Monday, March 31, 2008

Cesinha viajando... e eu aqui cuidando das bebês...

Pois é... O Cesinha foi pra Brasília fazer o curso de inglês e eu fiquei aqui pra cuidar da casa e das crianças. Um dia antes da viagem, ele arrumou todas as roupas que levaria e juntou tudo em cima da mala verde de rodinhas. Eu, como um Amélia, perguntei se ele queria que eu arrumasse a mala pra ele. A resposta foi afirmativa seguida de um suspiro de alívio. Quando cheguei no quarto, vi as roupas empilhadas em cima da cama. Quase tive um treco. Ele havia separado umas seis calças jeans, umas dez bermudas e pelo menos vinte camisetas. Fora as cuecas, meias, pijamas, camisas de times e pólos. Caraca, César, você vai pra África fazer uma expedição ou tá fugindo de casa aos poucos??? Pra quê tanta roupa??? Quando eu fui pra ficar 40 dias levei a mesma mala verde de rodinhas, ele vai ficar 20 e levou a mala verde mais uma baita mochila emprestada da Marilisa. Isso pq eu levei shampoo, creme pra cabelo, pacotes de absorventes, batons e demaquilantes, caixinhas com brincos/pulseiras/colares/presilhas, toalha, cd player (daqueles tipo walkman, mas é um voluminho considerável na mala). E pensar que eu acho que sou a criatura mais exagerada da face da Terra toda vez que arrumo uma mala para viajar. Quando fui pra Amsterdam agora com a Cláudia, levei uma mala vinho (menor que a verde de rodinhas) e uma mochila. A mochila continha uma muda de roupas: uma calça jeans, uma blusa de lã, um sutiã, duas calcinhas, um par de meias, um par de luvas, um guarda-chuva, dois cachecóis e um gorro, fora os documentos. Na mala vinho tinha uma jaqueta do Michael Jackson, mais duas calças jeans (uma foi por engano, era pra só ter uma lá), várias meias, várias calcinhas, sutiãs, um sapato social, um conjunto social, o blazer da Mari, um chinelo pra tomar banho em banheiros de hotéis, acho que cinco blusas de lã, e depois aquela parafernália de coisas para me manter quentinha o tempo todo: meia-calça grossa, segunda pele, sutiã... A mala quase não fechou. Isso pra passar 9 dias. Me senti mal, "a exagerada", mas ainda tinha que pensar que talvez não voltasse no dia 19, talvez tivesse que ficar lá alguns dias mais e por isso tinha roupas-reserva. Sem contar que lá tava 2 graus, ou seja: roupa de frio faz mais volume e pesa mais!!! O doidinho sai daqui pra passar 20 dias numa temperatura média de 20 graus e desocupa metade do guarda-roupa dele. Pra não dizer que não levou roupa de frio, foi com uma única jaqueta vestida no corpo por causa do frio do avião.
Eu só queria saber pra quê tanta bermuda. Umas dez, sem brincadeira...

Wednesday, March 19, 2008

Viajar é bom, mas cansaaaaaa...


Arre égua! Cheguei agora à noite de viagem. Tô só o pó de cansada. Quase doze horas dentro de um tubo é trabalho chato pra danar.
Bom, vou dormir agora, então depois eu posto um pouco sobre minhas aventuras nas velhas terras européias. Só adianto que Paris continua a coisa mais linda que eu já vi, mas confesso que enjoei um pouco de ouvir tanto francês.
Mas diz aí se essa foto não ficou show de bola...

Wednesday, March 05, 2008

Céu estrelado

Sábado eu fui pra Valinhos comemorar o aniversário da Michelle. Cheguei lá de tardezinha, conversamos um pouco na cozinha e logo em seguida a Renata pegou um espumante e fomos ao terraço bater papo e observar o entardecer, a vista das primeiras estrelas e, por fim, a faixa clareada da Via Láctea. E só hoje, deitada em minha cama, pronta pra dormir, foi que percebi que isso é uma das coisas que mais sinto falta em Guarulhos: deitar sob um céu estrelado e contemplá-lo. Tudo aquilo é magnífico, e todas as vezes que nós três deitávamos no quintal para observá-lo, víamos coisas novas e diferentes. Dessa vez o Cruzeiro do Sul estava virado para Leste, vimos Marte e também um satélite (que a Michelle não viu...). Chegamos a forçar a vista para decifrar um avião nas estrelas, tão alto que este estava. Céu mais bonito que esse eu vi uma vez, em Jericoacoara, mas chega a ser uma comparação injusta: lá, a falta de postes com iluminação pública favorece uma visão espetacular do céu.
Será que algum dia eu ainda vou poder arrumar um cantinho escuro aqui, numa noite sem nuvens, para poder matar essa saudade de vez em quando?

Tuesday, March 04, 2008

Opening Theme

É um tipo clássico de música que eu procuro porque sei que quase sempre vou gostar: música de abertura de filme. No mais, músicas compostas especialmente para aquele filme, músicas temas de filmes (pelo amor de Deus, nada comparado com "My Heart Will Go On" - não que eu não goste, mas não é uma música instrumental caricata da película em questão). Gosto mesmo é de Barra Barra, por exemplo, de Falcão Negro em Perigo, ou a espetacular Chant. E quem aí já gravou no IPOD The Dragon Boy, de Joe Hitaishi? Ahá, nem sabe do que estou falando, não? É uma das músicas mais místicas de A Viagem de Chihiro. Acho que eu sou a única doida no circuito onde vivi que procura esse tipo de música. Uma coisa é você me falar que gostou da trilha sonora de Ou Tudo Ou Nada (excelente), com ótimas peças dos anos 70 e 80 como Donna Summer, outra coisa é comprar o cd de Além da Linha Vermelha. E, sim, é desse tipo de música que estou falando. É esse tipo de exclusividade que eu curto quando vejo um filme e corro atrás da trilha sonora. Procurando em meus acervos acho algumas jóias como:
- All Is White, de A Marcha dos Pingüins (da espetacular Emilie Simon)
- Opening Theme, de Beleza Americana
- Trainspotting, de - claro - Trainspotting (de Primal Scream)
- He Mele No Lilo, de Lilo & Stitch (ahhh... gracinha, vai?)
- Cassino, de Corra, Lola, Corra - esse, aliás, comprei o cd por gostar de praticamente tudo. E esse não foi o único estranho no ninho das músicas populares que eu tive o privilégio de ter em minhas mãos... Também amei outras, como: Falcão Negro em Perigo, Além da Linha Vermelha, Clube da Luta, A Lista de Schindler, Cruzada, Chihiro (siiiim!), Snatch...

(oo)

Engraçado... acabei de voltar da torre (onde só tomei duas latinhas), estou me sentindo feliz e com vontade de dançar... Será que a danada da loirinha já subiu??? Só duas latinhas???
Hum...
Pelo bem ou pelo mal, vou ligar uma musiquinha.

Sobre "Cinema, Aspirinas e Urubus"

Excelente. Filme nacional (e olha que eu não gosto de cinema nacional...). Anos 40. Conta a estória de um jovem alemão que, fugindo da guerra em seu país, cruza o sertão nordestino para vender aspirinas. No caminho, dá carona a um jovem nordestino que está fugindo da seca. Juntos eles viajam de povoado a povoado, divertindo os moradores locais com um filminho que conta a história da Aspirina, e vendendo o remédio depois da sessão de cinema. Durante esse tempo, eles vão se conhecendo e aprendendo mais sobre a personalidade de cada um: enquanto o alemão se vê fascinado pelo cenário seco e desértico do sertão, com seus habitantes simples e promissores, o jovem nordestino se mostra revoltado e intolerante quanto ao lugar que quer desesperadamente abandonar. Filme muito bem feito, cenários impecáveis, direção calma e contemplativa. É verdade que é um filme lento, tanto de narrativa quanto de ações. Mas esse é o ponto forte do filme. Você consegue até mesmo sentir o calor e a poeira do lugar enquanto aprecia esta pequena obra.

Monday, March 03, 2008

E a Reunião de Meninas??? Esqueci de comentar!

Ahá! A reunião foi boa demais!!! Faltou gente, é verdade, mas estava muito boa. Lista de presença: Estela, Simone, Sílvia, Márcia, Grauce, Graziela, Marilisa, Cláudia, Guididi. Quando eu acabei de cortar os queijos, só a Estela tinha chegado. Eu estava com calor e comentei que me arrependi de pedir vinho, deveríamos ter combinado cerveja. No final das contas, todo mundo trouxe um espumante ou frisante que colocamos na geladeira e tomamos como se fosse coca-cola. A Sílvia preparou a raclete, e jogamos mau-mau a noite toda. E fumamos. Cigarretes e Narguile. No mais, a gente jogou, riu, se divertiu. Os naipes viraram brócolis, balãozinho, coração e árvore. Músicas árabes, ciganas, gregas, francesas... Raclete. E dá-lhe vinho!!! No final da noite o tapete novo da Guididi já abrigava algumas mais sonolentas devido ao vinho. Mais uns joguinhos animados e a reuniãozinha chegou ao fim. Tenho certeza de que todo mundo curtiu bastante a noite onde muitos imaginaram que se trataria apenas de sapatos, maridos, filhos e falar mal dos outros. Mas estava tão bom que nem nos lembramos disso.

Diga-me que Cerveja tomas e lhe direi quem és...

Bom, desde a preparação para a aguardada reunião de meninas até hoje se passaram dois dias. Na sexta-feira eu acordei quase a uma da tarde (calma, eu tirei pernoite), fui comprar um meigo tapetinho, almocei na costelaria e voltei pra limpar a casa. Quase às seis da tarde, sala limpa e devidamente encerada, coloco o tapete novo para ver como fica. Ai, me apaixonei! Não quero mais tirá-lo de lá, embora eu saiba que daqui uns três dias ele estará vermelho devido à terra que sobe das obras da rua de baixo. Mas eu quero vê-lo na sala o tempo todo! Ele é muito fofo, lindinho, grande, deixa as marcas dos pés quando pisamos nele, dá pra jogar um travesseiro no chão e deitar vendo filme. Aí, lá vai o César todo delicado com aquele chinelo de andar na rua pisando na minha nova relíquia bem em frente aos meus olhos! Depois do grito aturdido que dei, ele maneirou um pouco e só colocou um copo gelado e deixou a faca suja de farofa cair nele. Passei a noite trabalhando e não sei se ele jantou em cima do meu tapetinho, mas acho que vou começar a deixar uma câmera escondida na sala pra ver o que ele apronta ali quando eu saio. Em relação a sujar o tapete, é óbvio.
Ai, ai...
Hoje eu fui elogiada pelo rapaz da padaria aqui perto de casa porque eu sei escolher cerveja. Ah, é mole? Achei até engraçado: são os tempos contemporâneos, uma mulher ser elogiada não porque tem bom gosto ao comprar sapatos ou móveis, mas sim porque sabe escolher cerveja. Espero que a Vivi saiba disso antes de me chamar de "Paulista Sem Costume" toda vez que eu for pegar uma cerveja em cima da mesa do buteco em Teresina. Duvido que ela já tenha sido elogiada assim.

  I wanted a pretty name for the death. But I wanted a simple, easy, common name. I didn't want to call her Miss Death. Death, The Hour,...