Saturday, October 31, 2009

Katinha em casa!!!

Bom, não continuei a saga da viagem aos EUA, eu sei, mas qualquer hora eu continuo.
O que quero postar hoje é que a Katinha veio pra cá semana passada!!! Me senti novamente nos tempos de Jundiaí. Bebemos todas - minha adega que o diga: abri o grego Shiraz, o australiano e o sul africano. Será que eu abri o Bordeaux?? Não lembro... Sei que no resumo, tomamos metade das minhas garrafas de vinho e quebrei uma taça. Eu não, a Nikinha pra falar a verdade. Por culpa do César..

Friday, October 16, 2009

EUA

Então eu bati todos os meus preconceitos e fui para os Estados Unidos seguir a Lana em um show da Mariah Carey. Nem tão entusiasmada como se estivesse indo a Madri, cheguei no aeroporto de Los Angeles gripada novamente por causa da porcaria do ar condicionado do avião da Mexicana. Lá chegou a fazer -13º, tenho certeza. Fui quase congelada pedir para que aumentassem a temperatura, visto que meu rolo de papel higiênico que levei para a viagem estava acabando e ainda faltavam 4 horas para o destino. Depois de quase fazer mímica arrancando meu nariz pra comissária mexicana me entender (é, porque falar "it's too cold" abraçando o próprio corpo é realmente difícil para uma comissária de voo internacional entender), a temperatura aumentou um pouco, mas o vírus da gripe já estava instalado no meu corpo, comendo meu nariz e fazendo meus olhos ficarem vermelhos.
Foi sensacional ser olhada como se estivesse com a gripe suína na imigração americana, todo mundo perguntava o que eu tinha e porque estava gripada daquele jeito tentando entrar no país deles. Até o policial que atendeu a Lana perguntou o que eu tinha, porque estava tão chorosa e muito parecida com uma rena.
Por fim conseguimos entrar e fui direto a uma farmácia comprar lenços de papel (o papel higiênico acabou mesmo no vôo). Lembro que da primeira vez que fui a Paris, há 3 anos, a primeira palavra que aprendi em francês foi exatamente lenço de papel: mouchoir. E igualmente a essa viagem, fiquei gripada durante 5 dias, e no meio da viagem duas lindas herpes termais se alojaram na minha boca, deixando minhas fotos ainda mais sensuais.
O meu estado de pura não comoção por estar nos estados americanos começou a acabar já no trajeto aeroporto-Hertz, onde pegaríamos o carro alugado e seguiríamos pra Las Vegas. Estava gostando do que via, parecia uma cidade limpa e bonita. Pegamos um simpático carro automático, e como nenhuma das duas pobres sabia como pilotá-lo, pedimos ajuda a uma funcionária da Hertz. Muito educada e simpática, nos deu aula de direção automática pelo estacionamento da Hertz, e se despediu dizendo que a Lana tinha sido até então uma das melhores alunas que ela tivera em seus tempos de Hertz.
Comecei a mudar minha impressão sobre os cidadãos americanos desde aí. A viagem a Vegas foi muito tranquila, embora estivéssemos sem máquinas fotográficas e meu celular estava com a bateria acabando, não conseguiria tirar muitas fotos.
Chegamos a Vegas à noite, era em torno de 20h00. O hotel-cassino, enorme, nos ofereceu um quarto delicioso, com duas camas extra-grandes, vista para a cidade, banheiro limpo e máquina de café.
Las Vegas foi a surpresa mais grata que eu tive em toda a minha vida de poucas viagens. Já subestimei o Piauí, admito, mas nunca imaginei que Las Vegas seria o que é. Quando pensava em Vegas, só pensava em cassinos. Mais nada. Doce ilusão! A cidade é linda, encantadora! Tem sim milhões de cassinos, mas é tudo muito bonito, tudo muito bem cuidado, tudo farto. Da estrada, as luzes dos hotéis cassinos chamam a atenção, e eu logo lembrei do Mario Kart no Nintendo 64 em uma das voltas mais psicodélicas e fantásticas do jogo. As avenidas largas são lotadas de cafés, lojas, cassinos, hotéis. Tudo brilha. E não são só cassinos. As escadas rolantes nas calçadas que levam os transeuntes aos shoppings, as cascatas dos hotéis, montanhas russas, estátuas, looojas de perder de vista. Shows muito baratos. Dentro dos cassinos você encontra todo tipo de fauna: vimos pessoas vestidas estilo anos 60, atendentes de calcinhas, corpetes e meia-calça, roqueiros, motoqueiros, turistas, de tudo. Eu me apaixonei de cara. A Lana também. Ficamos um dia a mais do que o combinado anteriormente, e só voltamos mesmo a Los Angeles porque já havíamos feito a reserva do hotel com a primeira diária paga, e nosso vôo seria LAX GRU. Senão, não teríamos saído de Vegas.
Uma coisa interessante nessa viagem foi notar como faz falta o conhecimento do espanhol. Já ouvi falar que em Miami ninguém fala inglês, mas nunca imaginei que na Califórnia isso também ocorresse. O problema não é que não falam inglês, eles não entendem o nosso inglês. Éramos corrigidas o tempo todo pelos latinos. Sem contar que eles tem uma educação e uma gentileza fora do tamanho. Um povo mal educado, grosso... Nunca vi igual. Os americanos sim nos tratavam muito bem, e por coincidência entendiam perfeitamente nosso inglês. Mas os latinos... Teve uma situação em Las Vegas, eu entrei na L'Occitane para comprar uns sabonetes, e a atendente era asiática. Eu não entendi bulhufas do inglês que ela falava. Só entendi quando ela perguntou de onde eu era.
- Brasil - respondi.
- Ahhhhh!!! Brasil!!!! Your country blá blá blá blá blá, né???
- Hmm, yes - respondi novamente.
- Ow, and pó pó pó tchá tchá tchá bu bu bu, né?
- Yeees!!!
- Ah, com com com, blé blé blé, tchuca tchuca, né???
- Of course... yes....
Eu só afirmava a tudo o que ela dizia. Tivemos uma conversa ótima enquanto ela embrulhava e cobrava meus sabonetes. Saí da loja e não entendi nem o "bye" dela.
A Lana deve ter saído do país com alguma infecção estomacal, de tão irritada que ela ficava quando era corrigida por eles. Sim, porque eles te corrigem quando acham que você está falando errado o inglês.
Em Los Angeles, num dinner, ela pediu ovos, mas não os queria crus. Perguntou então a atendente latina:
- Eggs, but not (raw) like this... (mostrou a foto dos ovos crus)... - E queria saber como falava "não-crus": well done??
A atendente:
- Hein???
- Not (raw).
- Hein??
- , not !!! - e mostrou no cardápio a palavra raw.
A atendente:
- Ahhhhhhhhhhhh!!! !!!! Naquele erre gutural de rapaz, ráááá!!!
A Lana quase morre.
E a atendente continua:
- So BERY BEL cooked. BERY BELL.
Esconde o rosto... esconde.... segura a risada pelo amor de Deus, que você está num país que não é seu e pode ser preso por preconceito.


* a continuar...

Monday, October 05, 2009

Campinas

Bom, depois de tanto tempo eu volto para escrever algumas poucas linhas (na verdade eu estou morrendo de sono e tomando vinho, o que "acentua" meu estado "catatônico"...) sobre meus dias recentes...
Eis que me descubro, novamente, em menos de um ano, extremamente irritada em relação ao aeroporto de Campinas. E me deparo novamente (malignamente) chegando à conclusão de que Campinas pode ser uma cidade enorme, mas jamais chegará aos pés de uma metrópole. É uma cidade fofa, as cidades adjacentes que o digam, mas continua sendo uma região extremamente provinciana. As pessoas se vestem para ir ao aeroporto como se estivessem indo a uma ópera. Salto alto (não por costume ou elegância, mas por um "status" que chega a ser depreciativo, quando vc percebe claramente que a "sujeita" não usa salto alto desde que nasceu, mas coloca pra pegar um vôo pra Manaus), maquiagem exagerada, perfumes idem, casacos (a 32º C), óculos de sol dentro do saguão, nariz pra cima (pitch 30!!!) e nenhum pouco de consideração ou mesmo educação para com a menina atrás na fila para comprar um mísero café expresso em uma das únicas lanchonetes do aeroporto. É triste. É irritante. Ali eu vi que ainda é um local onde só o fato de você estar em um aeroporto significa que você tem algo a mais do que a grande maioria da população. E as pessoas ali presentes realmente se acham mais importantes do que você (se vc está de tênis All Star preto todo ferrado, calça jeans surrada e camiseta com a bandeira do Brasil - presente de aniversário na última Copa do Mundo). Que engraçado, eu fico ali esperando meu café e pensando: "Se eu não for trabalhar, com certeza o vôo dela pra Manaus pode atrasar...". Claro que o aeroporto não vai parar por minha causa, mas eu acho irônico que eu posso causar uma pequena dor de cabeça pra madame entediada e auto-declarada "melhor" do que eu. Eu passeio pelo aeroporto de Guarulhos e vejo uns malucos de bermuda e camisa regata num frio de 10 graus, andando calmamente pelas "asas", vejo famílias inteiras que devem ter conseguido um bom desconto em passagens para visitar um avô em uma cidade distante, vejo estudantes excitados com a primeira viagem, agarrados com seus mais novos passaportes, vejo casais apaixonados em lua de mel, e outros nem tanto, correndo com seus filhos para os portões de embarque. E claro, há uma celebridade ou alguém que gostaria de sê-la, andando com seu saltão e casaco falsificado (ainda bem, mas não menos incorreto) de peles escuras. E eu, como apreciadora de viajantes, em suas mais diversas facetas, nunca me senti menosprezada, nem mesmo incomodada com algum olhar furtivo de qualquer um deles. É um aeroporto de várias tribos, onde todas elas se comunicam de alguma forma e todas elas se respeitam. Muitas delas acostumadas com as viagens de várias horas, chegam ali vestindo confortabilíssimos conjuntos de moletom e tênis, o que já me causou um certo tipo de inveja por diversas vezes. E todos se compreendem, pelo menos a grande maioria. Ainda assim eu comentava que havia poucos espaços de lazer e alimentação para tão diversificada "fauna" ali concentrada. Hoje, quando vejo Campinas com seu saguão novíssimo e brilhante, penso que Guarulhos pode não suportar a demanda, mas há bastante escolha.
Campinas cresceu muito e ainda não houve tempo de adequar seu saguão à quantidade exagerada de passageiros que ali circulam todos os dias. Mas isso não é motivo para que os usuários se considerem tão importantes assim, muito pelo contrário. É um aeroporto que está crescendo graças às companhias que veem a cidade como futuro, e acreditam que voar é para todos, e não pra meia dúzia de "bem-endinheirados" que se acham donos do lugar...

  I wanted a pretty name for the death. But I wanted a simple, easy, common name. I didn't want to call her Miss Death. Death, The Hour,...