Monday, March 12, 2007

Casamento da Grauce


Ontem foi o casório da Grauce. Bela cerimônia, bela festa, belo dia... Só reclamei muito do calor. Tava de fritar um baconzinho na cabeça. A noiva tava uma gracinha, o noivo chorou que só, a comida tava boa, e a cerveja... bom, não sei se devo falar da cerveja. Ela me deu dor de cabeça pro resto da noite. Não que eu tenha tomado muito, quem me conhece sabe que não passo do terceiro copo. O que aconteceu ontem foi que meu terceiro copo ficou um tempão na minha mão, e toda vez que o garçon passava, ele o completava. Então fui iludida pelo fato de ficar com o terceiro copo sempre bem cheio, para mostrar pra todo mundo que sou uma garota recatada que realmente fica só no terceiro copo...
O bolo tava delicioso. Grauce, do que era o bolo? Não sei, mas era muito bom. Aliás, eu ando com vontade de comer doces. Ou estou grávida ou estressada. Acho que a segunda opção cai bem melhor. Prefiro ser uma controladora estressada do que uma futura mamis agora. E toda a dieta que fiz? Tá meio que indo pro saco, ontem eu me comportei no casamento. Tirando a cerveja - claro, cerveja é quase toda água, que faz bem para o corpo, e tem uma combinação de cereais naturais, excelentes numa dieta - eu comi um pratão de salada de rúcula, uma lingüiça, um pedacico minúsculo de frango e um pedacito de costela (muito pequeno. Eu sei bem o que é comer um pedação de costela...). Ah, e uma colherada de capelletti com molho branco. O que eu comi de muito mesmo foi a rúcula - ótimo. O que me deu direito de comer dois pedaços de bolo e várias reenchidas no copo de cerveja. Ainda fiz exercícios físicos: brinquei com a Carolzinha, no meu colo. Fiquei andando com ela pra cima e pra baixo durante alguns minutos (tá certo que estou com dor nos braços hoje), e depois ainda brinquei um pouquinho com a Rebequinha (que não conta, é muito levinha). Mas não dancei nada, só fiquei rindo de tudo e tirando foto de tudo. Enchi o saco do César (usual), queria a todo custo tirar uma foto dele com o arranjo de mesa. Ele ficou irritado, mas a foto tá aí. Por isso ele tá com cara de bundinha na segunda foto. Eu tava chorando de rir.

Saturday, March 10, 2007

Ai, que tédio...

Hoje é o dia mais feliz para quase noventa por cento da população brasileira: sábado!!! Mas eu, quem diria, estou em casa, em frente ao computador desde meio-dia, olhando notícias, jogando paciência e fuçando na vida de celebridades. Depois o César fica torcendo o nariz e perguntando porque diabos eu ando me interessando por Big Brother (pela internet, e não pela televisão). Ontem eu aluguei três filmes, e assisti os três em seqüência. Hoje eu não pude ir à locadora, então não tenho muito o que fazer aqui. Só mais tarde, quando o César chegar do serviço, é que poderei pegar o carro e ir trocar os filmes.
A TV tem mais canais do que eu poderia desejar: todos os canais da SKY, sem um tal NSK (???) japonês e sem os eróticos. Tem até os pay-per-view de futebol que o César assina. E não tem nada de bom pra asistir. Acho que dá uma média de 100 canais para todos os gostos e críticas. Nada que preste. Nada. O povo reclama de Big Brother, mas coloque naquele canal francês, o TV5, e fique assistindo o tipo de programa que eles apresentam. É ridículo! Eles riem de umas coisas que eu realmente não entendo. O Discovery Travel, então, nem comento. Outro dia eu fiquei assistindo um programa sobre a China, e adivinha o que aconteceu? Eu fiquei morrendo de vontade de comer um prato feito com estômago de carneiro. É sério, não achei nojento, achei apetitoso, me deu água na boca, fiquei doida pra ir pra China e comer o tal prato. Mas quem se lembra do nome do diacho??? E se eu for lá e comer carne de cachorro??? E outra: é só em Pequim, e acho que é só neste restaurante (bem fundo de quintal) que o cara é especialista nos estômagos (é de carneiro e de outro bicho, acho que é de boi. Eles comem boi na China?). E o que dá o sabor ao prato é um molho feito com gergelim. E eles servem junto um prato feito de tofu misturado com não-sei-o-quê; fica uma papa gosmenta que, fora de Pequim, só é utilizada para alimentar porcos. Nojo? Que nada! Eu tô até hoje doida pra descobrir o nome do troço.
A gente fica vendo um monte de porcariada na TV, e depois não quer mais outra coisa.
Ai, ai... acho que estou entediada... Será que estou com depressãozinha???

Friday, March 09, 2007

Big Big Big...

Há! Eu comentei que agora assisto Big Brother? Não??? Bom, não é bem que eu assisto, mas fico acompanhando pela internet...
Agora eu vou voltar lá porque a prova do líder está sendo transmitida ao vivo via internet.
Bom dia!!!

Air Force One


Ai, credo. Que dia. Marilisa, você me deve dois dias de serviço por conta de hoje... Depois a gente conversa. O dia estava sendo bastante normal. Acordei cedo, fiz caminhada, ouvi música, cozinhei (arroz, feijão, suflê de espinafre, bife de alcatra, salada de alfacinha mimosa e shimeji na manteiga... ultra-inspirada pelo dia internacional da mulher - que fica na cozinha, claro), assisti filme (Dália Negra, nunca mais na minha vida: filme chato e que tenta imitar L.A. Cidade Proibida - tão desanimador que nem vi o final), tomei banhinho, sequei cabelos, me vesti e saí de casa pra trabalhar. No meio da via de acesso, o trânsito parou. Dali a pouco começou a chover. Levei meia hora para passar do começo do Terminal de Cargas até a portaria da Torre. Lá, eu tive que parar o carro e mostrar o crachá para uma meia dúzia de pessoas de profissões e nacionalidades diferentes. O guardinha usual, que me conhecia, dizia:
- Pode deixar passar, ela trabalha aqui.
Mas parece que o pequeno armário (um homem enorme) queria ter certeza disso olhando meu crachá duas vezes. Depois, quando entrei, tive que parar antes do estacionamento porque dois policiais federais conversavam exatamente no meio da rua (de um lado uma Blazer da Federal, e do outro vários carros pretos. Sim, era algo parecido com um funeral. Ou uma caça ao Beira-Mar). Desvia o Celtinha de cá, desvia de lá (deu impressão de ter passado muito perto do botão do uniforme do policial loirinho) , até que estacionei.
Pra descer do carro foi mais tranqüilo: apenas alguns rapazes do exército, carregando um tipo de arma que eu não conheço, olhavam desconfiados. Para entrar na recepção, mais uma vez mostrar o crachá para três seguranças. Passei o cartão com atraso e subi para o briefing. Atrasada, cheguei quando o Guita já dava as instruções de taxi que deveríamos dar ao Air Force One. Tudo normal até então.
Na torre, já havia um agente americano de prontidão, vestindo terno preto e usando aqueles foninhos de ouvido que o Carter pede aos agentes do F.B.I. em "A Hora do Rush" (inclusive tive a ligeira impressão de já ter visto este mesmo agente em algum filme parecido). Loiro, alto, de bigode e calvo. Típico agente do F.B.I. dos filmes. Ficou o tempo todo quieto, no canto. Quando o Myron chegou, ele veio pedir para nos brifar em relação ao Air Force One. Informou que a aeronave entraria na final e seria seguida, até o pouso, por dois Black Hawks. Um de cada lado do 747. E que durante toda a aproximação, pouso, taxi e desembarque da aeronave, ele não queria ninguém no terraço externo da torre. NINGUÉM NO TERRAÇO. Nos pediu para que só fôssemos ao terraço apenas depois que o presidente americano já tivesse saído do aeroporto em um dos carros da comitiva presidencial. Perguntou se todos tínhamos entendido o que ele havia falado, e concordamos. O Myron ainda reforçou em português: "todo mundo entendeu TUDO o que ele falou? Alguém tem alguma dúvida?". Todo mundo fez que não, todo mundo de acordo, começamos mais um típico pernoitinho. Os centros já começaram pesado com as restrições. Brasília passava os slots de decolagem, que muitos não conseguiam cumprir e tínhamos que coordenar tudo de novo. Curitiba mais tranquilo, cinco minutos entre as decolagens (a não ser Buenos Aires, de quinze minutos). Ah, saídas por Bragança de cinco minutos também. Sento na torre e em menos de dez minutos me chamam duas aeronaves do exército em missão presidencial, eu as autorizo sem saber quem são, para onde vão, nem se alocam algum código ou mesmo que frequência chamam após a decolagem. Mando chamar o controle, que fica uma arara comigo querendo saber as informações que eu não tinha acesso. Nesse meio tempo eu usava a esquerda para pouso e decolagem, já tinha feito dois side-step's por conta de separação, o solo pedindo para que eu não taxiasse ninguém pela bravo porque tinha um F.O.D. para ser retirado, eu sem condições de segurar o povo no back-track, sem pista, sem tempo, sem espaço... Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Eu já tava quase gritando com o primeiro que passasse na minha frente. Mas acabou dando certo. Quando fui para o tráfego, mais problemas: como o centro passava os slots de decolagem, eu tinha que confirmar com o piloto em questão se ele conseguiria decolar naquele tempo dado pelo centro. Todas as aeronaves que eu atendi nessas condições estavam falando inglês. E do solo voltavam estourando os slots, para que eu coordenasse um novo horário ou se os planos estavam válidos. Falei inglês por quase uma hora ali (o problema é que quando eu começo a falar muito inglês, eu começo a travar. Sim, como um trava-línguas. Falo "dregees" em vez de "degrees", "crear" em vez de "clear" e por aí vai...). Foi mais ou menos por aí que o AF1 pousou. Veio numa final longa, com os dois belíssimos helicópteros próximos à cabeceira para fazer a segurança. Pousou redondo, livrou, taxiou e parou na posição. Todo mundo (quase) parou o que estava fazendo para apreciar toda a operação. O 747 era lindo. Estacionou numa posição que deixava a gente ali na torre com uma vista privilegiada do jumbo. Eu só pensando nas fotos que tiraria assim que o acesso ao terraço fosse liberado. Então, quando vimos a escada já na posição para que a comitiva começasse a debandar do avião, vi uma coisinha loira do lado de fora da torre. Era a Kaline. "MALUCA", pensei. Corri os olhos nos telhados do terminal, procurando se tinha algum atirador de elite por ali... tudo escuro, não vi foi nada. Começamos a fazer sinal pra ela, e ela abanava a mão pra nós e ria, contente de estar lá fora e ser a única a fazer isso. O agente americano começou a perguntar alto para o Myron se ela era funcionária da torre, e colocava a mão no ouvido - como se estivesse recebendo mensagem de alguma outra pessoa pelo rádio. Myron respondeu que "sim" bem baixinho, incrédulo. Ele olhou assustado para o Myron, tipo "meu, tira ela de lá ou eu tiro... ou atiro, sei lá..."... O Myron quase berrou, pôs a mão na testa e gemeu. O agente americano, ainda com a mão no fone do ouvido, começou a dizer algo que eu imaginei que era como "hold your fire!! Hold your fire! Don't shoot!". Ali minha imaginação tava dando asas aos westerns americanos que eu assistia quando criança. Eu fazia gestos de "vem pra cá, sua maluca" pelo vidro, mas não sei porque razão ela só ria e abanava a mão. Quando viu minha cara de preocupada, com olhos arregalados, ela franziu o cenho e fez gesto de "porquê???". Mas só foi entender o que se passava depois de eu quase ter que passar o dedo pelo pescoço, indicando que ela seria degolada. Ela abaixou a cabeça e fez o caminho silenciosa, voltando para dentro. Quando ela entrou na torre, o americano a olhou como se ela fosse mesmo uma louca. O Myron quase a esganou. Ela ainda parecia não entender: "nossa, gente, pra que isso tudo?". Explicamos mas ela não pareceu entender o perigo que havia passado. E ela foi embora à meia noite sem acreditar que poderia realmente levar um tiro! Enfim, depois que a frota de mais de 40 carros saiu do aeroporto, o agente também foi embora e nós fomos à sacada para tirar fotos. Mas não vi a Kaline fazer isso.

Sunday, March 04, 2007

Aniversário da Michelle

¨^^¨ "Parabéns pra você, nesta data querida,
muitas felicidades, muitos anos de vida!!!" ¨^^¨

Ontem foi, também, aniversário da Michelle. Nós fomos pra Valinhos pra comer pizza e bolo.

Eclipse


Ontem à noite teve eclipse. Foi bastante legal ver o Allan todo empolgado, andando com o binóculo do meu pai pra cima e pra baixo (quando EU era pequena, não podia nem pegar no binóculo. O Allan pode pegar e andar com ele na mão. Ó, pai, espero que você tenha visto sua mulher dando seu amado binóculo pro Allan andar com ele na mão...), todo feliz, mostrando a lua toda encoberta pela sombra da Terra. Mais parecia uma bola de golfe. Chegou a ficar meio avermelhada. Essa foto eu tirei lá do terraço, e aproximei o que pude. Ficou até legal, mas não como eu queria. Acho que o César precisa de uma lente objetiva melhorzinha. Mas olhe bem a foto... não parece até que dá pra ver uma cratera nela??? Hum, achei interessante.

US Air Force


Chegou ontem pela manhã o cargueiro meigo que trouxe as parafernálias do presidente americano. Nossa, que troço enorme!!! Eu fiquei me perguntando se ele trouxe a Casa Branca toda desmontada lá dentro. E o mais curioso é que o avião ficou estacionado ao lado de um MD-11 árabe... Quando ele passou atrás do MD-11, nós vimos o tamanho da encrenca. O piloto, então, ultra-americano. Achei que ele fosse cantar o hino dos Estados Unidos na fonia, de tão americano que era. Acho que foi o piloto mais americano que já ouvi. Acho que era, inclusive, texano... Hehehe... Agora, parece que dia 6 chega outro, não sei se é o próprio Air Force One, mas eu estarei trabalhando, e com minha maquininha fotográfica pendurada.

Friday, March 02, 2007

Tempos Modernos

Ah... mas um dia se vai. E como foi. Eu, como sempre, prostrada na frente do computador, quando muito jogando paciência. O estresse do serviço tá começando a ficar no sangue: estou me acostumando a me irritar com tudo. Acho que foi ótimo termos pedido transferência, mas não sei até que ponto quero mesmo sair daqui. Adoro este aeroporto, adoro o povo daqui da torre, a, além disso, adoro essa torre. Não gostaria jamais de sair daqui. Mas como respondi ao Myron esta noite: tenho que cuidar da minha vida. Se o chefe nos permitisse ao menos trabalhar na mesma equipe, poderíamos nos mudar dessa bomba de cidade e morar em um local mais tranqüilo e agradável, mas como nem sempre as coisas são como nós esperamos que fosse... Então não vimos muitas alternativas, a não ser:

a) ficar morando nessa budega de cidade, sabe-se lá Deus até quando, agüentando a boa vontade que o povo daqui nos oferece, morando escondidos em bairros que mais parecem escombros da Guerra do Golfo e, pasme, pagando caro por isso;

b) morar em uma cidade mais afastada, gastar o dobro em combustível, pedágio, desgaste do carro (dos carros, teríamos que comprar outro), sem contar com os perigos de deixar o César dirigir sozinho feito um alucinado pelas rodovias paulistanas sem ter sua adorável esposa ao lado para aconselhá-lo a ir mais devagar nas curvas;

c) pedir transferência para uma cidade mais tranqüila.

E aí, o que fazer? Eu juro que queria que fosse diferente. Mas não tem como. Espero estar certa nas minhas decisões.

  I wanted a pretty name for the death. But I wanted a simple, easy, common name. I didn't want to call her Miss Death. Death, The Hour,...