Thursday, December 23, 2010

O último...



Este deve ser o último post de 2010... Esse ano eu relaxei mesmo, quase não escrevi aqui. Mas, quem sabe ano que vem esse cenário muda. Se bem que com tanta coisa, Facebook, Twitter, Orkut... não tenho mais saco de ficar em cada lugar escrevendo a mesma coisa. Se escrevo no twitter, o Facebook fica completamente inutilizado. E daí por diante.
Se eu fosse fazer uma retrospectiva desse ano, diria que foi um ano merda até mais ou menos o mês de setembro. Como sempre, meu setembro negro trouxe uma coisa boa: minha transferência de volta a Guarulhos. E uma muito ruim, que se eu pudesse, trocaria pela boa sem pensar: minha Lola foi embora. Foi o pior dia da minha vida em muitos anos. Eu sofri demais a perda da minha companheira, da minha filhinha, da minha vidinha. A Lola era minha amiga fiel para todos os momentos, como um bom cão é. E foi tão repentino, tão injusto com minha bebê, que eu não consegui me conformar. Ainda hoje dói olhar pra casinha dela no quintal e não vê-la com seus olhinhos meigos tentando camuflar uma fuga pra cozinha, ou uma patinha erguida pedindo carinho... Eu não gosto de imaginar se eu poderia ter feito alguma coisa diferente por ela. Não gosto e não quero.
Sobre minha transferência, eu já prometi pra mim mesma que não iria mais reclamar de Campinas de jeito nenhum, mas quando vejo, já estou reclamando e falando horrores. É meio que cuspir pra cima: aprendi muito lá, conheci pessoas maravilhosas, adorei o trabalho que exerci, principalmente em APP. Mas perdi muitas coisas idem: perdi tempo de ficar em minha casa com o César, com minhas cachorras, com minhas coisas, fazendo minha comida, ouvindo minhas músicas, assistindo meus filmes. Perdi dinheiro, e muito. Perdi saúde. Ganhar eu ganhei peso, demais, e ainda não consegui perder. Enfim, pra mim, na contabilidade geral, Campinas acabou sendo um pesadelo e eu realmente fiquei feliz em ter voltado pra casa. Até a cidade de Guarulhos ganhou um toque especial com tudo isso: ela pode ser cinza, toda remontada, favelão, feia, suja e com muita gente de má vontade. Campinas é verde, charmosa, carérrima e com um povo provinciano que eu espero que coração que engula a cidade, que não saia dali por nada, nem mesmo pra enfeiar ainda mais Guarulhos. Já falei sobre o que eu penso de Campinas e do campineiro em outro post, nem vou repetir. Prefiro continuar aqui do que viver no meio de tamanha hipocrisia e esnobismo, se é que está correto o uso dessa palavra...
Eu espero que seja a última vez que eu desabafe toda minha má vontade em cima de Campinas, porque me dá dores musculares quando lembro de todo o conjunto de lá.
Bom, vamos falar de algo bom, pelamordedeus, né???? Eu não poderia deixar de mencionar que eu perdi uma bebê nesse ano, mas ganhei outras três!!! Sim, Ayla, Gaia e Vega. Na verdade a Gaia não é minha, é da Lana, mas vai ficar em casa por mais alguns dias até que ela acerte a casa dela e eu pense seriamente se vou devolver a bichinha ou não!! Trata-se de uma Kuvasz, branquinha, com 3 meses de idade. Um cão gigante, mas que hoje ainda pesa apenas 12 quilos, tem uma boquinha afiada mas quentinha, que ou me dá mordidinhas no nariz, ou lambidinhas na orelha quando não está ganhando atenção devida.
Tudo começou com a morte da Lola: eu fiquei muito mal e a Nick idem. Sempre ouvi falar que cães que vivem juntos sofrem demais a perda do outro, podendo até entrar em depressão. Logo nos primeiros dias, a Nick já não estava normal. Estava quieta, deitava na porta da sala com as patinhas cruzadas, e ficava assim por horas a fio. Eu comecei a me preocupar porque ela é uma cachorrinha hiperativa, que passou por 3 donos diferentes antes de ser minha bebê, e com isso cresceu com insegurança e carência extrema. Não era normal que ela deitasse, ainda mais que cruzasse as patinhas e ficasse por horas nessa posição, sem latir no portão, sem correr pra dentro da sala querendo atenção e carinho. Com uma semana apenas da morte da Lola, eu desesperei mesmo. Fui pro aeroporto em uma reunião chorando pacas por causa da Lola, e a Nick, quando me viu sair, não fez nada, ficou me olhando com uma carinha calada, quieta, não abanou rabinho e não latiu. Voltou pra dentro da casinha e por lá ficou. Na volta da reunião eu parei em um pet shop e perguntei sobre filhote de Labrador. Eles não tinham nenhum ali, mas me informaram que se eu realmente quisesse, eles buscariam um em São Paulo e eu poderia voltar de tarde para buscar. Só fiz ligar pro César e perguntar se eu poderia confirmar a compra de uma fêmea. De tarde fui lá pra buscar a Ayla, uma labradora palha de 45 dias, fofinha como todo filhote. Esperei que a veterinária examinasse a bebê, desse as vacinas, me indicasse tudo o que era preciso pra criar um filhote de labrador. Comprei ração, comedouros, brinquedinhos, tudo. Voltei pra casa e apresentei a nova filhinha pra Nick. Bom, de cara aquela coisa: ela achava que se tratava de um ratinho e a tratava como tal, batia com a patinha pra ver se estava viva, se se mexia, como "funcionava". A Ayla pareceu um pouco assustada com a Nick, mas foi se soltando rápido. O nome foi mais complicado de escolher: a seleção começou cedo e ainda não tinha terminado até que eu tivesse ido buscar a cachorrinha. Passamos por Lila, Mila, Mika... Nada do que o César falava eu gostava, e vice-versa. Aí cheguei no Isla, por causa da atriz Isla Fisher. Só que a pronúncia é Ayla, mas seria Isla mesmo. Depois de alguns retoques, fechamos em Ayla, com escrita Ayla porque se a escrita fosse Isla ninguém falaria certo. E fica aquela coisa de pobre também, da criança chamar Stéfani e a escrita ser Hystéphanye...
Ayla começou a crescer como uma labradora típica: comeu sofá, fez xixi no meu tapete umas quatrocentas vezes, comeu uma Melissa, várias Havaianas, pé de mesa, tudo menos os trezentos brinquedos que eu comprei pra ela. Quem gostou dos brinquedos aliás foi a Nick.
Maaaaas, depois da experiência do meu desespero de deixar a Nick doente por só ser ela e a Lola em casa e de repente ela ficar sozinha (que foi também o que aconteceu com a Ravena na casa da minha mãe), eu decidi que não teria só dois cachorros em casa: teria três. Esperaria a Ayla fazer 6 meses como é recomendado e pegaria um outro filhote, que o César decidiu que seria um Dogue Alemão.
Depois de inúmeras gracinhas de TODO SANTO MUNDO, dizendo que Dogue Alemão mede quatro metros e meio e come meio caminhão de ração por dia, e que eu estava era ficando louca, que minha casa não tem espaço (como se eu não soubesse disso), que eu deveria era engravidar que bebês humanos são melhores... concordei com o César de procurar um Dogue, desde que fosse preto com patinhas brancas. Mas teria que ser só em janeiro, antes disso a Ayla ainda seria filhotona e não daria muito certo.
Aconteceu que o desesperado do César começou a pesquisar e achou vários dogues em São Paulo pela bagatela de 1500 a 2100 reais. Apenas. Ficou doido, porque já estava apaixonado pelo porte do cachorro e queria porque queria um dogue mas não pagaria os 1500 reais. Achamos em Uberlância por 500 reais, do jeito que eu queria (preto com patinhas brancas), e com as duas viagens que eu teria que fazer para comprá-lo, sairia 900 reais. E eu ainda passearia por Uberlândia!!
Nesse meio tempo, de compra do dogue firmada apenas por telefone, veio mais uma novidade: a Lana havia comprado uma Kuvasz de dois meses, mas ainda não tinha onde deixar a menininha enquanto não resolvesse a casa dela. E perguntou se eu poderia cuidar da filhotinha por um ou dois meses.
Resultou que juntou tudo: uma labradora de 4 meses, uma Kuvasz de 2 e uma doguinha de 45 dias em casa. Fora a Nick, doida com o tanto de cachorro bebê chorando e fazendo xixi por todo lado. Minha casa virou do avesso: a sala hoje fede a cachorro meeeesmo, tá tudo horrível, com portõezinhos no corredor e no quintal, tenho que lavar o quintal duas vezes por dia - economizando água pra isso, senão nem o planeta nem minha conta de água aguentam - o banheirinho virou depósito de ração, coleiras, brinquedos, paninhos, biscoitos, ossinhos, shampoo pra cachorro. O tapete da sala nem se fala... tá impregnado e volta e meia a Luzia tem que tirar e lavar a grosso mesmo. Sala e cozinha que eu lavava a cada 15 dias não passa mais que uma semana sem água. Meu sofá ERA preto. Agora fica com penugem branca, e eu fico com braço de caminhoneiro pra limpar aquilo tudo.
Mas eu não trocaria essa bagunça por nada!!! Não tem nada que pague a minha sensação quando eu abro a porta da sala e sento no chão com elas, fica uma me mordendo o nariz, outra morde meu cabelo, outra lambe minha mão... todo mundo querendo carinho, atenção, daí... até que elas sossegam, deitam, dormem... como quatro anjinhos.
Nas fotos: Ayla e Gaia em cima e Vega na de baixo.

Wednesday, October 20, 2010

Páááára tudo!! (pára não tem acento, eu sei)...

VOLTEI!!! Depois de muitos anos volto à epopéia magnífica da escrita digital para eternizar minhas memórias - cada vez melhores, ainda bem - neste diário virtual de fácil acesso a minha pessoa. (...)Hummm(...). Fácil acesso DA minha pessoa. Ahhh, sei lá, ficou estranho mas é mais ou menos isso aí.
Pois bem, crianças felizes (Machado de Assis chamava seus leitores de ordinários, eu chamo de crianças. Não, não estou me comparando a Machado de Assis. E ordinário, de onde venho, é algo feio)... eis que enfim saiu minha tão almejada transferência de volta pra Guarulhos. Já estou na minha segunda sequência de estágio. Parece que não mudou muita coisa desde que saí daqui...
Bão, eu vou fuçar emails, orkut, facebook, twitter.

Thursday, July 01, 2010

caramba, quanto tempo... é, tô sem tempo de escrever ainda...
e sem muita vontade...

Sunday, May 09, 2010

dia bosta

mó merda. Merda, merda, merda.

ah, nem vou escrever pra não passar mais raiva, amanhã eu tento...

Thursday, April 01, 2010

Ao meu pai...

Bom, estou ouvindo "Frank Pourcel - La Mer", em homenagem ao meu pai. Lembro que adorava os domingos de manhã, quando ele punha seus discos no Telefunken da sala, e nos colocava a rodopiar com ele, ora bailando em cima de seus pés, ora num cantinho esperando a minha vez, enquanto ele girava a Renata... Não consigo lembrar da Michelle nesses momentos, mas acho que ela também participava.
Ah, como era bom!! Domingos alegres, sempre claros e quentes, dando início a um dia que seria sempre lembrado por nós. Às vezes eu acho que é por isso que eu gosto tanto dos domingos pela manhã. Até mesmo de trabalhar domingo de manhã eu gosto. E também por isso que eu sempre gostei de aeroportos: outra fonte de inspiração do meu pai. Ele nos levava a Viracopos, mostrava a torre e dizia: "ali ficam os controladores"... eu nem fazia idéia do que era um controlador, e ele explicava. Mas gostava mesmo era de ver os aviões. E eu também.
Dizem que em sua infância ele fora extremamente coculado e mimado, visto que perdeu a mãe muito cedo, aos cinco anos de idade. Depois, só sei que teve uma juventude feliz: cantava nos corais da igreja, era bonito, sempre andava perfumado, fazia a alegria dos amigos nos bares, contando piadas, cantando acompanhado de seu violão e tomando sua cervejinha. Minha mãe ficava encantada... eu até imagino.
Era inteligente e tinha um gosto refinado, e acho que a Renata ganhou isso dele. Sempre gostou de músicas clássicas, tinha a letra mais bonita que eu já vi na vida, era fã de Ingrid Bergman e Michelle Pfeiffer (hum, já viu de onde saímos eu e a Michelle, não??), tinha vontade de conhecer o Rio Grande do Norte e viajou de avião uma vez na vida, quando foi a Manaus. Tocava violino. Sempre gostei do som desse instrumento. Ficava lindo de cavanhaque, mesmo depois de velho. Não gostava de vê-lo só de bigode, entretanto... Acho que nunca o vi vestindo uma camiseta. Sempre camisas de cores claras. Sempre, a vida toda, de calças compridas. Jamais o vi com uma bermuda ou shorts. Gostava de ir a uma padaria mais longe de casa só pra comprar bengalas. Demorou a acostumar com o tal do "pãozinho". Leite quente todos os dias pela manhã, e tinha que ser fervido no fogão. Nada de esquentar no microondas. Eu achava que era frescura até experimentar. Não é que é mais gostoso mesmo?? Posso até sentir o cheiro do leite queimando no fogão... cheiro doce...
Gostava mais do frio e sempre tomava banhos gelados, mesmo no inverno. Gostava do horário de verão e admirava o por-do-sol sempre que podia. De preferência lá em cima da mureta do terraço, causando faniquitos e arrepios na minha mãe.
Sei que gostava de azeitona recheada de pimentão e adorava feijão bem salgado, mas nunca o vi rejeitar qualquer comida na vida. Comia o que tivesse pra comer, e dá-lhe Renata aí de novo. Minha mãe sempre dizia que se entrássemos em uma guerra, somente a Rê e meu pai sobreviveriam. Ele só não comia era peixe na semana santa: era na sexta-feira que ele comprava o bife mais sangrento do açougue e pedia pra minha mãe cozinhar... Protestante da Congregação Cristã, fazia isso só pra irritar minha mãe católica. E conseguia... saía cada pau na sexta-feira santa lá em casa que a gente preferia fugir.
Todos os dias ele colocava pijama pra dormir.
Tô lembrando agora que ele gostava de Pixinguinha... hum, não sei.
É... são imagens que a gente nunca vai esquecer. E hoje eu acordei pensando muito nele... Saudades dos tempos bons com ele em casa.

Saturday, March 27, 2010

Ai, Jisuis...

Caramba, de novembro pra cá eu engordei 7 quilos!!!
CHEGA de cerveja!!!!!!!!!

Meu Deus, tô voltando aos meus 80 e poucos... creeeeeedo.

Friday, March 05, 2010

Lilás

... onde estiver, quero estar
que seja meu pensamento
ou mesmo uma lembrança
como aquele vento frio que eu gosto
empurrando as folhinhas no quintal de casa
assoviando lentamente...
que a vida leve meus devaneios
para longe se forem ruins
... para sempre,
e se forem especiais
que guarde sempre no coração
jamais esquecidos...
quero sentir sempre pétalas
acalentando minha essência,
embalando meu sono
até que eu acorde novamente...

Tuesday, March 02, 2010

Ahh, escolhas...!!

Hoje estive em Guarulhos, visitando a torre. Vi a Luzia (na casa dela), Estelight, Lana, Simone, Silvia, Fabrícia... Saudades enooormes... Ando num período leve, me sentindo bem, tranquila, querida, saudosa... É muito bom saber que a gente deixa boas lembranças por onde passa. Pode ser que nem todos te queiram tão bem, mas quem realmente importa está lá torcendo por você e perguntando quando é que você volta. Até que um chegou e me fez uma proposta de troca KP x GRU. Fiquei sem reação na hora. Diria até mesmo assustada. Nessa hora caiu minha ficha... estou de novo deixando pra trás pessoas que mudaram também minha vida, pessoas que me surpreenderam de tal forma que fiquei realmente triste em pensar, hoje, em sair de Campinas. Eu ando tão revoltadinha em meu mundo, com minhas coisas, o RH maldito de KP, o valor do pedágio e o trânsito de SP, que estou novamente esquecendo que quem faz meu dia melhor não é a conta bancária, não é o APP KP, não é a calmaria do RH. São as pessoas com quem eu convivo. São eles que me aguentam 8 horas reclamando da vida e nunca falaram umas verdades pra mim, pelo contrário: sempre me apóiam e apenas demonstram tristeza também pela minha partida. Ahh, como é difícil... Nós criamos laços estreitos com pessoas especiais, e depois soltamos buscando algo que, imagina-se, irá sustentar o vazio formado a partir daí.
Essa possibilidade tão concreta da minha volta a Guarulhos abalou um pouco da serenidade que venho sentindo esses dias.
Mas não sei realmente como lidar com isso agora... Ou o que fazer diante disso.

Wednesday, February 24, 2010

Margaritas







Então eu resolvi postar umas fotos do que acontece normalmente e realmente quando eu bebo um poquito. Aqui no blog acho que ninguém tem uma visão real das minhas bebidinhas. Veja só: uma tacinha inofensiva de margarita provocou esse dilúvio na minha mesa. Daí eu parei de beber, óbvio.
(8)!!!




P.S.: Ninguém reparou, né??? Não é o mesmo copo de margarita!!! Hahahahahahaha!!
Acho que tomei uns dois esse dia... humm...

Je vais te dire que je t'aime...

Ahh, sinto falta de estudar francês... Me acalmava tanto... Me animava.
Hoje eu estava lembrando de todas as vezes que eu era pequena e inventava algo em francês para falar. Daí a comprar um dicionariozinho foi rápido. Mas lia as palavras e não conseguia pronunciá-las corretamente, mas eu inventava.
Acho que isso me ajudou até certa maneira quando entrei realmente no curso e comecei a estudar com um professor de verdade, que me chamava de Ingrrrride e achava o Brasil maravilhoso.
Uia, isso me lembrou da professora chata que me abraçou na sala de aula porque eu consegui resolver uns verbos que ela tinha passado como lição de casa! Hum, talvez eu não fosse tão boa assim, tanto que ela não conteve um abraço entusiasmado para a menina burra da sala quando esta acertou o "je suis"...

Tuesday, February 23, 2010

Álcool

Nossa, estava lendo meus posts mais antigos... bem que um amigo meu falou que lê meu blog e se sente bêbado. Eu só escrevo sobre cachaça ou cachaçada...
Carai...
Vou maneirar.

Calma que eu melhorei um pouquinho...

Além da danada da cachaça que fez minha cabeça girar no domingo de manhã, descobri que emagreci meio quilo de domingo pra cá. Claro que devo ter engordado um quilo só agora, passei em Jundiaí antes de vir pra casa e comi 3 pastéis. TRÊS. De carne. Deliciosos, não me arrependo. Agora cheguei em casa depois de pegar a marginal toda parada e andar atrás de carros pilotados por mulas afetadas por amebas paralisantes em Guarulhos, e abri a última Original da geladeira. Não tomei inteira porque dessa vez (que eu tava morrendo de sede e de irritação) o César quis me acompanhar. Acho que percebeu meu estado de nervo assim que pisei no tapete da sala com a rasteirinha ainda vestida no pé (sim, eu sou desorganizada mas no meu tapete NINGUÉM pisa calçado). Daí ele viu que o negócio era bravo e tomou uns 70% da garrafa, acho que pensa que se ele estiver bêbado eu não vou falar igual uma matraca irritada com ele.
O fato é que ando bem melhor de ânimos... Muito melhor.

Wednesday, February 17, 2010

Post desanimado

Poxa, eu não sei mais o que quero da vida.
Sério mesmo.
Não sei onde me enfiei, não sei o que quero, não sei que caminho tomar.
Tô desanimada, frustrada, envelhecendo, engordando de novo.
Quero estudar, não tenho dinheiro, não passo em faculdade pública. Não tem nada que eu goste. Não curto mais meu trabalho como costumava curtir. É um tédio só, toda vez que eu saio de casa pra ir praquela torre, cai um desânimo que me dá vontade de morrer.
Sábado eu quase bati o carro na Bandeirantes e quando vi que consegui frear pensei: "que merda... dá pra ir trabalhar normal...".
Quando chego a torre, não brinco tanto, vou praquela salinha de briefing sempre fechada, volto para o sofá, ligo a tv (ou não), espero o supervisor chegar. Daí durante o briefing tenho vontade de ficar praguejando: "Nossa, que novidade. É mesmo?? E eu com isso?".
Subo na torre meio que arrastada, rendo a posição e só mesmo o APP me anima um pouco. Aquela posição torre cheia de Azul me incomoda. Produção em série. Mas então eu lembro que Guarulhos estava exatamente do mesmo jeito pra mim. Foi por isso também que eu quis Campinas, não só pela promessa falsa de que KP era igualzinho JD. NADA é igualzinho JD e nunca vai ser. Nem mesmo Jundiaí hoje.
8 horas dentro daquela torre me entravam, sinto dores nas costas, levanto e como o que tiver na geladeira, mesmo sem fome, tomo litros de café, bebo pouca água, vou ao banheiro quinhentas vezes só pra sair dali e respirar um pouco na sacada, não vejo mais o trem há pelo menos 6 meses, não curto o nascer do sol dali da torre, troco de cadeiras, tiro o sapato e ando descalça. Estou cada dia mais gorda, mais desanimada, crio mais manchas de olheiras, meu cabelo tá super seco por causa de ar condicionado. Não dá pra se alimentar direito ali, quando temos horário de descanso a ida ao terminal para o almoço é um suplício porque eu não tenho ainda credencial pra parar o carro lá perto, então tenho que ir a pé no sol que estiver. E ainda, com aquela porcaria de quantidade de restaurantes naquela droga de aeroporto, ou eu espero meia hora para que o prato fique pronto e ainda assim pago o olho da cara, ou como a mesma coisa todo dia. Se pegar marmita com a tiazinha da esquina eu engordo 3kg na semana. Levar de casa?? Não tenho tempo pra lavar meu cabelo direito, quanto mais de cozinhar em casa. O César virou freguês do Giraffa's do Extra. Ou então come comida congelada. Eu chego em casa 00h30, com fome, e ataco o que tiver na geladeira, porque saí de casa ao meio-dia, tirei meu descanso às 16h00 e não jantei nada porque não tem como o fazer. Ah, porque eu não tenho a credencial do estacionamento?? Porque das duas vezes que eu saí de casa mais cedo pra ir no setor de credenciamento, eu fui informada de que ainda não estavam fazendo credenciais para o pessoal da torre... TODO mundo tem credencial. Mas ninguém sabe que língua cada funcionário ali fala.
Nossa, tá tudo uma merda.
Tô ferrando minha vida financeira, minha vida conjugal, descontente no trabalho, sem conseguir ver pra onde traço minhas metas. Não vejo futuro em lugar algum. Minha cachorra deve estar doente, que o César falou hoje, e eu nem tinha percebido isso nela... Não vi que a bichinha não estava normal. Acabei de ficar 4 dias fora de casa, trabalhando.
E quando eu falo que vou meter os pés pelas mãos, daí sim aparece trezentas pessoas dizendo o que você deve ou não fazer da sua vida.

Wednesday, February 03, 2010

Fat, lonely and resting...

Ah, começou minha sagrada semana do descanso!! Troquei uns dias de serviço certa de que minhas cunhadas viriam me visitar, mas não deu certo e eu fiquei com 8 dias livres para curtir minha casa, minhas cachorras, meu espaço. O problema é que a gente fica em casa e só pensa em comer. E beber. Em dois dias eu acabei com as caixinhas de Ades, comi umas 10 salsichas de frango (toda vez que vou à cozinha eu volto com uma salsicha na boca... - isso ficou estranho...), tomei duas garrafas de Original (só hoje), acabei com o pote de doce de nata que tava na geladeira e as últimas colheradas do leite condensado que escondo no freezer estão com os minutos contados. Isso sem contar almoço e janta em casa, bem preparados uma vez que EU estou com tempo em casa então não temos mais desculpas para ir comer fora.
Amanhã vou pra Uberlândia visitar a Katinha, e daí é mais cerveja do que outra coisa. Vamos falar de tráfego aéreo, de Jundiaí e de amburanas.
Hum, eu precisava mesmo disso...
Mas as dores de cabeça e na coluna ainda não passaram. Eu deveria ter ido ao médico e não fui, fiquei curtindo preguiça hoje em casa.

Tuesday, February 02, 2010

Olha essa notícia...

"Rio - Policiais Federais foram 'enganados' por uma denúncia de moradores da Gamboa, na Zona Portuária, nesta segunda-feira. Os agentes receberam uma informação de que um suposto grupo armado estaria escondido em um terreno baldio na esquina da Rua da Gamboa com Rua Conselheiro Zacarias, próximo à Cidade do Samba, e seria o responsável pela prática de diversos assaltos na região.

Cerca de 20 policiais federais foram ao local, com várias viaturas, e ao chegarem ao terreno baldio constataram que apenas um grupo de 13 crianças brincava com se fossem policiais e ladrões. Eles tinham armas de brinquedo feitas de canos PVC e madeira. Apenas uma destas armas era réplica de uma pistola calibre 380.

As 13 crianças e um maior de idade, que não teve sua identidade revelada, foram liberados assim que os pais chegaram. Todas as dez 'armas' foram apreendidas. Uma busca preliminar feita pelos policiais não encontrou bandidos ou mesmo armas." Jornal O Dia Online, 01/02/10.


Eu ri muito quando li que todas as armas foram apreendidas... Cara, olha onde a situação chegou.

  I wanted a pretty name for the death. But I wanted a simple, easy, common name. I didn't want to call her Miss Death. Death, The Hour,...