Tuesday, April 28, 2009

Café Cereja

Ontem à noite eu estava no MSN conversando com um amigo sobre café. Éramos dois viciados contando nossas aventuras em relação a um cafezinho bem passado, ou nossas odisséias para conseguirmos um. O fato é que café poderia ser caracterizado como droga, pelo menos pra mim. Se estou em casa por cinco dias, não vejo nem sombra de pó de café. Já se estou no trabalho... Desde a hora em que chego na torre, eu tenho que tomar um golinho. Se o café que está na garrafa foi feito pela equipe anterior no começo do turno deles, eu nem rendo a posição: se a equipe estiver completa, desço e preparo a gororoba líquida pra acalmar as lombrigas que me perseguem. Nem sempre sai legal: eu sempre ofereço o primeiro copinho pros meteoros de plantão para que eles provem. Minhas cobaias. Depois subo pra torre com a garrafa cheia.
O café já foi comparado por uma prima minha com o vinho. Peraí que eu explico: ouvi falar de um café onde os grãos são retirados do cocô de um bicho que parece um gato, torrados, moídos e vendidos por 270 dólares o quilo. O tal "gato" come os grãos, e o organismo do bichinho quebra as moléculas amargas do grão, então, assim dizem, o café sai quase doce quando coado. Mas 270 dólares??? Meio carinho, não? Mas não interessa: para uma viciada, eu pagaria por meio quilo da "hot stuff" pra experimentar. É onde entra a teoria dessa minha prima comparando o café ao vinho: ela acha que não adianta você pagar 100 reais numa garrafa de vinho se ainda não tem o paladar acostumado e apurado para sentir as notas daquele vinho em questão. Se você está acostumado com um Chalise (nusssa), vai tomar dois goles do Notas D Guarda Carmenère Santa Helena (meu sonho de consumo atual) e jogar o resto da taça na pia. Eu ainda não o comprei por esse motivo. E pelo motivo financeiro, claro... 200 reais a garrafa ainda não está a meu alcance. E ela acredita ser a mesma coisa com o café: se você não está acostumado a provar cafés diferentes, de outras regiões, não adianta pagar tudo isso pra talvez até se decepcionar com o gosto do café.
Bom, eu acho que pelo menos melhoramos bastante o nosso quesito café brasileiro, pelo menos na torre. O café que a empresa nos oferece se chama café Cereja. Conseguimos fazer uma degustação uma vez, exatamente como se faz com o vinho. Vinho você cheira, sente os aromas, difere cada nota, e acentua o paladar reconhecendo-os. Com o café também. O café Cereja é único e fácil de degustar. Você cheira e de imediato percebe o buquê de fumaça de alguma coisa não muito boa queimada. Fecha os olhos e experimenta um gole. A primeira nota é de feno... hum, dá pra sentir também a terra quase que de imediato. Joaninha... sim, esse sabor definitivamente é de uma joaninha. Tem um fundo de café também. Nossa... dá pra sentir várias coisas diferentes no café Cereja.
Meu Deus, deixa eu ir jantar que ganho mais...

Sunday, April 26, 2009

Ai, que horror...

Credo, pior que lembrar minhas tardes de domingo assistindo Chuck Norris na Globo esperando começar Os Trapalhões é ouvir fogos de artifício com a povaiada da rua gritando: "Êhhh, Corinthiano eu soooooooou!!!"... Que horror. Querem algo útil pra fazer eu arrumo já já. Ficar gritando na rua enchendo os vizinhos é lindo e sentimental, mas eu estava cansada e querendo dormir, e não ouvir berros alucinados de corinthianos quebrando meus tímpanos uma hora dessas.
Sem contar que minha casa está cheirando churrasco passado que os vizinhos torcedores fizeram.

Nossa, isso me deu mais sono e mais humor negro.

Thursday, April 23, 2009

Ops... tropecei...

Eu deveria ter tomado uma tequila quando cheguei em casa hoje. São exatamente 04h13 da matina e eu ainda estou sem sono.
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Será que se eu tomar agora presta??

Saturday, April 18, 2009

Pé na estrada!!!

Então, fio, vc sabe que eu ando passando mais tempo na estrada do que trabalhando e respirando, né? Pois é, eu vou pra Campinas, de lá pra Indaiatuba, volto pra Campinas, Guarulhos pela manhã e Campinas de novo à noite, vai pra Indaiatuba, dorme, Campinas, São paulo, Guarulhos... Não aguento mais ônibus. Mas hoje aconteceu um fato engraçado. Eu peguei o ônibus Indaiatuba/Aeroporto/São Paulo das 7 da manhã. Ôninus lotaaado de consumistas indo pro Bom Retiro ou São Bento gastar os trocados que receberam essa semana. Eu peguei uma poltrona vaga lá no fundão, última fileira antes do banheiro. Eu tirei o pernoite, então estava meio sonolenta e fui tirando uns cochilos até meados de Jundiaí. Eis que o povo enfurecido pelo cafezinho na rodoviária de Indaiatuba desembesta a levantar pra usar o banheiro que se localizava exatamente à minha retaguarda, e as batidas da porta não me deixaram mais dormir. E a procissão pro banheiro foi até quase o Terminal Tietê. Eu não sei que tanto de cafezinho que aquele povo tomou na rodoviária antes de embarcar. Mas o fato foi que, próximo ao DEIC, um garotinho levanta e anda pelo corredor sozinho até o banheiro, e logo atrás veio sua mãe tentando alcançá-lo. O menino não consegue abrir a porta do banheiro, e a mãe ajuda. A partir daí eu não vi nada (eles estavam atrás de mim), só ouvi e senti. O ônibus fez uma curva brusca, e com o movimento eu imagino que o menininho tenha sido projetado para dentro da privada, e deve ter tentado se proteger colocando as mãozinhas no assento da mesma, pois a mãe começou a gritar:
- Ai, MEU DEUS, seguuura!!! Nããão, cuidado... SEGURAAAA! Peraíííí... Ai, meu Deus... ai, meu DEUS!!!
Eu comecei a rir como uma doida no banco da frente, imaginando o menininho já mergulhado, ou mesmo com as mãozinhas sujas nem sei eu do que. Eu não conseguia parar de rir... Não sei se ela viu, sei que ficaram trancados no banheiro até a parada total do ônibus no Terminal. Eu desci e não fiquei olhando pra ver se o encardidinho descia chorando ou não.
Mas melhorou bastante meu humor.

  I wanted a pretty name for the death. But I wanted a simple, easy, common name. I didn't want to call her Miss Death. Death, The Hour,...