Friday, March 02, 2007

Tempos Modernos

Ah... mas um dia se vai. E como foi. Eu, como sempre, prostrada na frente do computador, quando muito jogando paciência. O estresse do serviço tá começando a ficar no sangue: estou me acostumando a me irritar com tudo. Acho que foi ótimo termos pedido transferência, mas não sei até que ponto quero mesmo sair daqui. Adoro este aeroporto, adoro o povo daqui da torre, a, além disso, adoro essa torre. Não gostaria jamais de sair daqui. Mas como respondi ao Myron esta noite: tenho que cuidar da minha vida. Se o chefe nos permitisse ao menos trabalhar na mesma equipe, poderíamos nos mudar dessa bomba de cidade e morar em um local mais tranqüilo e agradável, mas como nem sempre as coisas são como nós esperamos que fosse... Então não vimos muitas alternativas, a não ser:

a) ficar morando nessa budega de cidade, sabe-se lá Deus até quando, agüentando a boa vontade que o povo daqui nos oferece, morando escondidos em bairros que mais parecem escombros da Guerra do Golfo e, pasme, pagando caro por isso;

b) morar em uma cidade mais afastada, gastar o dobro em combustível, pedágio, desgaste do carro (dos carros, teríamos que comprar outro), sem contar com os perigos de deixar o César dirigir sozinho feito um alucinado pelas rodovias paulistanas sem ter sua adorável esposa ao lado para aconselhá-lo a ir mais devagar nas curvas;

c) pedir transferência para uma cidade mais tranqüila.

E aí, o que fazer? Eu juro que queria que fosse diferente. Mas não tem como. Espero estar certa nas minhas decisões.

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  I wanted a pretty name for the death. But I wanted a simple, easy, common name. I didn't want to call her Miss Death. Death, The Hour,...