Friday, January 30, 2009

Último dia em Guarulhos...

Daí, né...
A guria foi acordada hoje às 16h30, horário local, com um recado do chefe de que ela não teria mais direito aos 10 dias de folga-transferência, porque na verdade não houve uma transferência, e sim uma remoção!!! Então, deve se apresentar em Campinas nesta segunda-feira!
Ai, perdi até o sono. E aí, como eu faço com minhas coisas? Eu tenho uma mudança pra organizar! E nem comecei a ajeitar nada, nem sei o que vou levar pra casa da Fernanda. Já joguei um monte de roupa lá na cama, tá tudo espalhado, e vim aqui escrever no blog pra registrar esse dia que foi tão estranho.
Acordei às 04h30 com um sono desgraçado, e pensando que em Campinas a manhã começa às sete, e não às seis como aqui. Teoricamente terei uma horinha a mais pra dormir quando estiver lá. Me arrumei (o cabelo uma bosta como sempre - ou lava ou faz rabo-de-cavalo. Adivinha??? Rabão pro trabalho - no bom sentido, claro), coloquei um cd do meu novo amor (Tarkan) e fui pra torre beeeem tranquila, a 60 km/h na via de acesso. Geeeente, como é estranho escrever "tranquila" sem o trema! Eu quero o trema de volta!!! Mas voltando, cheguei na torre e vi que a equipe tinha 9 pessoas. Xandão fez a escala e eu só trabalharia no solo. Beleza. Saí do solo e fui xavecar o Fábio na torre:
- Ô, Fábio, meu último dia aqui! Deixa eu trabalhar na torre, deixa??
Ele me atendeu prontamente e passou o serviço: um tráfego para pouso na 27 esquerda e só. Mais ninguém. Pousei o Golzinho e fiquei contando pro Erik e pra Lana sobre umas aventuras na torre Jundiaí. Nisso o povo foi chegando ao ponto de espera da 27 direita, e eu autorizei um A330 a decolar. Quando ele decolou e passou em frente à torre, aquele barulho estranho de motor. Todo mundo olhou pra fora pra ver que tipo de avião estava decolando.
- Esse barulho é normal?? - perguntei ao Erik.
- Pode ser que ele tenha colidido com um pássaro como pode ser que tenha decolado com potência baixa - respondeu ele.
Falei com o tráfego, e tudo normal, passei ao controle. Decolo o segundo, que me reporta:
- Torre, havia uma quantidade muito grande de pássaros perto da pista, e eu não sei dizer se atingi alguns deles ou não.
Uiii... ponto de espera agora com oito aeronaves, uma delas alinhada. Informo a todos da situação e chamo a vistoria pra ver se encontramos os restos mortais de algum passarinho inocente. Depois de uma rápida vistoria, somos informados que a pista contém alguns restos mortais e que isso está chamando a atenção dos demais pássaros, que são carcarás em busca de carniça. Caraca, carcarás! Até então aquilo pra mim era urubu. Daí vem essa nova:
- Não, torre, são carcarás e não vão sair do lado da pista enquanto essa carniça estiver aqui. Temos que limpar.
A essa altura do campeonato, tá todo mundo na torre me chamando de pé frio e agradecendo minha transferência pra Campinas. O Erik rende rindo, porque agora ele terá de perguntar pra todo mundo quem tem condição de decolar da outra pista e quem não tem. E ria mesmo. Mesmo quando ficava perguntando em inglês e tendo que explicar o motivo. E eu com aquela de: "fala que na pista tem corpse bird"... Queria perguntar se o pessoal queria ficar ali pra ver o funeral dos bichinhos mortos.
Dali a pouco, pista liberada, tudo ok, nos conformes, eu estou de auxiliar do André na torre, quando outro tráfego informa que também passou muito perto de uns pássaros na decolagem. Volta tudo, suspende decolagem, transfere pra outra pista, chama vistoria, pede ajuda de bombeiros pra dar jatadas de água na pista, informa supervisor, pede separação maior nos pousos, pergunta pra todo mundo quem tem condição de decolar da 27 esquerda... Uma trabalheira danada. E a guria Ingrid lá, na ponta da torre.
- Caraca, Ingrid, você tá aí de novo e de novo essa confusão??? Ô bicha pé-fria do caramba!!!
Eu me defendo como posso, procuro o pé-frio responsável por aquilo tudo. Daí piora um pouco, um tráfego com rádio ruim prende a fonia com outro tráfego decolando e um aguardando livre pouso...
E todo mundo me enchendo...
Depois ficaram falando que quando eu for pra Campinas, vai começar notícia de tráfegos em emergência direto lá. Claro que isso é mentira. Eu não sou pé-fria.
Ih, que chuva! Só porque eu ia pra praia amanhã...
A-há, te peguei!!!

Molly Singer

Estava agora tomando um banho quentinho e pensando na vida...
Quer saber de uma coisa? Neste momento eu não preciso de ninguém mais além de mim mesma (e da Fer, da Lana, de algumas menininhas amiguinhas...). Eu sou a única que pode me fazer esquecer das chateações e mágoas que andei passando. Não preciso de mais um problema pra minha cabeça cheia. Vou esquecer tudo e começar de novo. Do zero. Sem precipitações, sem pressa e sem cobranças. "I'm Molly Singer and there's nobody in the world better than me"...

Sunday, January 25, 2009

Love is in the air...


Então, PP-LOV decola de Guarulhos e ouve desta gentil operadora da torre de controle:
- Papa papa lima oscar vitor, LOVE IS IN THE AIR aos 35, chame controle São Paulo uno três cinco decimal sete cinco!!!
O piloto coteja:
- Ciente, torre, love is in the air, vai chamar o controle!
Hum, meu esquerdinha ficou atônito.
Myron, eu sei que às vezes você lê isso aqui: é extra-oficial e não pode ser usado contra mim... Ou pode??? Nãããão, foi só um momentozinho de descontração. E o TAM na final ficou rindo. O amor realmente estava no ar...

... ai, ai ... eu estou feliz. Estou num momento de descobrimento. Ah, hoje eu fucei na internet umas fotos do Tarkan, e me apaixonei pelo cara. Meu, aquele turco existe mesmo??? Se bem que ele é alemão... de família turca. Uia, Cesinha, que eu vou pra lá ser uma das quinze esposas dele. Ah, não me interessa se na Turquia não tem nada disso e eu estou confundindo os costumes... Mas o cara é um gato! Nossa, um ESPETÁÁÁÁÁÁCULO com caps lock. E ainda canta. E bem.
Mas então, voltando ao meu momento de plenitude e paz interior... pois é, ainda não a encontrei, mas sei que estou no caminho. Gosto da minha personalidade e minha característica de experimentar o que é desconhecido e, na maioria das vezes, gostar. Como foi o caso do chouriço: eu estava no aeroclube em Jundiaí, e o Marcão trouxe um prato com chouriço em rodelas. Um amigo que estava junto me falou do que era feito, e eu experimentei. Não gostei muito do sabor, e comi um segundo pedaço com vinagrete. Muito melhor, mas na verdade senti mais o gosto do vinagrete do que do chouriço em si. Mas o interessante foi a frase do meu amigo:
- Meu, admiro você só por ter experimentado na lata, sem cerimônia.
Hum, na verdade eu nunca tinha pensado assim. Eu apenas gosto de conhecer, gosto de experimentar o que é novo para pelo menos ter opinião a respeito, e comida é uma cultura muito diferente de conhecer, pelo modo como a conhecemos. Quando viajei com minhas irmãs eu não queria saber a tradução dos pratos, queria pedir qualquer coisa, para provar e ter uma opinião sobre aquilo. O meu erro foi não ter gravado os nomes dos pratos que experimentei, porque hoje eu fico naquela de "a comida escocesa é muito boa", mas o primeiro prato que me levou a constatar isso eu não sei o nome.
Mas não estou falando de comida, não. Estou falando da vida, estou falando de momentos. Espaços diferenciados.
Hoje, por exemplo, saí com a Graziela e uma amiga dela de trabalho. Uma amiga que eu não conhecia... mas que foi legal de conhecer. Foi interessante sentar naquela mesa de bar (que eu não conhecia, por sinal) e conhecer um pouco mais sobre a vida de uma desconhecida. Sobre sua família, sobre seus hábitos, sobre sua personalidade. Perceber suas fraquezas e sua força em três ou quatro horas de conversa. Ouvir uma voz diferente e ver seus gestos; volta e meia ela fazia um coraçãozinho no ar com os dedos, mesmo quando estava falando de um episódio mais revoltante de sua vida. Acho tudo isso muito interessante. A Graziela mesmo: nós já viajamos juntas, só nós duas, e hoje eu conheci um pouco mais sobre ela, sobre o filho dela, o trabalho, as ambições, a personalidade dela.
Claro que não podemos conhecer de tudo, mas eu gosto quando tenho a simples oportunidade de conhecer sobre algo ou alguém.
E estar reparando nisso agora está me fazendo bem. Imaginar que estou indo pra Campinas pra conhecer. Conhecer pessoas, conhecer lugares, conhecer aeronaves, conhecer tráfegos, fraseologias, taxiways, relevos, circuitos, procedimentos, equipamentos... Turnos de serviço diferenciados.
Ainda sinto aquela pontinha de tristeza, e essa não vai embora tão fácil.
Mas me sinto mais calma, mais leve, mais contente, mais segura. Muito mais segura. E madura, na medida certa. A criança Ingrid não vai crescer nunca, se Deus quiser.

Saturday, January 24, 2009

Barquinho

Hoje estávamos eu, o César e o Mário vindo pra torre e lembrando da viagem pra Goiânia para o casamento da Nayara. Foi o melhor casamento da turma, porque revimos muita gente. A Lúcia, o Drico, graaande Inês, Simone, Ivo, Vinícius, Marquinho, Érica... e nós três. E o Barquinho (Marquinho) com aquele jeito típico mineiro, bem humorado, fumando (quando ficava nervoso era mais engraçado: acendia o cigarro e andava de um lado pro outro antes de explodir), tranqüiiiiiiilo que irritava. Todo mundo no quarto do hotel se arrumando, e ele fumando, bebendo e dando risadas. Quando estava todo mundo quase pronto, perguntaram se ele não iria se arrumar. Ele respondeu que iria, mas continuou bebendo. De repente, pegou sua sacolinha, tirou o paletó de lá de dentro toooooodo amarrotado, bateu para tirar o pó e vestiu. Assim, de repente. Como se estivesse colocando um shorts pra ir à padaria. E ele era MEU par como padrinho. Eu toda arrumada, com sombra, uma porra de um vestidinho verde que ficou pequeno no dia do casamento e me apertou toda que eu não respirava direito, sapato de salto, batom... com o Marquinho meio desleixado e feliz por estar lá.
Conversando sobre isso hoje no carro, eu lembrei de quando chegamos em Guarulhos há oito anos atrás. A Simone alugou um apartamento no Cumbica com a Ana Zilda e o Mourão, e eu aluguei outro no mesmo condomínio com o César e a Cristina. Marcamos um jantar em casa seguido de sorvete e "Imagem e Ação". Depois da jogatina, arrumamos dois colchonetes para que o Ivo e o Marquinho dormissem na sala. O Ivo tirou o colchonete do saquinho que o envolvia e dormiu tranqüilamente. Ou quase. O Marquinho, muito cuidadoso, não quis tirar o colchonete dele do saquinho para não sujar. Durante a noite, conforme ele se mexia, o saquinho fazia barulho. Virava pro lado, chiiichiiii. Virava pro outro, chiiiichiii. Respirava, chiiiichiiii. Dali a pouco o Ivo só viu o vulto irritado do Marquinho levantando e puxando o maldito colchonete com o saquinho e saiu pisando duro pra cozinha. Depois só ouviu um barulho de saco plástico sendo rasgado com ódio, jogado no chão e pisoteado, seguido de uns grunhidos de raiva do Marquinho. O vulto voltou para a sala e jogou o colchonete já sem o saquinho no chão, deitou-se e adormeceu na escuridão e silêncio do Cumbica.

* Continua depois, tenho que render o Sérgio no tráfego...

Monday, January 19, 2009

E a vida volta a sorrir novamente...

Ai, estou passando aos poucos da fase chorosa e decepcionada para uma fase mais... doce. E delicada. Carinhosa. Comecei a me lembrar de pessoas que fizeram parte da minha vida e que ainda fazem de alguma maneira, mas que eu nunca tive a chance (ou se tive, não tive coragem) de dizer o quanto são importantes na minha vida e que o que eu realmente sinto por elas é... amor. Sim, amor. Puro e simples, e não precisa mais do que isso. Acho que na verdade o amor está muito mais presente no nosso dia-a-dia do que nós pensamos. Nós amamos as pessoas à nossa volta, mas a sociedade rotula esse sentimento como um sentimento que necessita de tempo e conhecimento para florescer e se manifestar como um troféu ou recompensa por todo aquele tempo perdido em busca da definição de um sentimento que era o mesmo desde o início, só se tornou maior ou mais completo. Mas é amor. Vamos procurar no dicionário e ver o que encontramos:

- amor

do Lat. amore

viva afeição que nos impele para o objeto dos nossos desejos;
inclinação da alma e do coração;
objeto da nossa afeição;
paixão;
afeto;
inclinação exclusiva


Bom, devo admitir que não faço idéia do que significa "inclinação exclusiva", mas se eu for procurar isso no dicionário eu vou passar a noite aqui e não é essa a minha intenção. O que eu quero de verdade é entender (ou apenas constatar) que eu amo mais pessoas do que imaginava. E que na verdade nós não temos que ter medo de dizer aos outros que o que sentimos na realidade é "amor". E quem tem medo de ouvir um "eu te amo"??? Essa frase não necessariamente figura como uma corrente cheia de cadeados que envolverá a pessoa "amada" num pesadelo de perseguições e cobranças, uma vez é claro que a pessoa "amada" não corresponda ao mesmo sentimento. As pessoas que ouvem um "eu te amo" de uma outra pessoa pela qual não sente a mesma coisa não devem ter medo de aceitar essa declaração tão genuína de afeto, devem se orgulhar de ter despertado isso em alguém. É claro que ouvir isso não o obriga a sentir o mesmo, mas deveria deixá-lo mais feliz.
O grande problema seria, talvez, quando a pessoa "amante" confunde os sentimentos e acha que possessão, ou orgulho ferido, ou euforia é na verdade amor. Quando não é... Pois se o amor é puro, se é suave e se remete a "amante" a lembranças doces e à felicidade, ele tem que ser declarado sim. E tem que fazer bem às pessoas envolvidas nele.
Foi por isso que eu fiquei muito feliz de receber uma mensagem de uma amiga esses dias dizendo com todas as letras: "eu te amo, minha amiga". Foi algo que mudou meu dia pra muito melhor. E me fez ver que essas palavrinhas tão pequenas, se ditas com o coração, podem mudar a vida de uma pessoa. Podem ajudar num momento crítico. Podem fazer a vida de alguém sorrir.
É claro que se você sair pela rua dizendo "eu te amo" desde o motorista do ônibus até o porteiro do seu local de trabalho, vão te internar ou no mínimo pedir um bafômetro para medir a quantidade de cachaça que você ingeriu na noite anterior. Mas àquelas pessoas (e você tem certeza de que sabe quem são) que fazem diferença na sua vida, você deveria falar. Ou apenas deixar mais claro em gestos ou atitudes.
Eu dedico esse meu post de hoje às pessoas que eu considero de coração, às pessoas que fazem parte da minha vida, envolvidas no meu dia-a-dia ou não. Pessoas que eu amo de verdade.

Thursday, January 15, 2009

Estou tão triste...

Nossa, eu estou muito triste. Muito chateada, desanimada e chocada. Não esperava isso de jeito nenhum. Como as pessoas podem mostrar uma coisa completamente diferente do que são na realidade? Como é que eu poderia imaginar que era tão diferente do que eu achava? Será que eu estava assim tão cega que não vi o que estava bem diante dos meus olhos?
Ai, vontade de morrer de desânimo. E muita tristeza. E nem tenho como desabafar.

Wednesday, January 07, 2009

Saudades do Rose...

Eu estava vendo umas fotos do Rose hoje, e morrendo de saudades dele, das besteiras que ele falava, e das risadas que a gente dava das confusões dele.
Teve um dia que ele estava no solo, naquele horário do pernoitinho que o bicho pegava (quando chegamos aqui o tráfego passava de 600 diários), e ele com a tela lotada de strips, pagando táxi, autorizando push, sozinho - sempre sem auxiliar. E o Ivo colocou uma máscara de lobo, foi por trás da console dele e enquanto o Rose pagava um táxi, o Ivo levantou de trás da console devagarinho, usando a máscara. O Rose com o microfone na mão, todo cheio de pose, falando com um Varig:
- Táxi autorizado via hotel, bravo e AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAiii, FILHO DA P...!!!!!
Jogou o ptt, e ficou gritando com o Ivo:
- Viado, que susto!!!! Ô chefe, olha aqui!!! A gente trabalhando direitinho e esse povo que não tem o que fazer!
O Ivo ria tanto que quase foi pro hospital.

Ou quando subia visita na torre, sempre o Myron, todo educado, bem arrumado, mostrando todas as posições operacionais, compenetrado e sério. E lá vinha o Rosemberg sentadinho em alguma posição, e falava para o grupo de visitantes:
- Atenção, não alimentem os controladores...
Brigando com piloto era muuuuito engraçado. Teve um Interbrasil que chamou para acionamento no J9, e ele autorizou. Depois tinha um tráfego para entrar no J7, e ele não queria autorizar por causa do Interbrasil. Como este demorou muito pra pedir o táxi, o Rose perguntou:
- Interbrasil XX, qual o estimado para o taxi?
- Ih, solo, eu tive um problema, estamos esperando uma comissária e os passageiros ainda não estavam acomodados. Eu chamo novamente para autorização.
Só nós da torre éramos apreciados com a incorfomidade do Rose com a mão na cintura, irritado.
- Ciente, chame pronto.
Depois de um tempo, o Interbrasil chamou para novo acionamento. O Rose respondeu:
- Tá pronto mesmo? Tá todo mundo sentadinho, cinto de segurança atado, comissária a bordo, tudo aí certinho???
O piloto confirmou rindo, e ele autorizou.

Ou o dia em que ele se perdeu no solo. Aquele monte de tráfego taxiando pra lá e pra cá, chegando e saindo, e ele se perdeu geral. Não sabia quem era quem. Não teve dúvidas:
- Atenção, aeronaves na escuta do solo! Mantenham posição! Todas as aeronaves mantenham posição!
Todo mundo parou.
- Ok, vamos começar de novo. Esse Fokker 100 aí na bravo antes da golf, quem é você???
E foi de um por um até se achar e continuar o trabalho do solo.

Teve também um, que eu não lembro se foi um ATR, ou foi um Brasília da Passaredo que pousou na 27L e embaçou um pouco pra sair da pista. Na seqüência pra pouso vinha um MD-11 da Varig, chutado na final. O Rose, vendo a calma do tráfego sobre a pista, instruiu:
- Fulano de tal, no solo aos tanto. Agilize para livrar a pista. Agilize, não... CORRA! Corra que tem um MD-11 babando na final.
Cara... o cara correu mesmo... Muito engraçado.
P.S.: Essa foto aí embaixo eu roubei do perfil do Ivo do Orkut. Aqui ele tá com uma máscara de... ONÇA???!!!

Tuesday, January 06, 2009

Eis que sou apenas mais uma...

Eu fiquei esses dias todos tentando imaginar qual o sentido disso tudo, qual o significado disso tudo e não consegui chegar a lugar nenhum. O mais engraçado é que eu tentava pensar assim antes de tudo, mas minhas idéias foram moldadas com o passar do tempo e meus conceitos foram mudando de acordo com o que eu ouvia. E mudei mesmo meu pensamento. Achei que seria diferente, e não apenas uma pessoa a mais. Não me entristece saber que sou apenas mais uma no mundo, me magoa saber que eu fui estimulada a pensar diferente disso quando no final das contas era pura e simplesmente isso mesmo...
Entendeu alguma coisa???

Monday, January 05, 2009

Buuuuuu!!!

Aiiii, que saudade!!!
Nossa, eu estou vivendo um período meio estranho... Quero mudar algumas coisas na minha vida e não sei por onde começar, não sei o que vai acontecer e não sei se devo mexer em tudo ou não. O campo profissional está indo por água abaixo, eu tenho vontade de mudar radicalmente de lado... Mas e financeiramente, o que faço? Até que se eu me dedicar de verdade eu consigo, mas tenho medo que seja apenas uma vontade efêmera e que logo eu me desinteresse por tudo. E o investimento é alto demais para meus padrões.
Tem também Campinas, que agora me deu mais vontade ainda de trabalhar por lá, uma vez que a Fer está por lá. O tráfego de Jundiaí me viciou de tal forma que eu não consigo achar mais tanta graça no tráfego de Guarulhos. Mas ao mesmo tempo sei que Campinas não é o que eu quero de verdade, e sempre falei isso. Eu quero o tráfego de Jundiaí... Será que dá pra transferir o tráfego de lá pra GRU??? Daí eu fico aqui mesmo. Também fico na expectativa que Sorocaba tenha torre pra ir pra lá e curtir outro tipo de tráfego.
Aff, não sei o que faço. Aliás, eu sei o que quero por enquanto: ir pra Campinas, conhecer o tráfego de lá, ver se gosto e se me adapto, enquanto estudo e respiro ares diferentes. Talvez a proximidade com a Fer e a Lúcia me façam bem. E voltar a conviver com o Daniel, Nayara, Miguelito... Interiorzão bom demais...

  I wanted a pretty name for the death. But I wanted a simple, easy, common name. I didn't want to call her Miss Death. Death, The Hour,...