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Monday, October 05, 2009

Campinas

Bom, depois de tanto tempo eu volto para escrever algumas poucas linhas (na verdade eu estou morrendo de sono e tomando vinho, o que "acentua" meu estado "catatônico"...) sobre meus dias recentes...
Eis que me descubro, novamente, em menos de um ano, extremamente irritada em relação ao aeroporto de Campinas. E me deparo novamente (malignamente) chegando à conclusão de que Campinas pode ser uma cidade enorme, mas jamais chegará aos pés de uma metrópole. É uma cidade fofa, as cidades adjacentes que o digam, mas continua sendo uma região extremamente provinciana. As pessoas se vestem para ir ao aeroporto como se estivessem indo a uma ópera. Salto alto (não por costume ou elegância, mas por um "status" que chega a ser depreciativo, quando vc percebe claramente que a "sujeita" não usa salto alto desde que nasceu, mas coloca pra pegar um vôo pra Manaus), maquiagem exagerada, perfumes idem, casacos (a 32º C), óculos de sol dentro do saguão, nariz pra cima (pitch 30!!!) e nenhum pouco de consideração ou mesmo educação para com a menina atrás na fila para comprar um mísero café expresso em uma das únicas lanchonetes do aeroporto. É triste. É irritante. Ali eu vi que ainda é um local onde só o fato de você estar em um aeroporto significa que você tem algo a mais do que a grande maioria da população. E as pessoas ali presentes realmente se acham mais importantes do que você (se vc está de tênis All Star preto todo ferrado, calça jeans surrada e camiseta com a bandeira do Brasil - presente de aniversário na última Copa do Mundo). Que engraçado, eu fico ali esperando meu café e pensando: "Se eu não for trabalhar, com certeza o vôo dela pra Manaus pode atrasar...". Claro que o aeroporto não vai parar por minha causa, mas eu acho irônico que eu posso causar uma pequena dor de cabeça pra madame entediada e auto-declarada "melhor" do que eu. Eu passeio pelo aeroporto de Guarulhos e vejo uns malucos de bermuda e camisa regata num frio de 10 graus, andando calmamente pelas "asas", vejo famílias inteiras que devem ter conseguido um bom desconto em passagens para visitar um avô em uma cidade distante, vejo estudantes excitados com a primeira viagem, agarrados com seus mais novos passaportes, vejo casais apaixonados em lua de mel, e outros nem tanto, correndo com seus filhos para os portões de embarque. E claro, há uma celebridade ou alguém que gostaria de sê-la, andando com seu saltão e casaco falsificado (ainda bem, mas não menos incorreto) de peles escuras. E eu, como apreciadora de viajantes, em suas mais diversas facetas, nunca me senti menosprezada, nem mesmo incomodada com algum olhar furtivo de qualquer um deles. É um aeroporto de várias tribos, onde todas elas se comunicam de alguma forma e todas elas se respeitam. Muitas delas acostumadas com as viagens de várias horas, chegam ali vestindo confortabilíssimos conjuntos de moletom e tênis, o que já me causou um certo tipo de inveja por diversas vezes. E todos se compreendem, pelo menos a grande maioria. Ainda assim eu comentava que havia poucos espaços de lazer e alimentação para tão diversificada "fauna" ali concentrada. Hoje, quando vejo Campinas com seu saguão novíssimo e brilhante, penso que Guarulhos pode não suportar a demanda, mas há bastante escolha.
Campinas cresceu muito e ainda não houve tempo de adequar seu saguão à quantidade exagerada de passageiros que ali circulam todos os dias. Mas isso não é motivo para que os usuários se considerem tão importantes assim, muito pelo contrário. É um aeroporto que está crescendo graças às companhias que veem a cidade como futuro, e acreditam que voar é para todos, e não pra meia dúzia de "bem-endinheirados" que se acham donos do lugar...

Friday, October 12, 2007

Estressadérrima

Nossa, hoje eu tô ultra estressada. Caramba, fazia tempo... Já me estressei indo para o trabalho. Embora eu tenha enfiado na cabeça que a partir de ontem não vou mais me preocupar em dirigir direitinho (claro, afinal, mulher no volante perigo constante, não? Se eu tomo fama de qualquer jeito, praquê que eu vou tentar dirigir direitinho? Se é pra homem falar mal de mulher no volante, eu vou mais é dar motivo e me dar ao direito de fazer qualquer merda no volante. E tem mais: vou arrumar um adesivo assim: Atenção! Mulher ao volante com carteira primária e na TPM. Quem sabe?), voltando... bem, mesmo assim eu me irritei com uma moça em um Kazinho preto à minha frente. Caraca, aquela era ruim demais. Mas não buzinei em nenhum momento (afinal, ela era mulher. E sou solidária à má direção dos seres do meu sexo).

Ainda assim consegui chegar na Torre às 17h44. Esperamos mais um minutinho enquanto não dava o horário para bater o cartão e subimos para o briefing. Tudo quase normal, faço café (horroroso), rendo de auxiliar do César e boa. Peço os lanches na Ju e vou buscá-los. Como um misto, rendo o César. Putz... pedir autorização naquele centro "A" é o Ó. O telefone chama quinhentas vezes, e quando atende você tem que ser educado - afinal, o cara de lá do centro não deixou de atender por má vontade, é por causa do volume de autorizações. Daí eu ligo para o centro "B". Atende muito mais rápido do que o outro, mas de má vontade, na grande maioria das vezes. Hoje não era um mal educado. Hoje era um estressado com a profissão. De saco cheio com a quantidade de tráfego. E eu penso: "Cara, e isso vai pra pior...". Ou então: "Putz, eu também quero cair fora...". Meu, tá um estresse danado, ninguém tá agüentando mais a corda.

  I wanted a pretty name for the death. But I wanted a simple, easy, common name. I didn't want to call her Miss Death. Death, The Hour,...