
Então, PP-LOV decola de Guarulhos e ouve desta gentil operadora da torre de controle:
- Papa papa lima oscar vitor, LOVE IS IN THE AIR aos 35, chame controle São Paulo uno três cinco decimal sete cinco!!!
O piloto coteja:
- Ciente, torre, love is in the air, vai chamar o controle!
Hum, meu esquerdinha ficou atônito.
Myron, eu sei que às vezes você lê isso aqui: é extra-oficial e não pode ser usado contra mim... Ou pode??? Nãããão, foi só um momentozinho de descontração. E o TAM na final ficou rindo. O amor realmente estava no ar...
... ai, ai ... eu estou feliz. Estou num momento de descobrimento. Ah, hoje eu fucei na internet umas fotos do Tarkan, e me apaixonei pelo cara. Meu, aquele turco existe mesmo??? Se bem que ele é alemão... de família turca. Uia, Cesinha, que eu vou pra lá ser uma das quinze esposas dele. Ah, não me interessa se na Turquia não tem nada disso e eu estou confundindo os costumes... Mas o cara é um gato! Nossa, um ESPETÁÁÁÁÁÁCULO com caps lock. E ainda canta. E bem.
Mas então, voltando ao meu momento de plenitude e paz interior... pois é, ainda não a encontrei, mas sei que estou no caminho. Gosto da minha personalidade e minha característica de experimentar o que é desconhecido e, na maioria das vezes, gostar. Como foi o caso do chouriço: eu estava no aeroclube em Jundiaí, e o Marcão trouxe um prato com chouriço em rodelas. Um amigo que estava junto me falou do que era feito, e eu experimentei. Não gostei muito do sabor, e comi um segundo pedaço com vinagrete. Muito melhor, mas na verdade senti mais o gosto do vinagrete do que do chouriço em si. Mas o interessante foi a frase do meu amigo:
- Meu, admiro você só por ter experimentado na lata, sem cerimônia.
Hum, na verdade eu nunca tinha pensado assim. Eu apenas gosto de conhecer, gosto de experimentar o que é novo para pelo menos ter opinião a respeito, e comida é uma cultura muito diferente de conhecer, pelo modo como a conhecemos. Quando viajei com minhas irmãs eu não queria saber a tradução dos pratos, queria pedir qualquer coisa, para provar e ter uma opinião sobre aquilo. O meu erro foi não ter gravado os nomes dos pratos que experimentei, porque hoje eu fico naquela de "a comida escocesa é muito boa", mas o primeiro prato que me levou a constatar isso eu não sei o nome.
Mas não estou falando de comida, não. Estou falando da vida, estou falando de momentos. Espaços diferenciados.
Hoje, por exemplo, saí com a Graziela e uma amiga dela de trabalho. Uma amiga que eu não conhecia... mas que foi legal de conhecer. Foi interessante sentar naquela mesa de bar (que eu não conhecia, por sinal) e conhecer um pouco mais sobre a vida de uma desconhecida. Sobre sua família, sobre seus hábitos, sobre sua personalidade. Perceber suas fraquezas e sua força em três ou quatro horas de conversa. Ouvir uma voz diferente e ver seus gestos; volta e meia ela fazia um coraçãozinho no ar com os dedos, mesmo quando estava falando de um episódio mais revoltante de sua vida. Acho tudo isso muito interessante. A Graziela mesmo: nós já viajamos juntas, só nós duas, e hoje eu conheci um pouco mais sobre ela, sobre o filho dela, o trabalho, as ambições, a personalidade dela.
Claro que não podemos conhecer de tudo, mas eu gosto quando tenho a simples oportunidade de conhecer sobre algo ou alguém.
E estar reparando nisso agora está me fazendo bem. Imaginar que estou indo pra Campinas pra conhecer. Conhecer pessoas, conhecer lugares, conhecer aeronaves, conhecer tráfegos, fraseologias, taxiways, relevos, circuitos, procedimentos, equipamentos... Turnos de serviço diferenciados.
Ainda sinto aquela pontinha de tristeza, e essa não vai embora tão fácil.
Mas me sinto mais calma, mais leve, mais contente, mais segura. Muito mais segura. E madura, na medida certa. A criança Ingrid não vai crescer nunca, se Deus quiser.
- Papa papa lima oscar vitor, LOVE IS IN THE AIR aos 35, chame controle São Paulo uno três cinco decimal sete cinco!!!
O piloto coteja:
- Ciente, torre, love is in the air, vai chamar o controle!
Hum, meu esquerdinha ficou atônito.
Myron, eu sei que às vezes você lê isso aqui: é extra-oficial e não pode ser usado contra mim... Ou pode??? Nãããão, foi só um momentozinho de descontração. E o TAM na final ficou rindo. O amor realmente estava no ar...
... ai, ai ... eu estou feliz. Estou num momento de descobrimento. Ah, hoje eu fucei na internet umas fotos do Tarkan, e me apaixonei pelo cara. Meu, aquele turco existe mesmo??? Se bem que ele é alemão... de família turca. Uia, Cesinha, que eu vou pra lá ser uma das quinze esposas dele. Ah, não me interessa se na Turquia não tem nada disso e eu estou confundindo os costumes... Mas o cara é um gato! Nossa, um ESPETÁÁÁÁÁÁCULO com caps lock. E ainda canta. E bem.
Mas então, voltando ao meu momento de plenitude e paz interior... pois é, ainda não a encontrei, mas sei que estou no caminho. Gosto da minha personalidade e minha característica de experimentar o que é desconhecido e, na maioria das vezes, gostar. Como foi o caso do chouriço: eu estava no aeroclube em Jundiaí, e o Marcão trouxe um prato com chouriço em rodelas. Um amigo que estava junto me falou do que era feito, e eu experimentei. Não gostei muito do sabor, e comi um segundo pedaço com vinagrete. Muito melhor, mas na verdade senti mais o gosto do vinagrete do que do chouriço em si. Mas o interessante foi a frase do meu amigo:
- Meu, admiro você só por ter experimentado na lata, sem cerimônia.
Hum, na verdade eu nunca tinha pensado assim. Eu apenas gosto de conhecer, gosto de experimentar o que é novo para pelo menos ter opinião a respeito, e comida é uma cultura muito diferente de conhecer, pelo modo como a conhecemos. Quando viajei com minhas irmãs eu não queria saber a tradução dos pratos, queria pedir qualquer coisa, para provar e ter uma opinião sobre aquilo. O meu erro foi não ter gravado os nomes dos pratos que experimentei, porque hoje eu fico naquela de "a comida escocesa é muito boa", mas o primeiro prato que me levou a constatar isso eu não sei o nome.
Mas não estou falando de comida, não. Estou falando da vida, estou falando de momentos. Espaços diferenciados.
Hoje, por exemplo, saí com a Graziela e uma amiga dela de trabalho. Uma amiga que eu não conhecia... mas que foi legal de conhecer. Foi interessante sentar naquela mesa de bar (que eu não conhecia, por sinal) e conhecer um pouco mais sobre a vida de uma desconhecida. Sobre sua família, sobre seus hábitos, sobre sua personalidade. Perceber suas fraquezas e sua força em três ou quatro horas de conversa. Ouvir uma voz diferente e ver seus gestos; volta e meia ela fazia um coraçãozinho no ar com os dedos, mesmo quando estava falando de um episódio mais revoltante de sua vida. Acho tudo isso muito interessante. A Graziela mesmo: nós já viajamos juntas, só nós duas, e hoje eu conheci um pouco mais sobre ela, sobre o filho dela, o trabalho, as ambições, a personalidade dela.
Claro que não podemos conhecer de tudo, mas eu gosto quando tenho a simples oportunidade de conhecer sobre algo ou alguém.
E estar reparando nisso agora está me fazendo bem. Imaginar que estou indo pra Campinas pra conhecer. Conhecer pessoas, conhecer lugares, conhecer aeronaves, conhecer tráfegos, fraseologias, taxiways, relevos, circuitos, procedimentos, equipamentos... Turnos de serviço diferenciados.
Ainda sinto aquela pontinha de tristeza, e essa não vai embora tão fácil.
Mas me sinto mais calma, mais leve, mais contente, mais segura. Muito mais segura. E madura, na medida certa. A criança Ingrid não vai crescer nunca, se Deus quiser.
No comments:
Post a Comment