Se você é um grande defensor da reprodução humana, nem leia este post. Está carregado de teorias do caos, armagedom, fim dos tempos e murchamento da Terra por população demasiadamente enorme.
Ah, tema polêmico! Porque as pessoas se assombram tanto com esse assunto ainda hoje? O mundo está superpopuloso, tem um monte de criança na rua, não existem mais tantas planícies e chapadas inabitadas como antes. O mundo está crescendo demais. Não há vagas. Não sei como será daqui pra frente, daqui uns 100 anos. Acho que não vai haver parques. Talvez eu possa já adiantar uma parcela de um novo empreendimento "dentro" do Ibirapuera. Rios? Façamos pontes e vamos construir casas em cima das pontes. Muita gente tendo muito filho, só me lembra da época que ficamos com treze gatos dentro de casa, porque a gatinha matriz só tinha filhotes fêmeas, que só tinham filhotes fêmeas, que por sua vez só tinham filhotes fêmeas. O macho era o mistério. O problema é que ocorreu uma superpopulação de gatos em minha casa, e minha mãe estava entrando em paranóia. O que fazer com tantos gatinhos? Ou gatinhas? Dar? Pra quem? Pessoas que não cuidam bem nem do próprio pé, quanto mais de um gatinho indefeso.
Hoje em dia pessoas que não querem ter filhos são chamadas de egoístas. Mas onde eu sou egoísta por não ter me decidido ainda? Eu não tenho casa pra morar, não tenho responsabilidade para cuidar de uma planta, não tenho dinheiro para dar uma educação que eu considero decente, não moro em uma cidade onde tenha tranqüilidade em criar meus filhos e nem tenho previsão de mudança por um tempinho. Reclamo de tudo. Me acho uma criança em desenvolvimento letárgico demais. Sou irresponsável em muitos aspectos. Creio que cuido bem de minhas cachorras, mas sinto que poderia largar a internet de vez em quando e dar mais um carinhosinho nelas. Não sei, ainda não sinto aquela vontade de ser mãe e me incumbir da criação de alguém. Não sinto. Senti quando meu pai morreu, senti vontade de dar um neto pra minha mãe, já que pra ele não dava mais tempo. Mas qual teria sido a diferença na vida dele, outro neto? Teve uma época em que eu queria desesperadamente ter um filho. Mas essa fase passou. Pode ser que amanhã eu acorde doida para engravidar, mas não hoje. Hoje eu sou apenas uma criança que busca a terra do nunca, sou uma criatura ainda perdida nos planejamentos de um adolescente: o que vou ser quando crescer???
Não sei, mas não gosto dessa cobrança social tão direta: "E aí, você é a bola da vez!". A única bola da vez que eu sou é no sentido literal da coisa: sou a gordinha da vez tentando outra dieta pra emagrecer. Quando ouvi isso, respondi na lata: "Hum, sou mesmo, mas já estou tentando perder esses quilos incômodos aos seus olhos". Arghhhhhhhhhhh... Acho que hoje eu estou meio enfezada. Credo, que palavra feia...
Ah, tema polêmico! Porque as pessoas se assombram tanto com esse assunto ainda hoje? O mundo está superpopuloso, tem um monte de criança na rua, não existem mais tantas planícies e chapadas inabitadas como antes. O mundo está crescendo demais. Não há vagas. Não sei como será daqui pra frente, daqui uns 100 anos. Acho que não vai haver parques. Talvez eu possa já adiantar uma parcela de um novo empreendimento "dentro" do Ibirapuera. Rios? Façamos pontes e vamos construir casas em cima das pontes. Muita gente tendo muito filho, só me lembra da época que ficamos com treze gatos dentro de casa, porque a gatinha matriz só tinha filhotes fêmeas, que só tinham filhotes fêmeas, que por sua vez só tinham filhotes fêmeas. O macho era o mistério. O problema é que ocorreu uma superpopulação de gatos em minha casa, e minha mãe estava entrando em paranóia. O que fazer com tantos gatinhos? Ou gatinhas? Dar? Pra quem? Pessoas que não cuidam bem nem do próprio pé, quanto mais de um gatinho indefeso.
Hoje em dia pessoas que não querem ter filhos são chamadas de egoístas. Mas onde eu sou egoísta por não ter me decidido ainda? Eu não tenho casa pra morar, não tenho responsabilidade para cuidar de uma planta, não tenho dinheiro para dar uma educação que eu considero decente, não moro em uma cidade onde tenha tranqüilidade em criar meus filhos e nem tenho previsão de mudança por um tempinho. Reclamo de tudo. Me acho uma criança em desenvolvimento letárgico demais. Sou irresponsável em muitos aspectos. Creio que cuido bem de minhas cachorras, mas sinto que poderia largar a internet de vez em quando e dar mais um carinhosinho nelas. Não sei, ainda não sinto aquela vontade de ser mãe e me incumbir da criação de alguém. Não sinto. Senti quando meu pai morreu, senti vontade de dar um neto pra minha mãe, já que pra ele não dava mais tempo. Mas qual teria sido a diferença na vida dele, outro neto? Teve uma época em que eu queria desesperadamente ter um filho. Mas essa fase passou. Pode ser que amanhã eu acorde doida para engravidar, mas não hoje. Hoje eu sou apenas uma criança que busca a terra do nunca, sou uma criatura ainda perdida nos planejamentos de um adolescente: o que vou ser quando crescer???
Não sei, mas não gosto dessa cobrança social tão direta: "E aí, você é a bola da vez!". A única bola da vez que eu sou é no sentido literal da coisa: sou a gordinha da vez tentando outra dieta pra emagrecer. Quando ouvi isso, respondi na lata: "Hum, sou mesmo, mas já estou tentando perder esses quilos incômodos aos seus olhos". Arghhhhhhhhhhh... Acho que hoje eu estou meio enfezada. Credo, que palavra feia...
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