Daí, né...
A guria foi acordada hoje às 16h30, horário local, com um recado do chefe de que ela não teria mais direito aos 10 dias de folga-transferência, porque na verdade não houve uma transferência, e sim uma remoção!!! Então, deve se apresentar em Campinas nesta segunda-feira!
Ai, perdi até o sono. E aí, como eu faço com minhas coisas? Eu tenho uma mudança pra organizar! E nem comecei a ajeitar nada, nem sei o que vou levar pra casa da Fernanda. Já joguei um monte de roupa lá na cama, tá tudo espalhado, e vim aqui escrever no blog pra registrar esse dia que foi tão estranho.
Acordei às 04h30 com um sono desgraçado, e pensando que em Campinas a manhã começa às sete, e não às seis como aqui. Teoricamente terei uma horinha a mais pra dormir quando estiver lá. Me arrumei (o cabelo uma bosta como sempre - ou lava ou faz rabo-de-cavalo. Adivinha??? Rabão pro trabalho - no bom sentido, claro), coloquei um cd do meu novo amor (Tarkan) e fui pra torre beeeem tranquila, a 60 km/h na via de acesso. Geeeente, como é estranho escrever "tranquila" sem o trema! Eu quero o trema de volta!!! Mas voltando, cheguei na torre e vi que a equipe tinha 9 pessoas. Xandão fez a escala e eu só trabalharia no solo. Beleza. Saí do solo e fui xavecar o Fábio na torre:
- Ô, Fábio, meu último dia aqui! Deixa eu trabalhar na torre, deixa??
Ele me atendeu prontamente e passou o serviço: um tráfego para pouso na 27 esquerda e só. Mais ninguém. Pousei o Golzinho e fiquei contando pro Erik e pra Lana sobre umas aventuras na torre Jundiaí. Nisso o povo foi chegando ao ponto de espera da 27 direita, e eu autorizei um A330 a decolar. Quando ele decolou e passou em frente à torre, aquele barulho estranho de motor. Todo mundo olhou pra fora pra ver que tipo de avião estava decolando.
- Esse barulho é normal?? - perguntei ao Erik.
- Pode ser que ele tenha colidido com um pássaro como pode ser que tenha decolado com potência baixa - respondeu ele.
Falei com o tráfego, e tudo normal, passei ao controle. Decolo o segundo, que me reporta:
- Torre, havia uma quantidade muito grande de pássaros perto da pista, e eu não sei dizer se atingi alguns deles ou não.
Uiii... ponto de espera agora com oito aeronaves, uma delas alinhada. Informo a todos da situação e chamo a vistoria pra ver se encontramos os restos mortais de algum passarinho inocente. Depois de uma rápida vistoria, somos informados que a pista contém alguns restos mortais e que isso está chamando a atenção dos demais pássaros, que são carcarás em busca de carniça. Caraca, carcarás! Até então aquilo pra mim era urubu. Daí vem essa nova:
- Não, torre, são carcarás e não vão sair do lado da pista enquanto essa carniça estiver aqui. Temos que limpar.
A essa altura do campeonato, tá todo mundo na torre me chamando de pé frio e agradecendo minha transferência pra Campinas. O Erik rende rindo, porque agora ele terá de perguntar pra todo mundo quem tem condição de decolar da outra pista e quem não tem. E ria mesmo. Mesmo quando ficava perguntando em inglês e tendo que explicar o motivo. E eu com aquela de: "fala que na pista tem corpse bird"... Queria perguntar se o pessoal queria ficar ali pra ver o funeral dos bichinhos mortos.
Dali a pouco, pista liberada, tudo ok, nos conformes, eu estou de auxiliar do André na torre, quando outro tráfego informa que também passou muito perto de uns pássaros na decolagem. Volta tudo, suspende decolagem, transfere pra outra pista, chama vistoria, pede ajuda de bombeiros pra dar jatadas de água na pista, informa supervisor, pede separação maior nos pousos, pergunta pra todo mundo quem tem condição de decolar da 27 esquerda... Uma trabalheira danada. E a guria Ingrid lá, na ponta da torre.
- Caraca, Ingrid, você tá aí de novo e de novo essa confusão??? Ô bicha pé-fria do caramba!!!
Eu me defendo como posso, procuro o pé-frio responsável por aquilo tudo. Daí piora um pouco, um tráfego com rádio ruim prende a fonia com outro tráfego decolando e um aguardando livre pouso...
E todo mundo me enchendo...
Depois ficaram falando que quando eu for pra Campinas, vai começar notícia de tráfegos em emergência direto lá. Claro que isso é mentira. Eu não sou pé-fria.
Ih, que chuva! Só porque eu ia pra praia amanhã...
A-há, te peguei!!!
A guria foi acordada hoje às 16h30, horário local, com um recado do chefe de que ela não teria mais direito aos 10 dias de folga-transferência, porque na verdade não houve uma transferência, e sim uma remoção!!! Então, deve se apresentar em Campinas nesta segunda-feira!
Ai, perdi até o sono. E aí, como eu faço com minhas coisas? Eu tenho uma mudança pra organizar! E nem comecei a ajeitar nada, nem sei o que vou levar pra casa da Fernanda. Já joguei um monte de roupa lá na cama, tá tudo espalhado, e vim aqui escrever no blog pra registrar esse dia que foi tão estranho.
Acordei às 04h30 com um sono desgraçado, e pensando que em Campinas a manhã começa às sete, e não às seis como aqui. Teoricamente terei uma horinha a mais pra dormir quando estiver lá. Me arrumei (o cabelo uma bosta como sempre - ou lava ou faz rabo-de-cavalo. Adivinha??? Rabão pro trabalho - no bom sentido, claro), coloquei um cd do meu novo amor (Tarkan) e fui pra torre beeeem tranquila, a 60 km/h na via de acesso. Geeeente, como é estranho escrever "tranquila" sem o trema! Eu quero o trema de volta!!! Mas voltando, cheguei na torre e vi que a equipe tinha 9 pessoas. Xandão fez a escala e eu só trabalharia no solo. Beleza. Saí do solo e fui xavecar o Fábio na torre:
- Ô, Fábio, meu último dia aqui! Deixa eu trabalhar na torre, deixa??
Ele me atendeu prontamente e passou o serviço: um tráfego para pouso na 27 esquerda e só. Mais ninguém. Pousei o Golzinho e fiquei contando pro Erik e pra Lana sobre umas aventuras na torre Jundiaí. Nisso o povo foi chegando ao ponto de espera da 27 direita, e eu autorizei um A330 a decolar. Quando ele decolou e passou em frente à torre, aquele barulho estranho de motor. Todo mundo olhou pra fora pra ver que tipo de avião estava decolando.
- Esse barulho é normal?? - perguntei ao Erik.
- Pode ser que ele tenha colidido com um pássaro como pode ser que tenha decolado com potência baixa - respondeu ele.
Falei com o tráfego, e tudo normal, passei ao controle. Decolo o segundo, que me reporta:
- Torre, havia uma quantidade muito grande de pássaros perto da pista, e eu não sei dizer se atingi alguns deles ou não.
Uiii... ponto de espera agora com oito aeronaves, uma delas alinhada. Informo a todos da situação e chamo a vistoria pra ver se encontramos os restos mortais de algum passarinho inocente. Depois de uma rápida vistoria, somos informados que a pista contém alguns restos mortais e que isso está chamando a atenção dos demais pássaros, que são carcarás em busca de carniça. Caraca, carcarás! Até então aquilo pra mim era urubu. Daí vem essa nova:
- Não, torre, são carcarás e não vão sair do lado da pista enquanto essa carniça estiver aqui. Temos que limpar.
A essa altura do campeonato, tá todo mundo na torre me chamando de pé frio e agradecendo minha transferência pra Campinas. O Erik rende rindo, porque agora ele terá de perguntar pra todo mundo quem tem condição de decolar da outra pista e quem não tem. E ria mesmo. Mesmo quando ficava perguntando em inglês e tendo que explicar o motivo. E eu com aquela de: "fala que na pista tem corpse bird"... Queria perguntar se o pessoal queria ficar ali pra ver o funeral dos bichinhos mortos.
Dali a pouco, pista liberada, tudo ok, nos conformes, eu estou de auxiliar do André na torre, quando outro tráfego informa que também passou muito perto de uns pássaros na decolagem. Volta tudo, suspende decolagem, transfere pra outra pista, chama vistoria, pede ajuda de bombeiros pra dar jatadas de água na pista, informa supervisor, pede separação maior nos pousos, pergunta pra todo mundo quem tem condição de decolar da 27 esquerda... Uma trabalheira danada. E a guria Ingrid lá, na ponta da torre.
- Caraca, Ingrid, você tá aí de novo e de novo essa confusão??? Ô bicha pé-fria do caramba!!!
Eu me defendo como posso, procuro o pé-frio responsável por aquilo tudo. Daí piora um pouco, um tráfego com rádio ruim prende a fonia com outro tráfego decolando e um aguardando livre pouso...
E todo mundo me enchendo...
Depois ficaram falando que quando eu for pra Campinas, vai começar notícia de tráfegos em emergência direto lá. Claro que isso é mentira. Eu não sou pé-fria.
Ih, que chuva! Só porque eu ia pra praia amanhã...
A-há, te peguei!!!

