Saturday, January 24, 2009

Barquinho

Hoje estávamos eu, o César e o Mário vindo pra torre e lembrando da viagem pra Goiânia para o casamento da Nayara. Foi o melhor casamento da turma, porque revimos muita gente. A Lúcia, o Drico, graaande Inês, Simone, Ivo, Vinícius, Marquinho, Érica... e nós três. E o Barquinho (Marquinho) com aquele jeito típico mineiro, bem humorado, fumando (quando ficava nervoso era mais engraçado: acendia o cigarro e andava de um lado pro outro antes de explodir), tranqüiiiiiiilo que irritava. Todo mundo no quarto do hotel se arrumando, e ele fumando, bebendo e dando risadas. Quando estava todo mundo quase pronto, perguntaram se ele não iria se arrumar. Ele respondeu que iria, mas continuou bebendo. De repente, pegou sua sacolinha, tirou o paletó de lá de dentro toooooodo amarrotado, bateu para tirar o pó e vestiu. Assim, de repente. Como se estivesse colocando um shorts pra ir à padaria. E ele era MEU par como padrinho. Eu toda arrumada, com sombra, uma porra de um vestidinho verde que ficou pequeno no dia do casamento e me apertou toda que eu não respirava direito, sapato de salto, batom... com o Marquinho meio desleixado e feliz por estar lá.
Conversando sobre isso hoje no carro, eu lembrei de quando chegamos em Guarulhos há oito anos atrás. A Simone alugou um apartamento no Cumbica com a Ana Zilda e o Mourão, e eu aluguei outro no mesmo condomínio com o César e a Cristina. Marcamos um jantar em casa seguido de sorvete e "Imagem e Ação". Depois da jogatina, arrumamos dois colchonetes para que o Ivo e o Marquinho dormissem na sala. O Ivo tirou o colchonete do saquinho que o envolvia e dormiu tranqüilamente. Ou quase. O Marquinho, muito cuidadoso, não quis tirar o colchonete dele do saquinho para não sujar. Durante a noite, conforme ele se mexia, o saquinho fazia barulho. Virava pro lado, chiiichiiii. Virava pro outro, chiiiichiii. Respirava, chiiiichiiii. Dali a pouco o Ivo só viu o vulto irritado do Marquinho levantando e puxando o maldito colchonete com o saquinho e saiu pisando duro pra cozinha. Depois só ouviu um barulho de saco plástico sendo rasgado com ódio, jogado no chão e pisoteado, seguido de uns grunhidos de raiva do Marquinho. O vulto voltou para a sala e jogou o colchonete já sem o saquinho no chão, deitou-se e adormeceu na escuridão e silêncio do Cumbica.

* Continua depois, tenho que render o Sérgio no tráfego...

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  I wanted a pretty name for the death. But I wanted a simple, easy, common name. I didn't want to call her Miss Death. Death, The Hour,...