de hotéis, restaurantes, colecionar fotos, chaveirinhos, canecas, colocar o cinto de segurança, olhar pela janela (do carro, avião, trem...), ver o mar lá embaixo ou a copa da última árvore da última montanha, ou ainda a diversidade de azuis do céu, ou a borra verde de uma paisagem bucólica de interior sobre os trilhos do trem... Eu adoro viajar. Só não viajo mais por falta de dinheiro. O César uma vez me disse que viver bem de grana, para ele, significa viajar quando bem entender. Eu gostaria de viver assim.

Wednesday, February 20, 2008

Contos proibidos

Havia um dia em que a mente tentava provar de todas as maneiras que ela era a única rainha em um mundo habitado por uma única alma. =)

Estou com problemas de vícios. Acho que é coisa séria mesmo. Já fui viciada em comprar maria-chiquinhas para o cabelo. Teve um dia que saí de casa cedo, fui ao centro de Guarulhos e me enfiei no meio de uma meia dúzia de mães alvoroçadas em achar a chuquinha perfeita para a filhinha de 5 anos. Maria-chiquinha de elefante, bonequinha, dadinhos, morangos, bichos estranhos, joaninhas, borboletas, cheio de folhas caindo, imitando cachoeira, balas, carrinhos, cheeeeeeio de purpurinas... Elásticos para cabelo. Palitos japoneses (para cabelo). Piranhas coloridas. Bico de pato prata. Enfeites viúvos (aqueles que deveriam vir com um parzinho, mas só vendem "unidades separadas"). Arquinhos (atual tiaras). Piranhiquinhas. Enchi uma sacolinha de troços para o cabelo e fui pegar o ônibus, feliz da vida, como uma criança quando ganha doce. Hoje tá tudo espalhado pelo meu guarda-roupa. Ou melhor: o que sobrou da tal sacolinha de troços, pq a maioria eu não sei onde fui perdendo. Hoje estou sempre com pressa, amarro o cabelo com a primeira coisa que achar na frente.
Daí veio o vício a maquiagem. Blush de tonalidades rosa. Demaquilante. Sombra preta, prata, rosa, verde, marrom, azul... Rímel. Demaquilante. Lápis preto e marrom. Demaquilante. Pó facial e pó compacto. Sombra compacta. Demaquilante. Percebeu a quantidade de demaquilante que eu utilizei? Eu ficava horas e horas em frente ao espelho treinando minhas maquiagens. Daí, toma-lhe litros de demaquilante para limpar tudo depois.
Já tive várias fases de vícios. Vários produtos entraram para o rol de consumismo desenfreado conduzido por uma psicose adicta de colecionar o mais precioso bem da temporada Ingridiana. DVD's. Papel de carta (esse faz teeeeeempo). Desenhos de flores. Tintas e produtos de artesanato. Meias. Bijouterias. Esmaltes. Toalhas. Havaianas.
Lembrei disso tudo ontem, durante uma festa de aniversário muito boa. Estava um pouco reticente no começo, não queria tomar cerveja pq estava dirigindo (muito cabeça pra mim, mas era o correto). Aí vi a Patrícia tentando com todas as forças empurrar um pedacinho de salsicha pra Carol, que quase não abria a boquinha, evitando assim uma alimentação que viria de qualquer maneira. A partir daí, resolvi curtir a festa com direito. Tudo o que serviam, eu comia. Churrasquinho? Aceito. Quer um refrigerante? Soda, por favor. Cachorro quente? Siiiiiiiim!!! Aceita um crepe de doce de leite? Quero. Outro crepe? Sim. Crepe de queijo? Me dá três, por favor. Vamos lá na mesa de docinhos pegar maria-mole? (respondo com cara de traquina) Vamos!!!! Bolo, brigadeiro, docinhos, SORVETE DE COCO depois do bolo!!! Ave, mas eu comi... Comi com vontade, sem pensar em nada, em dieta, em mãe, em dormir...
Parecia uma viciada em festas infantis. Parecia a Ingrid de 10 anos, que roubava docinhos nas festinhas dos vizinhos e enfiava nos bolsos pra levar pra casa, melando tudo. Ontem aproveitei para roubar uns três docinhos e trouxe comigo, mas sem meleira: embrulhados em guardanapo de papel. Bem à moda balzaquiana. Afinal, não sou mais uma criancinha.

Sunday, February 17, 2008

Chuva!

Minha nossa, parece que o mundo está se acabando... Acho que esse mês eu vi mais chuva do que em um ano. E chove que parece que o céu todo vai desabar. Estava aindo a uma apresentação de dança flamenca em São Paulo com a Simone, Rodrigo e Sílvia, e voltei da Dutra. O pior é que eu peguei um retorno que nunca tinha visto antes, e como a visibilidade estava horrível, fiquei com medo até de me perder por não enxergar as marcações brancas na rua e nem as placas de indicação da rodovia. Creeeedo! Pois é. Acho que o César ficou irritadinho pq eu saí sozinha, e deve ter feito uma dança da chuva aqui na frente logo que eu saí. Eu falei isso pra ele quando cheguei, mas ele negou. Claro que iria negar...

Friday, February 15, 2008

Perder o sono por conta de trabalho... de novo???

É, na verdade não foi por causa do "trabalho" em si, mas sim por causa de "acontecimentos no trabalho". Quer o português claro? Tô de saco cheio de ouvir gracinhas de gente que já trabalhou em outras torres de controle menosprezando a torre Guarulhos e os operadores daqui que só trabalharam aqui. Nós não temos visão do mundo, nós não podemos ser chamados de controladores, nós temos o rei na barriga, nós somos "bate-mal", nós não trabalhamos app convencional, nós somos o terror da aviação. Caraca, eu sou uma porcaria mesmo!!! Quer dizer que minha operação fica atrás de todo esse povo ótimo que saem das várias localidades onde trabalharam e graças a isso são os excelentes controladores de Guarulhos? Vai me desculpar, mas eu não agüento mais esse tipo de comentário. Tem gente que trabalhou um ano aqui, e quando saiu a transferência pra outro lugar, saiu falando que "agora sim vou virar controlador de vôo". Vá às favas!!! Eu saí da escola como TODO MUNDO que trabalha ali. Nos cursos práticos tive aula da droga de APP convencional e ACC, como TODO MUNDO. Só porque só trabalhei em Guarulhos não quer dizer que sou melhor nem pior que ninguém ali naquela torre. E vem me falar que o povo de Guarulhos é muito folgado em comparação com o povo de outras localidades!!! E digo aqui, aqueles que vieram de outras localidades mas não se gabam como se isso fosse um troféu acabam ganhando mais ainda o meu respeito, se é que isso vale de alguma coisa. Eu estou aqui porque gosto daqui, gosto do trabalho que exerço nesta torre e gosto sim do povo daqui. Mas tenho plena certeza de que se pedir transferência para outra localidade, vou trabalhar como trabalho aqui, vou cumprir com minhas obrigações no tráfego aéreo e voltar pra casa com a consciência de trabalho cumprido, como faço aqui. Se o faço bem ou não, o que importa é que o fiz tentando dar o melhor de mim, nas melhores condições possíveis. Então não venha querendo se achar o último biscoito recheado do pacote só porque trabalhou noutro aeroporto. Se era tão bom assim, porque saiu de lá??? Tem gente que saiu de BH (lugar espetacular deve ser esse) e veio pra cá, e eu nunca os ouvi querendo ser melhores que os outros. Interessante é que esses mesmos que vieram de BH saíram de lá pq tinham vida ou família aqui em GRU. E não se acham superiores por causa disso.

Wednesday, February 13, 2008

Sobre não ter filhos...

Se você é um grande defensor da reprodução humana, nem leia este post. Está carregado de teorias do caos, armagedom, fim dos tempos e murchamento da Terra por população demasiadamente enorme.
Ah, tema polêmico! Porque as pessoas se assombram tanto com esse assunto ainda hoje? O mundo está superpopuloso, tem um monte de criança na rua, não existem mais tantas planícies e chapadas inabitadas como antes. O mundo está crescendo demais. Não há vagas. Não sei como será daqui pra frente, daqui uns 100 anos. Acho que não vai haver parques. Talvez eu possa já adiantar uma parcela de um novo empreendimento "dentro" do Ibirapuera. Rios? Façamos pontes e vamos construir casas em cima das pontes. Muita gente tendo muito filho, só me lembra da época que ficamos com treze gatos dentro de casa, porque a gatinha matriz só tinha filhotes fêmeas, que só tinham filhotes fêmeas, que por sua vez só tinham filhotes fêmeas. O macho era o mistério. O problema é que ocorreu uma superpopulação de gatos em minha casa, e minha mãe estava entrando em paranóia. O que fazer com tantos gatinhos? Ou gatinhas? Dar? Pra quem? Pessoas que não cuidam bem nem do próprio pé, quanto mais de um gatinho indefeso.
Hoje em dia pessoas que não querem ter filhos são chamadas de egoístas. Mas onde eu sou egoísta por não ter me decidido ainda? Eu não tenho casa pra morar, não tenho responsabilidade para cuidar de uma planta, não tenho dinheiro para dar uma educação que eu considero decente, não moro em uma cidade onde tenha tranqüilidade em criar meus filhos e nem tenho previsão de mudança por um tempinho. Reclamo de tudo. Me acho uma criança em desenvolvimento letárgico demais. Sou irresponsável em muitos aspectos. Creio que cuido bem de minhas cachorras, mas sinto que poderia largar a internet de vez em quando e dar mais um carinhosinho nelas. Não sei, ainda não sinto aquela vontade de ser mãe e me incumbir da criação de alguém. Não sinto. Senti quando meu pai morreu, senti vontade de dar um neto pra minha mãe, já que pra ele não dava mais tempo. Mas qual teria sido a diferença na vida dele, outro neto? Teve uma época em que eu queria desesperadamente ter um filho. Mas essa fase passou. Pode ser que amanhã eu acorde doida para engravidar, mas não hoje. Hoje eu sou apenas uma criança que busca a terra do nunca, sou uma criatura ainda perdida nos planejamentos de um adolescente: o que vou ser quando crescer???
Não sei, mas não gosto dessa cobrança social tão direta: "E aí, você é a bola da vez!". A única bola da vez que eu sou é no sentido literal da coisa: sou a gordinha da vez tentando outra dieta pra emagrecer. Quando ouvi isso, respondi na lata: "Hum, sou mesmo, mas já estou tentando perder esses quilos incômodos aos seus olhos". Arghhhhhhhhhhh... Acho que hoje eu estou meio enfezada. Credo, que palavra feia...

Wednesday, February 06, 2008

Estou sozinha...

Hum... Cesinha trabalhando. Entrou às seis da tarde e vai sair somente às seis da manhã. Eu aqui no quarto do computador, ouvindo música, tomando uma Itaipavinha ótima, lembrando de Teresina e digitando no teclado como se estivesse tocando um piano... (sério: até projeto a cabeça de um lado para outro, me sentindo a própria Stevie Wonder enquanto digito e tento decifrar a letra da música britânica que não conheço (eu cantando música em inglês sem conhecer a letra é algo que realmente vale um filminho de dois minutos). O problema todo é quando a gente acha que sabe cantar. Acho que o pior é quando eu realmente sei cantar a música: me sinto a Celine Dion, solto a voz (seguro a franga) e lá se vão os ouvidos virgens do menino César irritado por uma voz tão alienígena quanto monástica, que mais se assemelha a um sino (eu falei monástica como se relativo a igreja), meio fina, meio estranha, mas com a segurança que só quem conhece a letra pode fornecer. Hum, se o César ler isso vai ficar bloqueando todos os sites que divulgam letras de músicas na internet. Não, Cé, isso seria errado e um fiasco... Aliás, é exatamente por ficar sozinha assim como hoje que eu entro nesses sites e aprendo como se canta "My Heart Will Go On" certinho. Daí, meu anjinho, é só ouvir e apreciar. Afinal, quem canta os males espanta. E como diria Chico Bento: "espanta os bens também"...
Mudando de pato pra ganso: estava repensando minha vida esses dias atrás. Sabe, antes de continuar quero dizer que acredito piamente que as pessoas não mudam. Acho que elas melhoram ou pioram, dentro daquilo que elas são. Esse lema me acompanha desde episódios nada agradáveis que datam mais de dez anos desde hoje. Então, não sei até que ponto influenciada por esse ditado ou "amadurecida pela idade", resolvi aceitar minha vida do jeito que ela é e não mais pensar naquilo que me faz uma irresponsável sem tamanho. Acho que tentei sempre viver a vida com uma certa intensidade que muita gente considera como irresponsabilidade, mas às vezes não é. A vida é hoje. Amanhã eu posso não estar mais aqui (espero estar por muitos amanhãs...). Mas é a verdade. O ser humano já nasce acrescido de responsabilidades que não fazem juz à sua natureza. Tem que rir aos três meses, tem que falar "mamãe" até os onze e talvez andar antes dos quinze. É o natural dele, mas quando ele não o faz, inicia-se o nervosismo seguido pelo desespero de que algo não está certo. Tudo nos é esperado desde nosso nascimento, quando algo não sai como planejado, logo aparecem as dúvidas: "hum, ele ainda não anda? Tem algum problema". "Nossa, ela já está namorando? Cuidado, hein?". "Ele ainda não arrumou emprego. Deve ter algum problema de dislexia". "Meu Deus, ele é gay, eu não terei netos!!!". Calma, humanidade, nem tudo deve ser planejado dessa maneira, e tudo é mais normal do que se acredita. O mundo se preocupa com coisas estranhas ao meu mundo mágico e vibrante: não, eu AINDA não comprei uma casa. Não, eu AINDA não tenho filhos. Não, eu AINDA não fiz faculdade. E, quer saber? Ainda tenho coisas muito importantes para fazer que o mundo não me cobra! Nunca assisti "O Poderoso Chefão"! Nem "Os Imperdoáveis" ou ainda "Império do Sol"!!! Não fui a Belém, nem a Yucatán, Oslo, Salvador, Ouro Preto, Casa Branca (SP). Não pulei ainda de pára-quedas. Não dirigi um Audi A4. Não escrevi um livro. Não conheço um templo Budista. Não falo francês fluente. Não li meu último livro do Calvin. Aliás, parei no meio de "A Sombra do Vento" e nunca li Saramago. Veja: são coisas que para mim - INGRID - importam muito. E ninguém sabe disso. E tem muito mais ainda. Mas não reclamo: eu vivo minha vida e acho que isso é felicidade. Tenho contas a pagar, tenho prazos a cumprir, tenho que entender o British Airways falando inglês comigo, mas também tenho minhas próprias incursões e devaneios a imaginar, realizar, sonhar. E descobri que podemos ser felizes se esquecermos por um pouco de tempo tudo aquilo que a porcaria de Alexandre o Grande tentou quando começou com o troço de civilização. Ah, não foi ele não??? Tá vendo, mais uma coisa importante que tenho que fazer: estudar quem estabeleceu essas regras no nosso cotidiano. Nascer, crescer, se reproduzir e morrer.
Ahhhh... Muito profundo pra minha cabeça às duas e quarenta e cinco da manhã.

Amy Winehouse.

Bom, nunca tinha ouvido falar dessa cantora em minha vida. Só li que é uma doidinha que tá mais pra lá do que pra cá. Vive causando problemas e volta e meia se mete em alguma confusão. Li em algum lugar que estava sendo comparada com a tal da Janis Joplin. Daí que eu não me interessei mesmo pelas músicas: nunca fui fã da doida mencionada. Mas a curiosidade foi maior e não resisti: procurei ouvir uma música da Amy, e me apaixonei. She rocks. Muito boa. Ouvi quase um CD inteiro (é difícil que eu goste de um CD completo) e agora quero comprá-lo. Pô, agora tô aqui torcendo pra que a garota se saia bem da última "Rehab", para que continue cantando músicas suaves com um leve tempero "pub" e anos 60 que só ela, em minhas várias buscas musicais, faz e muito bem. Se posso descrever uma sensação de viagem sem fumo (claro), diria que ouvindo "You Know I'm No Good" me faz entrar em alfa. Tudo bem que uma cervejinha junto ajuda na psicodélica (ou diria "smoky") introdução no cenário fechado, pequeno, esfumaçado e tranqüilo da música. Mas é uma arte. Pouca coisa entendo eu de arte, mas essa e "Back to Black" são artes. E diria ainda genuínas, na minha pequena e inexplorada visão do mundo das notas e acordes. Únicas. Sentimentais. Perfeitas.

Wednesday, January 23, 2008

Vai um Carmenère aí?

Então, eu tava pensando em descer pra praia no domingo. Levar o Allan lá pra São Vicente ou Guarujá. Qualquer lugar que fosse bem pertinho, só pra ele brincar na areia um pouco. Não sei como anda São Vicente, faz realmente muito tempo que passei por lá. Da última vez que fui ao Guarujá, eu gostei. Tava cheio de gente, mas tranqüilo ao mesmo tempo.
De qualquer forma, vou pensar a respeito. Guarujá, Bertioga, Zoológico ou Embu. Isso é, se é que eles vão ficar aqui até domingo. Talvez minha mãe se canse em CWB...

Só para passar o tempo, vou fazer uma listinha de cidades que o César pediu:
- Teresina
- São Luís
- Parnaíba
- Jericoacoara
- Fortaleza
- Natal
- Ilhéus
- Porto Seguro
- Goiânia
- Brasília
- Uberaba
- Rio de Janeiro
- Curitiba
- Penha
- Blumenau
- Camboriú (tem acento?)

SP
- São Paulo
- São José dos Campos
- Caraguatatuba
- Ubatuba
- Guarujá
- Praia Grande
- São Vicente
- Santos
- GUARULHOS (!!!!)
- Poá
- Suzano
- Vinhedo
- Jundiaí
- Hortolândia
- Sumaré
- Limeira
- Americana
- Santa Bárbara d'Oeste
- Porto Ferreira
- Pedreira
- Jaú
- Bauru
- Lins
- Presidente Prudente
- Presidente Epitácio
- Campinas
- Louveira
- Descalvado
- Nova Odessa
- Lorena
- Aparecida
- Piracicaba
- Itu
- Salto
- Sorocaba
- Bragança Paulista
- Atibaia
- Amparo
- Ibitinga
- Serra Negra
- Rio Claro
- Dois Córregos
- São João da Boa Vista
- Jaguariúna
- Morungaba
- Santa Isabel
- Salesópolis
- Paulínia
- Cabreúva

Uia...

Tuesday, January 22, 2008

Uááááááá... que preguiça!


Rapaz, estou numa preguiça desgraçada hoje. Trabalhei durante toda a tarde, com ameaças de auditoria a cada minuto que se passava. Todas as empresas são iguais. O Poltergeist chamado "auditoria" tira qualquer um do sério. Que coisa.
Menino, e eu tava vendo agora que o Heath Ledger morreu... Que pena...
Bom, só sei que amanhã eu não trabalho (graças a Deus), e nem no pernoitão. Vou pra Curitiba com a família.
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Tô com preguiça de escrever hoje. Sabia que não ia sair nada interessante quando resolvi escrever no blog. Humpf! Amanhã eu tento de novo.

P.S.: Foto da Guididi em Porto Seguro, nov/07.

Ciao!

Friday, January 18, 2008

Opa...

...acho q exagerei na Heineken...

Este sexo definitivamente é feminino...

Algumas pessoas já me perguntaram o motivo e a vantagem de manter um blog virtual na internet. Cheguei à resposta hoje: solidão. É isso mesmo, solidão pura. Eu tava lá na cozinha agora mesmo, tomando uma Heineken, sentada numa cadeira com as pernas confortavelmente estendidas em outra, conversando com o César. Acontece que ele estava mais preocupado em ouvir o programa esportivo do que escutar fofocagem de sua esposa nada quieta. Eu quando começo a falar desembesto e não páro mais. Daí ele tira o fone do ouvido e me olha igualzinho àquela velhinha do filme "Apertem os Cintos...", quando o Ted Striker começa a falar da vida amorosa dele com a comissária, a toda doce Elaine. Eu continuo a falar meio que por obrigação; sei que se parar de falar e fazer cara de coitada ele tira de vez o fone do ouvido e insiste: "Conta! Eu tô ouvindo!", mas sei que na verdade ele quer dizer: "Droga! Bem agora que iam falar do treino do Frá". Então, meus caros, me sinto sozinha. Su-zi-nha. Queria ter uma amiguinha aqui pra ficar fofocando. Afinal, o melhor de tomar uma cerveja geladinha dessas pra relaxar é quando começamos a falar da vida dos outros. A minha já é bastante complicada, não preciso ficar falando dela e me lembrando dela o tempo todo... Ui, ui. Acho que vou descer e tomar outra Heineken, mas dessa vez, assistindo Seinfeld.

Monday, January 07, 2008

FÉRIAS!!!


Hã? Se eu estou de férias? Não, não estou. Ainda... Mas já estou planejando tudo. Tenho folhas e mais folhas com projetos, planejamentos, itinerários, mapas, relação de gastos... Hum, é meio estressante, até. E, se eu der sorte, ainda pego Jericoacoara antes de voltar ao trabalho. Mas aí vai depender do quanto eu vou gastar na primeira viagem do mês.
A torre vai bem, obrigada. Com algumas discussões mais acaloradas, outras nem tanto, outras somente nas nossas cabeças iluminadas e pensativas.
Hum, vou dar comida pras meninas. Essa foto foi tirada na torre, na virada do ano.

  I wanted a pretty name for the death. But I wanted a simple, easy, common name. I didn't want to call her Miss Death. Death, The Hour,...