Hum, faz um tempinho que não escrevo. Tenho passado muito tempo na estrada... tá certo que o laptop tá sempre comigo, mas não consigo nem ler em ônibus, quanto mais escrever.
Andei reparando uma coisa ultimamente. Radares tem me tirado do sério... Eu acho que fico tanto tempo parada em congestionamento, que quando pego uma via descongestionada, enfio o pé no acelerador como uma alucinada, berrando para minha liberdade, fazendo meus zigue-zagues feliz e saltitante. Dali a pouco uma baita freada: radar. Caraca, como tem radar nesse mundo! Que horror... Quando saio do aeroporto pra casa da minha mãe em Valinhos então? Vou a 110 km/h na Santos Dumont, me controlando. Depois tenho que reduzir pra 80. E não é 80 exatamente: chega a ser 50 km/h. Ou você pega a faixa da esquerda e segue os lunáticos tarados por multas a 110 por hora, ou segue o regulamento e anda na faixa da direita atrás do seu Zé, com um puta Audi A4 zerado, a 50 por hora. Tem medo que se andar a 80 e um passarinho cagar enquanto faz um sobrevôo no capô, o risco de ter uma manchinha branca mais afunilada e comprida no vidro dianteiro se torne maior. Eu realmente não entendo. Entendo ficar atrás de um Corcel II todo enferrujado com as portas se soltando.
Bom, daí eu caio na Anhangüera. 100 por hora naquela estradaça, acredita??? Que desperdício. Meu, eu fico com o pé no freio o tempo todo, não consigo controlar a velocidade. Eu acabo caindo em tentação. Isso me irrita. Depois, na entrada pra Valinhos, a velocidade é de 60 por hora até a Fets do Figo, aproximadamente. Então, eis que eu me sinto liberta das correntes e dos olhos famintos dos radarzinhos, e piso com tudo pra extravasar a raiva contida. Acabo correndo dentro da cidade, a ponto de atropelar um cachorrinho indefeso. É aí que a consciência pesa e eu continuo bem devagarinho até a rua Piratininga...
Quando vou pra Guarulhos não muda muita coisa não... na Bandeirantes o limite é 120, mas eu sempre acabo tendo que botar o pé no freio. Não dá. Queria velocidade livre. Brasileiro que dirige mal faz caca até em rodovias mais rígidas. Tenho um amigo que morreu num acidente a 60 km/h. Um treminhão lotado de cana não viu o carro dele e entrou em cima. A 60 km/h. É tudo muito relativo. Sei que depois que dirigi numa estrada de velocidade livre, a 140 km/h na faixa da direita (com todo mundo me ultrapassando), depois perdi a vergonha e fui competir com Audis a 200 km/h (e depois da cara feia de todo mundo dentro do carro eu reduzi pra 170), eu nunca mais fui a mesma.
E nem só tratando de velocidade não: tratando de educação e gentileza no trânsito, onde faixas da esquerda são usadas apenas para ultrapassagens, não importando a velocidade que você esteja. E onde o carrão que vem chutado atrás de você não fica metendo luz alta, porque entende que você está na faixa da esquerda ultrapassando aquele caminhão lento a 160 km/h.
Ai, ai... Utopia...
Bom, daí eu caio na Anhangüera. 100 por hora naquela estradaça, acredita??? Que desperdício. Meu, eu fico com o pé no freio o tempo todo, não consigo controlar a velocidade. Eu acabo caindo em tentação. Isso me irrita. Depois, na entrada pra Valinhos, a velocidade é de 60 por hora até a Fets do Figo, aproximadamente. Então, eis que eu me sinto liberta das correntes e dos olhos famintos dos radarzinhos, e piso com tudo pra extravasar a raiva contida. Acabo correndo dentro da cidade, a ponto de atropelar um cachorrinho indefeso. É aí que a consciência pesa e eu continuo bem devagarinho até a rua Piratininga...
Quando vou pra Guarulhos não muda muita coisa não... na Bandeirantes o limite é 120, mas eu sempre acabo tendo que botar o pé no freio. Não dá. Queria velocidade livre. Brasileiro que dirige mal faz caca até em rodovias mais rígidas. Tenho um amigo que morreu num acidente a 60 km/h. Um treminhão lotado de cana não viu o carro dele e entrou em cima. A 60 km/h. É tudo muito relativo. Sei que depois que dirigi numa estrada de velocidade livre, a 140 km/h na faixa da direita (com todo mundo me ultrapassando), depois perdi a vergonha e fui competir com Audis a 200 km/h (e depois da cara feia de todo mundo dentro do carro eu reduzi pra 170), eu nunca mais fui a mesma.
E nem só tratando de velocidade não: tratando de educação e gentileza no trânsito, onde faixas da esquerda são usadas apenas para ultrapassagens, não importando a velocidade que você esteja. E onde o carrão que vem chutado atrás de você não fica metendo luz alta, porque entende que você está na faixa da esquerda ultrapassando aquele caminhão lento a 160 km/h.
Ai, ai... Utopia...
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